28 agosto 2009

Confissão sem titulo

Dizem que as melhores musicas, melhores poemas, melhores textos são escritos em momentos de melancolia. Manuel Bandeira foi um grande escritor, mas sofreu que nem cavalo sem dente puxando carroça e correndo atrás de uma égua. Portanto se você quer escrever alguma coisa com repercussão: sofra.
Não acredito nesse lema. Porém recorro a escrita quando estou em meus momentos de extremo sentimentalismo ( seja ele bom ou ruim). Para um escritor, ser neutro na escrita é uma missão. Pessimismo ou esperança, dependendo de como está seu estado de espírito influencia no que se escreve. Depois relê aquilo e pensa “ como eu era extremista”. Logo eu que funciono nos extremos e busco centralizar.
Tantas vezes com vontade de escrever, querido diário, mas eu me seguro para não abarrotar mais ainda a internet de besteiras.
Estava me perguntando ( divagações como sempre) como eu ainda me decepciono com os humanos? Há uma frase de um filosofo muito antigo, que aliás compartilha do mesmo nome que eu – Terêncio – que diz assim “ Nada que é humano me é estranho”. Mas eu ainda me assusto com o mundo. Só tem um lado positivo disso: quer dizer que eu não acostumei com o que acontece, ou seja, não partilho da lei de Gérson que move o mundo.

Mais difícil que evitar a morte é evitar o mal, porque ele corre mais depressa que a morte

Por hoje me despeço com essa frase encontrada, durantes minhas infindas leituras, em Apologia a Sócrates. E por aqui, não fico mais nenhum minuto: porque pensar, enlouquece.

07 agosto 2009

De dentro pra fora.


Me faz bem postar mais vezes no blog. Agora acho que vou ter mais tempo pra isso. Bom, pelo menos eu acho né. Considerando como eu passei os últimos seis meses, resolvi fazer uma terapia interna. Retirar todo aquele estresse, e a pressão que tinha. Estudava aproveitando todo o tempo que possu e esquecida de mim mesma. Os resultados não foram bons. Com essa terapia interna que estou fazendo sozinha, retiro todo o estresse [e como é ruim ser estressada – no sentido literal da palavra]. Até que estou conseguindo. Acho. Às vezes me surpreendo com as mudanças – de pensamento- que acontece em mim. E quando você deixa de ser estressada, outro sentimento tem que tomar o lugar dele. Ai eu sinto medo. Medo de um monte de coisas. Ao invés de eu ficar nervosa, sinto medo. O medo é devido á incerteza, mas até com ela estou aprendendo a lidar. E assim eu consigo, viver um dia de cada vez.

Medo.

Falando mais sobre o medo. Não é pavor – sim existe uma diferença gritante entre esses dois, e só quem já sentir pavor (de verdade) sabe como é. O medo que eu digo é aquele que faz exitar. Quando sinto-o balanço a cabeça e penso “é só uma sensação sem motivo”. No fim, ela serve só pra te fazer pensar, talvez pra ser mais cuidadoso. Mas, se você fixa demais no medo pode acabar não fazendo algo por causa dele.

Esse medo também é diferente de desafio. Eu gosto de coisas perigosas que te dão medo no inicio, mas que também sobe a adrenalina e te faz se sentir satisfeito. Aí ta o desafio, e nessas horas o desafio me faz agir com mais vigor. Mas não é este.

Talvez seja medo da vida, de enfrentar as pessoas, as situações. Só não posso deixar que esse sentimento me mude. Não sou uma pessoa que deixa de agir pelo medo.

Mas, todos os dias venho convivendo com o medo.


J.


04 agosto 2009

Nada de importante.


Há uma semana que estou tentando criar coragem para postar no blog. È verdade que varias vezes comecei a escrever alguma coisa, mas não cheguei ao final e acabei começando a escrever de novo hehehe

Aah, não tenho nada de muito significativo para postar aqui. Somente o fato de que eu viajei pra fazenda dos avós, fiquei cinco dias morgando (literalmente) e lendo livros – ai não aguento mais ver livros na minha frente!! Além disso, tomei banho junto com uma cobra o.Ô e andei á cavalo xD grandesss férias essas minhas...

Depois desse tédio que passei lá resolvi chegar em casa - e realmente foi um alivio chegar – e fazer diversas coisas das quais eu precisava fazer - uma das quais postar no blog. Mas enrolei a semana inteira e não fiz NADA.

Ahh ta bom, era minha ultima semana de férias mesmo. AI MEU DEUS, reclamo nas férias, mas quando vejo que elas vão acabar me desespero =( O bom foi que eu ganhei uma nova semana de férias por causa da tal gripe, e as aulas só vão começar semana que vem. Mas, agora preciso deixar de malandragem e começar a estudar pro Enem. Já comecei essa semana, mas com aquela animação. Também depois do fracasso do meu ultimo vestibular – que pessoa normal passa duas horas de uma prova chorando?

Sei onde está a culpa disso. Estudei o primeiro semestre desse ano como uma louca, e resultado.... surto psicológico. Não vou falar disso, fico muito mal ao pensar.


Falando um pouco mais das férias... não sabia que passar tanto tempo perto da minha mãe me deixaria louca. Literalmente. Durante o semestre passado eu chegava do cursinho ás 19:30, então nem tinha muito tempo pra ficar em casa. Era o prazo de chegar tomar banho comer alguma coisa e cama, pra ler algumas coisas de humanas pro vestibular. Nos fins de semana expediente acabava as 18h, e como minha mãe trabalha mais fim de semana e passa a semana toda em casa ¬¬ eu mal tinha tempo pra ficar perto dela. [ nem era pra eu ter falado sobre isso, mas é meu desabafo].


Na viagem que fiz pra fazenda pensei em muitas coisas, principalmente pro blog. Senti uma vontade imensa de postar, acho que foi a necessidade de ser ouvida e a falta de civilização e tecnologia perto de mim ( não vivo seeeem).

Há pouco tempo eu tinha escrito que o blog tava sem tema. Não sei falar se ele é um diário, informativo ou até fútil... mas, posso falar que ele é um pouco de tudo isso, ou passará a ser. O que não posso negar é que o blog é meu então aqui é melhor lugar para saber mais sobre mim. Efim, posto aqui de tudo: os textos que escrevi, as minhas indignações. Agora ele ta virando diário também rsrsrs e em breve terá assuntos atuais comentados e resenha dos livros que leio ( vou tentar, é só um projeto).

O blog é como guardar um pouquinho de mim dentro de uma caixinha. A nossa vida vai passando e muitas vezes sentimos saudade... aqui é uma forma de reviver. Amo ler os meus posts antigos; o mais interessante que acho é perceber as vezes que mudei, ou não. Não escrevo pra ninguém em especial, além de mim mesma.

Também gosto de ler o blog de outras pessoas...

Não sei como terminar esse post, então ele acaba aqui.


J.