31 dezembro 2011

2011 / 2012



A passagem de um ano para outro não é apenas um momento para desejar conquistas materiais, desejar encontrar um novo amor ou quem sabe um emprego com um salário melhor. A passagem de um ano para outro, também é momento de reflexão interna. Momento para parar e pensar sobre aquilo que queremos ser como pessoa, aquilo que queremos mudar em nossas vidas, aqueles defeitos que queremos nos empenhar para corrigi-los, na medida do possível. Portanto, hoje, antes de celebrar junto com família ou  amigos a alegria de um novo ano que está nascendo pare alguns minutos e reflita sobre si mesmo. Faça um balanço do que foi bom e o que foi ruim desse ano que se vai, e a partir de então trace objetivos para o próximo ano. Empenhe-se naquilo que precisa ser melhor, naquilo que precisa ser (re) feito e que durante muito tempo você postergou esperando que houvesse um momento propicio para fazer. Peça perdão a alguém se for preciso, lembre-se de alguém que está longe e faça uma oração para essa pessoa; de um beijo em quem você gosta e diga eu te amo. Momentos como esse não poderiam fazer parte de nossas vidas apenas uma vez no ano. Mas infelizmente deixamos para que isso aconteça apenas quando o mundo todo está unido em um clima de celebração e festa. E se você teve um ano difícil lembre-se que há milhares de pessoas no mundo que passam por diversos tipos de problemas também. E empenhe-se para que no próximo ano você ajude a fazer o ano de alguém um ano melhor.
Todos os anos pensamos as mesmas coisas que o próximo será diferente, que terá mais conquistas, mais realizações. Apenas não se esqueça que a nossa vida é a soma desses anos e que ela não se resolverá toda em apenas um deles. Portanto faça cada ano um degrau para o outro ano, respeitando sua limitação suas possibilidades dando um passo de cada vez. Porque assim, quando você chegar ao fim irá notar que todos os seus anos valeram a pena. 

FELIZ UMA VIDA INTEIRA!

26 dezembro 2011

Balanço anual de leituras


Esse ano não foi o meu melhor de leituras. Mas li de acordo com que consegui. Também não foram os livros mais importantes ou interessantes, mas sempre gosto de ler algo... Confesso que andei distraída demais com outras coisas e dediquei pouco tempo a leitura, mas sempre com um livro na bolsa para os momentos de tédio.

Aí vai a lista de lidos esse ano.

1)A insustentavel leveza do ser – Milan Kundera
2)A dignidade do Homem – Pico de  Mirandola
3)O monge e o executivo – James C. Hunter
4)Ágape – Padre Marcelo Rosa
5)O outro lado da meia-noite – Sidney Sheldon
6)A construção do Direito do consumidor – Marcelo Gomes Sodré
7)Comer rezar amar –  Elizabeth Guilbert
8) Elementos do Direito Constitucional – Michel Temer
9) Querido John – Nicholas Sparks
10) Pare de falar mal da rotina - Eliza Lucinda
11) X –man (em inglês)
12) Admirável mundo novo – Aldous Huxley
13) Lolita- Vladimir Nabokov
14 On the Road – Jack kerouak


Ah, e a propósito, fiquei devendo as resenhas dos últimos três livros mas garanto, elas virão.

27 novembro 2011

Ideias

Eu sei, eu sei. Deveria escrever mais. É um desperdício tantas idéias que se desvanecem pra lugar nenhum. Em todo caso, essas idéias não permanecem inúteis. Aquilo que eu penso, sou, sinto, seguem comigo... o problema é que tenho vontade de compartilhar e nem sempre consigo faze-lo. Compartilhando, talvez eu consiga ajudar as pessoas. Ensinar é uma dádiva. E ensinar não significa passar um conhecimento concreto e pronto pra uma pessoa. Significa, na verdade, instigar uma pessoa a pensar e concluir ( lembra –se dos três métodos de Sócrates?). Isso sim é sabedoria.


Eu já disse aqui da teoria da relatividade. Eu acredito em tantas coisas nesse mundo. Muitas delas até se contradizem, se não olharmos por ângulos diferentes.

Veja bem, eu acredito em Darwinismo. Mas também acredito em Deus. O que não me exclui de acreditar no hinduísmo ou budismo. Idéias não ocupam os mesmos espaços. Eu já disse alguma vez, ideias possui “massa”... e como na física dois corpos não ocupam o mesmo espaço... idéias não podem ser sobrepostas.

Portanto, ciência é ciência, religião é religião, psicologia é psicologia. Cada um em seu lugar ( não é cabível comparação entre uma e outra). No entanto, cada uma forma um ingrediente que compõe um todo. Um todo de idéias.

O problema é que as pessoas fixam somente naquilo que acreditam. Raro são as pessoas que estão abertas para discussão de um ponto de vista expondo diversos aspectos e destrinchando cada possibilidade.

As pessoas se aproveitam da linguagem. Pegam uma ideia e a transporta para um contexto diferente para dizer que certa ideia está errada. Idéias não são excludentes entre si... as pessoas apenas tem opiniões diferentes, mas isso não quer dizer que um esteja errado e o outro certo.

Pior do que aqueles que se fixam somente na propria opinião são aqueles que não fazem questão nem mesmo de ter a sua. E eu continuo dizendo ... o desperdício é muito maior daqueles que não fazem uso da própria capacidade de cogito, característica única essa que o ser humano possui em exclusividade em relação aos animais.

12 novembro 2011

Paz


Paz.
Sinceramente, essa é uma das coisas mais preciosas que o dinheiro não compra. E ela vale muito mais do que diversas outras coisas que possamos pensar que são boas. Mas a melhor sensação do mundo é poder deitar na cama, depois de um dia cheio e cansativo, ou ate mesmo depois de uma festa e poder sentir a paz. Pensar que você não tem que se preocupar com as pessoas que querem interferir na sua vida, ou com o que pensam sobre você. E acima de tudo, não ter que se preocupar com pessoas que dizem que te amam, mas mesmo assim faz coisas pra te chatear ( e sem saber porque).


Todo ser humano busca a paz interna, já dizia sobre isso a filosofia indiana entre outras. E se você está equilibrado internamente a possibilidade de tudo a sua volta continuar em paz, é maior. É como algo que cai na água. Primeiro o movimento começa no centro depois toda a água que está a volta se agita.

Não tenho o segredo da paz interna, cada um encontra seus meios e técnicas. A que eu uso é conhecer a mim mesmo. Saber quais as minhas vontades e porque delas. Acima de tudo nunca ignorar um sentimento próprio. É curar cada ferida ou desafio frustrado ao invés de recalcá-lo: não deixá-lo ali internamente sem mexer ou sem resolver  (dessa forma pode parecer que tudo passou, mas na verdade, sempre tem uma pontinha espetando). È melhor liberar tudo de ruim que possa existir internamente e permitir espaço para o novo. Novas experiências - que pode trazer algo de ruim, contudo com bons aprendizados. E assim vai... sempre reciclando-se internamente.
Algumas vezes pode ser necessário se reformular novamente, repensar alguns conceitos. Não há ser humano pronto e mudamos a todo instantes com cada experiência. Mas o importante é nunca parar. O ato de cuidar de si mesmo é feito diariamente (!). E se assim você o faz, pode ter certeza que não se sentirá perdido no mundo.


Isso tudo pode parecer teoria, mas é assim que me sinto.

03 novembro 2011

Até agora, sobre esse ano


Se eu tivesse que definir esse ano com uma palavra, eu definira com mobilidade. Esse ano foi de muitas mudanças e isso me forçou a me adaptar rapidamente a elas. Já estamos em outubro, praticamente no final do ano. Ao mesmo tempo que passou rápido, aconteceram muitas coisas. Muitas informações para um ano só. Muitas informações, mais do que até então não havia tido nos outros anos.
Me pergunto quantas coisas mais terá acontecido no próximo ano, nessa mesma época. Eu sei, serão muitas coisas. E no ano passado eu não me imaginava estar aqui onde estou hoje. E vejo o quanto cresci. A expectativa é que para o próximo ano aconteça muito mais coisas. E eu sinto, o quanto , cada vez mais eu cresço.
Eu ainda tenho muitos planos, muitas coisas que quero conquistar, realizar. Mas eu sei que é cada coisa de uma vez. Há coisas ainda que não está no tempo certo, como por exemplo um emprego depois de formada. E enquanto isso, tenho que aproveitar o tempo da faculdade. Antes eu sentia muita ansiedade com qualquer plano de vida, mas agora aprendi a ter paciência e sei que cada coisa tem o seu tempo a se realizar. Como por exemplo, varias coisas dependem de um diploma da faculdade para eu conseguir realizar. Enquanto isso eu vou fazendo aquilo que me é possível no momento.
Eu realmente estou curiosa para saber tudo o que acontecerá no próximo ano, e quando estiver lá nessa mesma espoca quero reler esse texto e pensar em tudo que aconteceu durante o ano. Já tenho alguns planos em mente.
Sempre fui um tanto quanto metódica para planos. Então sempre os tenho na minha cabeça, bem organizados. E é aí que entra o aprendizado desse ano. Aprender a me adaptar rapidamente  quando sou forçada a mudá-los de repente. Afinal a vida é cheia de imprevistos, acontecem coisas novas todos os dias e somos obrigados a encaixar novos planos no meio dos antigos, excluir alguns ou refazer todos os planos. Então, entra o dom da mobilidade e adaptabilidade como qualidade. Ficar preso em detalhes, ou no passado só faz atrasar e travar o andamento das engrenagens da vida.
Cada dia é feio de encaixes. As vezes nem tudo vai sair do jeito que a gente quer, mas o importante é cuidar pra sair da forma melhor possível.
Afinal imprevistos acontecem e improvisos podem dar certos.

15 setembro 2011

Escrevi algo


Escrevi algo,

 algo que não pode ser chamado de poesia
Não tem versos, não tem estrofes bem feitas,
Foram apenas rabiscadas com erros, acertos e acasos

Escrevi algo que não pode ser chamado de texto
Não tem orações completas,
as virgulas estão nos lugares errados
não há ponto final onde deveria estar
e há ponto final onde uma historia não deveria acabar


Escrevi algo que talvez se pareça com uma redação
Chata as vezes, com regras das quais não entendemos
E intrigante o bastante para nos fazer pensar antes de escrever.

Escrevi algo que não pode ser chamado de resenha
Não fala de um livro, ou de um filme
não fala de algo que já foi escrito
Tudo é novo, e está sendo marcado agora
E muitas vezes, raríssimas vezes, quase nunca....
... há borracha que ajude.

Escrevi algo que não é um conto de fadas
Apesar de existir dentre os personagens
uma princesa
algumas bruxas
alguns soldados
alguns animais falantes
e alguns anjos

Talves seja uma fabula...
Nos ensina alguma coisa sobre moral e caráter
Por ora os personagens se apresenta características de animais!
Mas que grande besteira, são apenas humanos...

Escrevi algo que não é classivicado pela literatura....
Apenas escrevi algo...

Algo pra se chamar de vida!

26 agosto 2011

O individuo em sociedade/ a sociedade no individuo


Certa coisa me instiga. Saber o que se passa na cabeça dos outros e porque pensam assim. Eu sempre me vejo explorando outras culturas, analisando comportamentos (veja bem, não julgando, mas tentando entender), conversando com varias pessoas ( essa é uma das coisas que eu gosto muito de fazer; conversar com pessoas e principalmente de lugares diferentes). É interessante saber os limites de mundo das outras pessoas, e não me restringir só no meu. Eu penso de uma forma, mas no mundo existem diversas pessoas, diversas culturas que pensam diferente. Essa diversidade é atrativa pra mim. E como boa questionadora eu busco entender os porquês e motivos de cada ação, atitude, comportamento ou ideia.
Um ato comum de se notar nas pessoas é elas se restringir ao que elas pesam. Aí que está a origem do preconceito. Se o um não pensa de forma compatível com o geral, com certeza essa pessoa sofrerá algum tipo de sanção social. A intolerância pelo diverso é a concepção do preconceito.
Ao contrario disso, eu me sinto atraída pelo diferente. Eu gosto das exceções. O comportamento comum é se interessar pelos fatos mais repetitivos e mais presentes em sociedade, mas alguém precisa olhar para o incomum não é?
Veja bem, em uma trilha de formiga ( sempre gostei de observar as formigas), uma fila delas seguem em determinada direção em busca de alimento. Ao notar que determinada forminguinha se afastou do grupo e segue em outra direção, é o bastante para me deixar bem mais atenta. O que aquela formiga está fazendo fora do caminho? certamente, houve algo que a fez se afastar. Enfim, ao invés de analisar o comportamento normal das formigas, o que me atraiu foi justamente o comportamento destoante.
Então agora eu divido meu gosto de explorar femonemos em dois:

1)      Analisar uma sociedade ao todo, sendo essa o centro e o intuito da analise, acompanhado da reprodução de ação de seus indivíduos e;
2)       Analisar o individuo em si, com seus aspectos internos e influencia da sociedade sobre ele.

Observe que houve uma mudança de foco no caso 1 e 2. O objeto do n° 1 é a sociedade e seus indivíduos como coadjuvantes. É a coesão social, como um todo (lembram de Durkheim?). Já o n° 2 o objeto é o individuo como ser particular. É um único individuo e seus aspectos psicológicos que está sendo estudado. Claro que sob essa perspectiva devem ser considerados os fatores sociais, mas não são estes que estão sendo analisados. E sim o comportamento do individuo, diante dos fatos sociais que lhe são apresentados.


São esses dois objetos que me motivam. Ora um deve ser analisado, ora outro (mas nunca os dois estão totalmente separados entre si. O que ocorre é a mudança do personagem central da analise).

Esse conteúdo de pesquisa aborda muitos aspectos sociológicos e psicologicos. Eu gostaria de dedicar minha carreira profissional a isso. Creio que eu seria uma boa antropóloga, pelo menos a vontade de estudar tanto uma sociedade quanto também um individuo, eu tenho.


Lembrando que meu blog não tem nenhum intuito científico e os textos que eu escrevo aqui não podem ser tomados como resultados de analises. São apenas idéias que tenho, por isso são particulares. enfim, é a minha visão sobre o que observo.
Eu apenas penso e escrevo, sem nenhuma estrutura, ritmo ou regra.

19 agosto 2011

Coraçao manso.


Sabe aqueles dias que você não se importa com muita coisa?

Na verdade me importo em apenas cumprir minha rotina. Ir pro estagio, ir pra faculdade, ver um filme, sair com os amigos, comer comida boa, escutar musica e ler livros. Nada de esperar algo de novo, desejar um novo amor, ou fazer planos para o futuro.
E quer saber? Ta tão bom aproveitando a minha rotina. Essas são as coisas que eu gosto de fazer. Daqui uns dias eu sei que vou enjoar e vou querer novidades (como é do espírito da Joice), mas por enquanto está bom o marasmo.
Acho que essa sensação tem a ver com o fato de ter me decepcionado um pouco nos últimos tempos ( fato esse que não me impediu de me sentir feliz comigo mesma). As pessoas podem me desapontar mas o importante é que eu sinto comigo mesmo, não interessa os outros.
Eu deixei de esperar muito, ou talvez o mínimo, das pessoas. E isso me fez um pouco mais forte em relação as pessoas e suas atitudes.
Enfim, se alguém não age corretamente.... paciência.

Não e por isso que eu vou deixar de ser eu.

15 agosto 2011

Conversas


Joice diz:
Gabriel, vc ja reparou q o campo do sentimento e tão vasto que varias sensações nao tem nome?
a gente sabe exatamente o que sente, mas não sabe falar o que é pq não foi definido ainda com um nome.
Gabriel da Matta diz:
é, já tinha parado pra pensar nisso
Joice diz:
coisa de escritores
acho que quem tem esse dom, ou habilidade, sei lá, são pessoas mais sensíveis ao mundo; digo assim... mais perceptivas as sensações.
Gabriel da Matta diz:
sabe, esses sentimentos tem nomes sim, a gente é que não conhece as palavras, rsrs
tantos séculos de literatura já devem ter dado conta desses sentimentos
Joice  diz:
é faz sentido
mas ai é uma definição particular... e não geral. Somente quem nomeou aquela sensação é que sabe o que ela significa.
veja bem, a palavra saudade, toda vez que alguém se referir a ela, o outro já vai ter uma ideia do que seja esse sentimento, um significado pré definido sobre é essa sensação.  
Mas na verdade esses sentimentos sem nomes são gerais, todo mundo sente, mas são particulares na nomenclatura. Cada um chama de como quiser.

Gabriel da Matta diz:
 Descreva um sentimento que eu vejo se acho uma palavra apropriada. 
Joice  diz:
Não dá para descrever um novo sentimento se não por comparações.
Quando eu lembro de coisas ruins que alguem fez pra mim, eu sinto algo novo... não seria vingança, vontade de fazer algo contra essa pessoa, mas é uma vontade de ver essa pessoa “se fuder” ou sofrer pelo que fez. É uma vontade de ver que a pessoa sofrer, mas sem que eu tenha que fazer algo pra isso., deixar que isso aconteça por si só.
É uma mistura de vingança justiça e desprezo.

Gabriel da Matta diz:
rejeição, rechaço, recusa, repulsa, menosprezo, execração, ojeriza, asco, nojo, repugnância, repelência
Joice diz:
mas ai vc ta dizendo palavras que ja existem
com sentimentos ja conhecidos

Gabriel da Matta diz:
to tentando encontrar uma palavra para o que vc sente
Joice diz:
xD
Gabriel da Matta diz:
mágoa
Joice diz:
já existe
vc ta tentando buscar em algo que existe
é novo o sentimento, não foi "catalogado" ainda
Gabriel da Matta diz:
ah, com certeza já foi catalogado
Joice  diz:
Se já foi, não conhecemos então.
talvez seja a mistura, um pouco disso tudo. mas não apenas isso.
Gabriel da Matta diz:
vc não é a primeira pessoa a sentir isso em milênios de civilização humana
auhuhauha
Joice  diz:
justamente!
é o que eu quero dizer. todo mundo sente. o sentimento é geral, mas a nomeação não.
Não definiram o sentimento em um nome, como o amor, ódio, paixão, arrependimento.
Gabriel da Matta diz:
eumênides
Joice diz:
ahuahuahuahauhauh
parece nome de gente
"estou sentindo eumênides por fulano agora"
Gabriel da Matta diz:
é um nome que vem da mitologia grega... representa cada uma das três fúrias
que na verdade eram chamada de erínias, mas eram chamadas daquele jeito pelos gregos pq tinham medo de atrair pra si, a cólera.
as três fúrias são: rancor, castigo e interminável (?)
Joice (F) diz:
  Que culto voce!
Mas é uma boa...
acabamos de catalogar um sentimento!



Post com participaçao de Gabriel da Matta

09 agosto 2011

Tempos

O presente é o passado para o futuro.


Sentada em frente ao computador eu revejo fotos de épocas passadas e ouço musicas antigas. Eu não sou uma pessoa saudosista, nem vivo de passado, mas de repente me peguei lembrando certa época. Época do cursinho, historias vividas, tantas memórias... E vejo que já aconteceu muitas coisas das quais lembrar na minha vida. Pessoas que vem passam, ganham seu lugar em nosso coração, e apesar de não permanecer continuam com o espaço no meu coração. Dias atrás encontrei uma amiga por acaso na rua, sentamos em um banco e ficamos um tempão conversando. Parecia que a tinha visto no dia anterior; a amizade continuou como sempre foi.
Revendo as fotos noto minha carinha de nova ( ta, eu não mudei muito fisicamente) mas eu lembro daquela época de uma menina que não via muita maldade no mundo. Que tinha mais esperanças que hoje, acreditava muito nas pessoas e sonhava bem mais. Acho que agora estou um pouco mais madura e aprendi a desconfiar de tudo um pouco. Alias, aprendi a ver a maldade humana. Enfim, de certa forma estou mais protegida.
Muito bom essa época. A gente acha que já sabe muita coisa, mas quanto mais o tempo passa, notamos a ingenuidade ( e eu sei que daqui uns anos vou pensar a mesma coisa sobre hoje – mas é viver pra aprender né...).

Só sei que isso tudo fez parte... parte de mim, parte da minha vida e da minha historia.

07 agosto 2011

A musica e seus efeitos


Uma maneira de sentir algo é: sentar e colocar a musica em seus ouvidos. Coloque seus fones, deixe que a melodia entre na sua mente. E em um instante o mundo a sua volta não existe mais. É você e a musica. Ela dentro de você. A melodia percorrendo seu corpo. A noção do tempo é completamente perdida. Pode ficar horas ou minutos ali sem saber quanto tempo se foi.
Mas não pense em nada. Não pense em ninguém, não pense em nenhum problema. Pense apenas nela. Na melodia. Sinta a harmonia.

Essa é a melhor forma de sentir. Não sei o que eu sinto, só sei que sinto algo. Uma sensação que eu poderia chamar de regozijo.

04 agosto 2011

é!

Eu tô pouco me fudendo pra essa porra toda de sociedade.

01 agosto 2011

Querido John

Capa do livro.


Querido John é um romance de um autor que eu já conhecia. Já tinha lido “Mensagem pra você” de Nicholas Sparks e também vi o filme “ Um amor para recordar”, que é baseada na obra do mesmo autor. No entanto eu achei um tanto quanto... meloso (!) “Querido John”. O protagonista e narrador da obra é aquele tipo de cara todo errado, que não se importava com muitas coisas, até que ele se alista no exercito para dar um direcionamento a sua vida. Em uma licença de férias de suas atividades ele volta para casa do pai, onde cresceu, e lá conhece Savannah, uma garota do interior que veio até Wilmington passar as férias na praia e construir casas para pessoas carentes.
É o cenário perfeito para uma historia de amor. Bom, seria perfeito se ele não fosse do exercito e tivesse mais do que meras duas semanas de ferias. Durante esse tempo os dois vivem um amor intenso, e descobrem que não é apenas uma historia de verão. Com o fim das férias, cada um volta a sua rotina e passam a trocar cartas no período de distancia. John serve o exercito na Alemanha e Savannah é uma garota que cresceu no interior e adora cavalos. Algumas partes do livro são chatas, quando o protagonista descreve a pers
onagem pelo qual está apaixonado. Ela é aquela garota certinha e doce, que constrói casa para os pobres durante as férias, e está se formando para cuidar de crianças com necessidades especiais. A típica moça sem defeito, em contraste com o protagonista que levava uma vida boemia antes de ingressar no exercito e agora se culpa por isso.
No período que o casal passam separados por causa da distancia, eles sentem a falta um do outro e sofrem por causa disso. Ocorre então o ataque às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, e John tem que se alistar novamente no exercito. Toda a sociedade americana se abala e vive períodos de tensão nessa época. Depois disso, John é mandado para o Iraque, e durante esse tempo recebe uma carta que muda o rumo de suas vidas... Para fugir da desilusão John se alista de novo no exercito. Nessa passagem da obra ele narra bastante sobre a vida dos soldados americanos no Iraque.

Gostei do livro, mas a historia parece um tanto quanto clichê. Não gostei do nome da personagem, parece muito agressivo para uma personagem inocente e doce. Achei o fim do livro bem emocionante. A ultima pagina foi como se eu conseguisse visualizar perfeitamente uma cena de filme. Nicholas Sparks sabe pegar fatos simples da vida, coisas que todos nós passamos em nossas trajetórias, e organiza-los em frases que nos parece muito poético. Uma palavra que definiria o autor seria: sensibilidade.

Sobre o filme

Cena do filme. John e Savannah
Todos os livros que viram filmes tem uma trilha sonora. E a combinação perfeita das artes pra mim é livro + musica + filme. Por isso baixei a trilha sonora do filme para ouvir enquanto lia. Acho que a musica nos deixam mais sensíveis as emoções. Ler ouvindo musica faz a historia parecer mais intensa.  Então não só o livro, mas as musicas também me marcaram.
Quanto ao filme, não tenho boas noticias. Sinceramente, o filme é ridículo! O roteiro é completamente diferente do livro. Apenas algumas idéias centrais da obra são aproveitadas. Primeiramente, a atriz que interpreta Savannah (Amanda Seyfried) não tem nada a ver com a protagonista do livro que é morena (!) e com olhos castanhos. No longa, John não aparece com nenhuma tatuagem. Achei esse detalhe que ficou de fora do filme importante porque contrastava a “agressividade” dele com a fragilidade de Savannah.
Mas o fato mais absurdo, em minha opinião, foi terem mudado o final do livro no filme! Como assim? Se é pra fazer um filme baseado em uma historia de livro, que siga os fatos como aconteceram, da melhor maneira possível. Enfim... o publico hollywoodiano querem finais felizes.
Acredito que quem leu o livro também não gostou do filme como eu.

Fora isso, o livro é um ótimo romance com açúcar, típico de Nicholas Sparks.

26 julho 2011

Parem de falar mal da rotina


Capa do livro.
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Antes de se tornar livro, a obra era uma peça teatral protagonizada pela autora Elisa Lucinda, somente posteriormente é que surgiu a ideia de escrever um livro do espetáculo. Durante a leitura do livro deu vontade de assistir a peça. A Elisa conta as historias de um modo bem simples, fazendo a leitura rápida e gostosa, alem de engraçada. O assunto principal é a rotina. No entanto, a autora faz diversas criticas sobre o comportamento humano. Um exemplo é, como nós seres humanos agimos um com o outro; a relação entre um casal, a forma que o pai e a mãe se relaciona com os filhos... enfim, ela é como um mosquito que nos pica e nos faz atentar para a realidade e para a vida!

A obra não é uma historia cronológica de acontecimentos, com personagens fixos. São situações soltas que aconteceram e que faz parte da rotina das pessoas. É assim que ela nos mostra que a rotina tem seu lado positivo, e que pode ser boa. Ela fala sobre dar valor a pequenas coisas e saber reconhecer cada diferença dos nossos dias. Nem todo dia é igual, sempre tem um aprendizado novo.

Não é que eu sempre reclamei da rotina. É que eu adoro mudar. Às vezes, fazer sempre as mesmas coisas pode ser chato, mas é chato apenas se são feitas da mesma forma... eu não critico não é a rotina, eu apenas gosto da sensação de mudança.

Gostei bastante do livro. Fui presente de um amigo. Li bem rápido, mal vi as paginas passarem, e quando notei já estava acabando.
Indico o livro pra quem gosta desse tipo de leitura fluida sobre o cotidiano.
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"Cada dia é único, irrepetivel e intransferível. Cada palavra dita é sempre uma estreia e uma despedida. Um gesto, é sempre a primeira e a ultima vez que o fazemos. Jamais voltará a acontecer na mesma realidade cronológica, geológica e emocional em que ele se deu. No gesto de amanhã, nem eu serei o que sou hoje, serei outro, como o meu gesto. Então ponho-me a apreciar o mundo e sua inédita dramaturgia diária. Ao nosso redor o mundo desfila suas imagens e ocorrencias, mas são tantos os nossos codigos e cisões que muitas vezes não acessamos esses mundos paralelos , isto é, o mundo dos outros".
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20 julho 2011

Comer Rezar Amar



“É preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação”.
Elizabeth Guilbert

          Gostei bastante desse livro. O leitor habitual conhece bem aquela sensação de “se tornar amigo do personagem”. A Liz é como se fosse uma amiga minha, na qual eu partilhei historias e ocasiões de sua vida. Vou sentir saudades dela ( mas o legal é que tem outros livros que ela continuou escrevendo sobre sua vida.
Enfim, eu já disse que a admiro. Mesmo ela perdendo tudo, resolveu ir atrás de si, descobrir aquilo que queria de verdade para sua vida. E o legal é que ela conseguiu. Claro, ela não chegou a um nível de estabilidade para o resto da vida, mas ela aprendeu lidar com tudo.
Muitos a criticaram. Todos achavam que ela tinha a vida perfeita, um bom marido, um bom emprego, uma boa casa e agora so faltava os filhos. Mas não era isso que ela queria. Mesmo aos 33 anos de idade ela não se sentia preparada para ser mãe e viver “presa” a um casamento. Então ela fez aquilo que ela sentia necessidade.Muitas pessoas passam a vida inteira reclamando, falando o quanto sua vida é ruim e da má sorte que tem. Essas pessoas se escondem atrás da própria decepção e esperam que as outras pessoas façam algo por ela. Mas eu tenho a ideia de que se você quiser que algo mude, comece fazendo alguma coisa. Qualquer coisa. Concordo com Sartre na parte que ele diz que somos responsáveis por nossos atos e escolhas. E só o fato de não escolher e deixar que o acaso escolha por si, já é uma escolha. Não tem como nos livrar da responsabilidade. É claro que há coisas que não temos o controle, como por exemplo a morte, entre outros fenômenos naturais. Mas temos sim, o controle sobre como nós somos. E a Liz acreditou que ela poderia ser como ela queria. Ela queria ser feliz, se sentir plena.
Durante a historia dá pra notar bastante o amadurecimento da personagem. A primeira parte ela vai para a Itália, descobre o prazer de comer sem culpa. Aprende o italiano, visita vários lugares. Na segunda parte ela vai para Índia e passa 4 meses em um templo indiano praticando yoga e buscando a paz interior. Lá ela conhece Richard do Texas que a ensina muitas coisas. Uma pessoa já de idade e vivida, que já cometeu muitas burradas na vida e tenta ensinar Liz. Ele a instiga! As vezes deixa ela nervosa, mas ela acaba aprendendo...
Enfim, a ultima parte Liz vai para Indonésia. Lá passa mais 4 meses com um guru e uma curandeira, além de se apaixonar por um brasileiro mais velho: Felipe! Educado, culto e vivido.

Sobre o filme.

Logo em seguida de terminar a leitura do livro, assisti ao filme. Gostei muito! Acho que por ter lido o livro eu compreendi a essência do filme. Eu revi todo o livro, só que agora em imagens. Não gostei do filme na parte da Indonésia. O Diretor mudou muitas coisas para ficar um longa que agradasse ao publico hollywoodiano.
Enfim, essa é uma leitura e um filme que indico para ver. Fica a dica.


 
Os: achei que essa “resenha” ficou bem fraca em vista das resenhas que costumo fazer sobre os livros que leio. Mas, ela saiu assim...


Férias...


Essa época é um tempo de aproveitar. E posso dizer que estou aproveitando mesmo, do jeito que dá, conciliando com o estagio e diversões. Tenho lido, saído bastante e comendo!! (muito por sinal). Se eu tivesse problemas com peso estaria preocupada. Mas como eu posso comer o que eu quiser sem me preocupar, estou me esbanjando.
Quem chamou minha atenção para o prazer da comida foi Elizabeth Guilbert. Na primeira parte de seu livro “Comer Rezar Amar” ela está na Itália onde engorda 10 kilos de tanto comer macarrão, pizza e outros diversos tipos de massa.
Enfim, o que não tenho feito muito bem nessas férias é visto filmes... mas isso ainda há tempo de consertar, então vou dedicar aos filmes essa semana!
E também estou com vontade de comprar livros. Esse é um ato consumista que me da muito prazer haha fico empolgada, e quanto mais livros tem na minha cabeceira, mas sinto gana de ler.
É tão bom sentar com um livro na mão, sentir o vento e enquanto leio comer pipoca.
Taí outra coisa que sou viciada. P-I-P-O-C-A.
Eu pareço criança... coisas simples assim me divertem.

Mas, falando de comida, livros e filmes.... vamos á resenha dos últimos dois livros que li!

15 julho 2011

Carpe Dien

 .
Não é que certas pessoas não tenham historias de vida  para contar, elas apenas tem memória sentimental curta. 
Joice
 .
.
Há tempos eu tenho vontade de sentar pra escrever, mas as vezes dá preguiça. Tem muita coisa na minha cabeça querendo sair daqui pra se materializar em palavras e formar frases, conjunções e por fim, textos. As vezes abro a pagina em branco, mas as palavrinhas não escorregam para o dedo. Ai fico olhando a folha branca. Ela diz: “ qual é, vai ficar só me olhando? Eu to doida pra ser escrita”. Mas nem sempre sai, mesmo que as palavras ficam rodando aqui pela minha cabecinha.
Eu posto todos os dias mentalmente no blog. Sempre quando ando na rua ando pensando em algo, chegando a algumas conclusões. A maior parte do tempo eu penso o como sou feliz. Eu não tenho tudo que quero, nem sempre a vida é fácil comigo, mas eu me sinto bem, e isso é o importante. As vezes eu me preocupo só porque não tenho nada pra me preocupar. Nesse momento estou de férias, não tenho que estudar, apenas pensar no que vou comer mais tarde, e preocupar em não me atrasar para o estagio, que também é tranqüilo.
O que eu digo é que o ser humano tem a tendência de se preocupar e de se sentir insatisfeito mesmo quando não tem motivos. Então eu me policio muito nesse aspecto. Passamos a maior parte do tempo querendo ficar livre dos problemas e quando estamos livres dele, sentimo-nos insatisfeito. Justamente por não ter nada a que se preocupar. Então fazemos dos pequenos e fáceis problemas uma coisa bem maior do que realmente é. Isso dificulta nossa vida e a relação com as outras pessoas.
Aristóteles já falou algo sofre a felicidade. A maioria das pessoas a vê como sendo o ponto a se chegar e nunca como o caminho. Mas se um dia chegarmos a um ponto e dizer “hoje eu sou feliz porque conquistei tudo que queria na vida”, com certeza esta pessoa estará mentindo. Se chegar um dia que o ser humano disser “ agora não tem mais nada que eu possa querer, tenho tudo” essa pessoa morreu. Vivemos instigados a produzir e a buscar ( tudo bem que algumas pessoas apenas sobrevivem) e isso que nos mantem vivos.
Enfim, a felicidade não estará lá quando você conseguir tudo o que quis. Está em cada conquista cotidiana, a cada passo. Pode ser que eu queira caminhar 100 km, mas a cada km andado é um conquistado.

Por isso que quando eu ando pela rua, com os foninhos no ouvido escutando minhas musicas e sentindo o vento no rosto, eu percebo o quanto sou feliz. Foi mais um dia vivido e realizado. Mais um dia que me deixou mais perto de alguns objetivos. Eu era uma pessoa que vivia muito para o futuro, num ritmo bem acelerado, desejando que o tempo passasse logo para eu conseguir realizar meus planos. Mas o tempo só se fazia passar mais devagar ainda e provocar uma agonia. Então eu parei, e agora vivo cada dia, com cada prazer que ele me proporciona. E de repente, você repara o quanto o tempo andou rápido, e você conseguiu muitas coisas!
Depois que passei a viver assim, a vida pareceu tão mais prazerosa!

A ideia de viver Cape Diem não é viver  como se não houvesse amanha (sem pensar nas conseqüências ou traçar planos), mas como se o momento de agora fosse tão importante que a realização de todos os planos.

13 julho 2011

Não por essa noite


Não, essa noite eu não vou chorar
Eu vou sair para ver estrelas
Lembrar de momentos passados
E ao invés de reviver a tristeza
Vou apenas aproveitar a solidão.

Não há mais motivo para ficar triste
Se o telefone toca, eu penso que pode ser você
Mas nunca é
Você morreu, baby
Não está mais aqui neste mundo comigo

De frente pro mar
Eu vejo o sol se pôr
Aproveito o tempo de escuridão
Depois ele nasce novamente
Me queima por traz.

O telefone toca mas não é você
Nunca será
São apenas cobradores chatos
Pagos para me atormentar.

Baby, ainda lembro
Ainda sinto o sangue nas minhas mãos
Todas noites sonho com seu ultimo grito
A morte é tão poética!

Mas eu olho pro mar a minha frente
Tão infinito!
É como o futuro
Nunca sabem o que vem depois da curva

Não saber o que vem a seguir
É o que me dá essa liberdade toda
Não vou me preocupar com o que decidir
Chega uma hora que resta apenas escolher
Andar para frente com passos cegos
Ou viver sempre a tristeza do passado

Por hoje... apenas por essa noite.
Vou continuar aqui sentindo o vento gelado no meu rosto.

Não,
Não vou chorar mais.



Essa foi o primeiro texto que não escrevi motivada por sentimentos próprios. E eu digo: ficou uma bosta. Relendo agora eu vejo o quanto odiei o que escrevi ahahah. Enfim, mas resolvi postar porque todo escritor escreve coisas ruins, e esse foi um das minhas escritas péssimas.
Ser escritor é isso também: interpretar. Imaginar um personagem e escrever como se ele que estivesse pensando. Ser escritor não é falar somente de si, é falar sobre tudo.

01 julho 2011

Escolha



Escolha cada momento da sua vida que vc realmente deve dar importancia
Escolha, cada pessoa que merece estar ao seu lado
Escolha cada batalha, e cada aprendizado das derrotas que deve levar consigo.

Escolha viver, escolha apaixonar
Escolha viajar,
escolha dar um mergulho no mar gelado mesmo que esteja frio

Escolha uma cor, uma pessoa, um amigo, um amante

Escolha uma cena
escolha não guardar rancor,
escolha jogar fora as dores
escolha um sabor de sorvete, um molho pro macarrão,
ou ate mesmo escolha dois!
Que mal há nisso?


Escolha o certo, ou até mesmo o errado
Aquele você acreditou que  seria o certo...
Quem sabe escolher até mesmo o talvez?
Mas escolha consciente
E não deixe que o acaso escolha por você.

Escolha, mesmo que isso te faça errar
e mesmo que esse erro seja difícil de voltar atrás pra reparar algum dano.
Mas acima de tudo, escolha


A musica inspiradora: 
Parece clichezinho de auto ajuda...
Não me pergunte se ficou bom ou não, se tem ou não tem sentido.
Sentei, e meus dedos digitaram isso.
Simplesmente saiu...

Quem dera eu algum dia conseguir me expressar como os versos de uma musica.
.

27 junho 2011

Sobre livros e eu


Um dos livros mais legais que já li (e estou lendo ainda) é Comer rezar amar. As vezes ele tem umas partes chatas e maçantes mas no todo o livro traz conhecimentos legais. Elizabeth Guilbert, autora e protagonista conta sobre o ano de sua vida que ela decide largar tudo e viajar. Não, ela não foi conhecer o mundo, ela foi se conhecer, se encontrar. Depois de chegar ao seu limite, enfrentar um divorcio complicado, perder todo o seu dinheiro, e passar por uma depressão profunda, ela resolve buscar a si mesma.
Eu adimiro muito essa mulher, pela coragem que ela teve de buscar aquilo que necessitava. Muitas pessoas passam a vida inteira reclamando da vida mas não fazem nada pra mudar algo, ou pelo menos se mudar. Me identifico muito com ela, pois uma coisa que sempre busco é auto conhecimento. É saber o que eu quero, saber o que eu gosto, ter minhas virtudes e reconhecer meus defeitos. O que me ajuda muito nessa busca interna é meu blog( e quando você esta bem consigo mesma, capaz de desfrutar melhor as coisas simples da vida com mais intensidade). Enfim, adoro escrever porque assim eu organizo as idéias, defino melhor o que sou e o que quero, mas não me limito porque nunca me impedirei de mudar.
Durante a leitura do livro da pra ver a transformação interna da autora/personagem. E acho que no meu blog também se pode ver isso sobre mim. Vejo o quanto mudei, o quanto amadureci. Acho que gosto tanto da Elizabeth por causa da capacidade dela de abrir mão de tudo e buscar a si. Em um momento de sua vida, ela optou por ela mesma. Eu acho que se todos seres humanos cuidassem de si mesmos internamente o mundo estaria menos doente. Como já dizia Rousseau “ as doenças tem suas causas no social” o que eu concordo. E quando cuidamos de nós mesmo e mais difícil as outras pessoas nos deixar doentes.
Eu lembro que hás uns 3 anos atrás o quanto eu era estressada. Qualquer coisa me desestabilizava, vivia em dilemas ( isso pode ser notado até mesmo através do blog). Hoje eu me sinto mais calma, mas difícil algo me deixar preocupada por muito tempo. Esse ano que me sinto bem mais plena. Sinto que minha vida está tão boa! Mas é que eu fui cuidando de mim... e agora o que se tem a fazer não é descuidar, e sim continuar tratando para não esmorecer. Não sou imune a nenhum sofrimento, sinto-me apenas mais fortes.

Em alguns trechos do livro eu me deparei com fatos que eu já sabia. Isso é, coisas que eu já tinha aprendido e tinha aquela idéia comigo. Por isso que me identifico com  obra. Elizabeth aborda esses temas de forma simples talvez pra mim que já o entenda

Vou transcrever um trecho aqui que achei legal:

“A Felicidade é conseqüência de um esforço pessoal. Você luta por ela, faz força para obte-la, insiste nela, e algumas vezes viaja o mundo á sua procura. E, uma vez alcançando um estado de felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano sempre nadando contra a corrente rumo a essa felicidade, para permanecer flutuando em cima dela. Se não fizer isso, seu contentamento interno irá se esvair.”

Essa é uma das partes do livro que me identifiquei. Essa é uma das verdades que eu já acreditava antes mesmo de ler sobre isso.
Com a leitura do livro você aprende com Elizabeth enquanto ela aprende.

È muito bom ver essa transformação que faz uma pessoa crescer. E ao invés de falar que o destino é cruel, ou que você não tem sorte, porque não faz uma analise sobre você?

22 junho 2011

Livros lidos 2011

Esse ano um assunto que quase não falei foi de LIVROS. No total eu já li 5 livros até agora, o que dá uma media de um livro por mês. E ainda assim tenho alguns outros pra concluir. Eu sei que não tenho sido uma boa leitora como eu era, mas tenho feito o que posso. As leituras mais difíceis  - aqueles livros que tem mais informações pra digerir – eu prefiro faze-la em paz, deitada na minha cama, no silencio do meu quarto. Outros livros mais fáceis, com leitura fluida, eu leio em qualquer lugar a qualquer momento. E sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo (cada momento tenho vontade de ler um). Enfim, eu prezo mais a qualidade do que a quantidade então eu sou lenta pra ler. Enquanto uma pessoa demora dois minutos pra ler uma página eu demoro três. Odeio mastigar as frases e pular palavras.
Por também não ter escrito o post dos livros assim que terminei de lê-los vou falar sobre eles todos em um post só.

1)      A insustentável leveza do ser

Esse livro foi o único que escrevi sobre, neste ano. Você pode conferir aqui.

2)      O monge e o Executivo
Autor: James C. Hunter

Livro de leitura bem simples e de fácil entendimento, mas é também denso e cheio de informações importantes. A simplicidade está na forma com que a informação é exposta ao leitor. O tema é bem cotidiano de situações que vivemos no dia a dia, no trabalho, em casa, com a família, com os amigos. Mas nem sempre são todos que param pra pensar no assunto.
A obra vem com um propósito de despertar as pessoas pra essas situações.
Pode ser aplicado, principalmente, na área empresarial, já que traz definições importantes pra essa área. Porém esses conceitos e informações surgem de forma “mastigada”, já pronta pelo autor. O livro não lida com metáforas que nos faz parar para uma reflexão interna  - e sozinhos conosco mesmos – mas sim com conceitos previamente definidos. É claro que o leitor questionador saberá aproveitar bem mais do que apenas os conceitos apresentados pelo autor.

3)      A construção do Direito do Consumidor
Autor: Marcelo Gomes Sodré.

Esse livro tive que lê-lo pra faculdade. Pensei que fosse bem teórico, mas pelo contrario, a leitura e bem fluida. A obra me proporcionou uma visão ampla sobre o Direito do Consumidor, desde o seu inicio. O autor começou relatando sobre as transformações sociais que proporcionaram o surgimento de um mercado de consumo e, por conseqüência, o aumento da quantidade dos produtos vendidos. Assim, houve então o surgimento desse ramo do Direito que cuida dos Consumidores, uma vez que ele se tornou extremamente necessário para regular as relações humanas de consumo. Além disso, o autor fala sobre o Direito do Consumidor em diversos paises e quais os fatores que contribuíram para seu surgimento e quais as características desse direito para cada região.
Em outra parte da obra, aborda aspectos jurídicos desse ramo do Direito, falando desde os aspectos Constitucionais até outras leis infra-constitucionais.

4)      Ágape
Autor: Padre Marcelo Rossi

Esse livro eu ganhei de uma amiga, quando fui visitar em São Paulo. De leitura bem simples, o livro abrange todo o tipo de leitor, desde o inexperiente até o leitor mais compulsivo. Creio que Padre Marcelo escreveu com esse intuito mesmo, direcionado pra qualquer tipo de publico que queira buscar a palavra de Deus.
No inicio de cada capitulo há uma passagem bíblica, e em seguida o comentário do Padre sobre aquele assunto. Ele relaciona o trecho citado com situações cotidianas nos nossos dias, e leva uma mensagem ao leitor de como se posicionar diante das circunstancias adversas.
É bem legal, durante a leitura dá uma paz e confiança de que está tudo bem. Gostava sempre de lê-lo um pouquinho antes de dormir.

5)      Elementos do Direito Constitucional
Autor: Michel Temer

Mais um livro que li em função da faculdade. Essa foi uma obra que me ajudou muito esse semestre na matéria de Constitucional. Aprendi sobre a estrutura de Estado do governo brasileiro e suas funções. As divisões dos poderes em Legislativo, Executivo, Judiciário, assim como também a sua estruturação interna.
A leitura desse livro me agregou muito no aprendizado sobre o Direito e sua estrutura. Não basta saber leis, é necessário saber como elas funcionam, qual seu processo de criação e porque foram criadas daquela forma. Acho uma ótima leitura pra compreender como funciona a “maquina do Estado” por dentro além de fornecer uma excelente noção de política.
Acho que nosso vice presidente, Michel Temer, foi muito feliz ao elaborar essa obra. Na carreira política não sei, mas para estudantes de Direito (e não somente a estes) ele foi elementar com essa obra!

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17 junho 2011

Homens x Mulheres

as: só de aviso: nao, nenhum homem me decepcionou para me motivar a escrever esse post. Eu apenas observei o ser humano.
Vejo, penso, logo concluo.

É, alem de estranha eu pareço revoltada. Mas uma coisa que me revolta mesmo é o ser humano, principalmente do sexo masculino, e a visão deles sobre as mulheres. (lembrando aqui que eu não generalizo nada do que eu digo, o que eu falar, vou me referir a um tipo de pessoa).
Homem na verdade se acha. E acredita, indubitavelmente, que mulher morre por causa deles (algumas sim, apenas algumas!).Lembrando aqui que existem vários tipos de homens e vários tipos de mulheres. Mas agora falo pelo tipo de mulher na qual me encaixo...
Vamos aos fatos.Homem não respeita mais mulher. As pessoas andam muito sem consideração umas com as outras. Homem acha que só porque tem um carrinho, um empreguinho, um cartãozinho pode pegar quem e quantas ele quer (me segurando pra não xingar). Primeiro eles SEMPRE falam as mesmas coisas (meninos, por favor, mudem o “leros”):

Coisas toscas que homens tocos falam:

1)      “Nossa como você é bonita”; menos de duas frases depois: “é serio você e muito linda!”;  ou ate alguns mais ousados “nossa não me olha assim” ( assim como porra?); a mais comundo de todas: “o seu sorriso é muito bonito” ( só pra constar, eu uso aparelho, então valeu pelo sorriso bonito ¬¬ por acaso isso é algum fetiche masculino, meninas que usam aparelho?); também é muito comum nossa seu olhar é muito legal/ seus olhos são bonitos/você e muito inteligente blablablablabla.....

Garotos, homens, seja lá o que for. Não da pra ser mais criativo? Como por exemplo, “como seu cotovelo é macio” ( pelo menos essa eu nunca ouvi hhahaa). Esses elogios batidos toda mulher já cansou de ouvir, e um homem pra conquistar uma mulher não precisa elogiar não, acho melhor investir nas suas próprias qualidades pra demonstrar que é uma pessoa legal. Esse tipo de papinho só funciona com mulher sem auto-estima que precisa que a todo o momento alguém lhe faça um elogio.

2)Se você é o tipo de homem que acredita que toda mulher só pensa em dinheiro e que seleciona aqueles que tem/ ou que demonstra ter o cartão de credito mais gordos, eu sinto em te dizer que: VOCE NÃO SABE NADA SOBRE MULHERES. Tudo bem, eu confesso que existe mulher assim, mas todas??, Desculpa moço, mas essa não cola com o geral.

A classe masculina até hoje não entendeu que mulher nos dias atuais está bem mais independente do que a geração de nossas mães. Portanto meu bem, não precisamos de vocês como provedores financeiros. Atualmente a mulher estuda, trabalha, paga suas próprias contas, e ganha muito mais do que muitos homens por aí. Mas se o homem procura aquelas bonitinhas, burrinhas , bobinhas, indecentezinhas e que mais parecem uma vitrine do que uma mulher de tanta maquiagem e roupa com decote que usam, então prepare seu cartão de credito, pois é só mulher interesseira que irão encontrar.

Enfim, mulher de hoje não depende de ninguém mais. E aquele que ainda não se tocou de tudo isso que eu disse, sinto muito irmão, mas você esta fora da lista das MULHERES DE VERDADE.

Uma MULHER DE VERDADE, procura um HOMEM DE VERDADE.