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| Capa do livro. |
Querido John é um romance de um autor que eu já conhecia. Já tinha lido “Mensagem pra você” de Nicholas Sparks e também vi o filme “ Um amor para recordar”, que é baseada na obra do mesmo autor. No entanto eu achei um tanto quanto... meloso (!) “Querido John”. O protagonista e narrador da obra é aquele tipo de cara todo errado, que não se importava com muitas coisas, até que ele se alista no exercito para dar um direcionamento a sua vida. Em uma licença de férias de suas atividades ele volta para casa do pai, onde cresceu, e lá conhece Savannah, uma garota do interior que veio até Wilmington passar as férias na praia e construir casas para pessoas carentes.
É o cenário perfeito para uma historia de amor. Bom, seria perfeito se ele não fosse do exercito e tivesse mais do que meras duas semanas de ferias. Durante esse tempo os dois vivem um amor intenso, e descobrem que não é apenas uma historia de verão. Com o fim das férias, cada um volta a sua rotina e passam a trocar cartas no período de distancia. John serve o exercito na Alemanha e Savannah é uma garota que cresceu no interior e adora cavalos. Algumas partes do livro são chatas, quando o protagonista descreve a pers
onagem pelo qual está apaixonado. Ela é aquela garota certinha e doce, que constrói casa para os pobres durante as férias, e está se formando para cuidar de crianças com necessidades especiais. A típica moça sem defeito, em contraste com o protagonista que levava uma vida boemia antes de ingressar no exercito e agora se culpa por isso.
No período que o casal passam separados por causa da distancia, eles sentem a falta um do outro e sofrem por causa disso. Ocorre então o ataque às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, e John tem que se alistar novamente no exercito. Toda a sociedade americana se abala e vive períodos de tensão nessa época. Depois disso, John é mandado para o Iraque, e durante esse tempo recebe uma carta que muda o rumo de suas vidas... Para fugir da desilusão John se alista de novo no exercito. Nessa passagem da obra ele narra bastante sobre a vida dos soldados americanos no Iraque.
Gostei do livro, mas a historia parece um tanto quanto clichê. Não gostei do nome da personagem, parece muito agressivo para uma personagem inocente e doce. Achei o fim do livro bem emocionante. A ultima pagina foi como se eu conseguisse visualizar perfeitamente uma cena de filme. Nicholas Sparks sabe pegar fatos simples da vida, coisas que todos nós passamos em nossas trajetórias, e organiza-los em frases que nos parece muito poético. Uma palavra que definiria o autor seria: sensibilidade.
Sobre o filme
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| Cena do filme. John e Savannah |
Todos os livros que viram filmes tem uma trilha sonora. E a combinação perfeita das artes pra mim é livro + musica + filme. Por isso baixei a trilha sonora do filme para ouvir enquanto lia. Acho que a musica nos deixam mais sensíveis as emoções. Ler ouvindo musica faz a historia parecer mais intensa. Então não só o livro, mas as musicas também me marcaram.
Quanto ao filme, não tenho boas noticias. Sinceramente, o filme é ridículo! O roteiro é completamente diferente do livro. Apenas algumas idéias centrais da obra são aproveitadas. Primeiramente, a atriz que interpreta Savannah (Amanda Seyfried) não tem nada a ver com a protagonista do livro que é morena (!) e com olhos castanhos. No longa, John não aparece com nenhuma tatuagem. Achei esse detalhe que ficou de fora do filme importante porque contrastava a “agressividade” dele com a fragilidade de Savannah.
Mas o fato mais absurdo, em minha opinião, foi terem mudado o final do livro no filme! Como assim? Se é pra fazer um filme baseado em uma historia de livro, que siga os fatos como aconteceram, da melhor maneira possível. Enfim... o publico hollywoodiano querem finais felizes.
Acredito que quem leu o livro também não gostou do filme como eu.
Fora isso, o livro é um ótimo romance com açúcar, típico de Nicholas Sparks.


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