09 março 2011

Fluxo natural da vida...


“A musica é libertadora: ela o liberta da solidão e da clausura, da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar-se.”
A insustentável leveza do ser – Milan kundera




 
As vezes é hora de falar sobre assuntos importantes: nós mesmos. E o quê eu poderia falar de mim mesma nos últimos tempos? Não sou outra pessoa, mas também não sou a mesma. Sempre mudando, e sempre com essa necessidade de mudar. Então, fazer coisas diferentes de vez enquando me motiva. Eu não me sinto aquela mesma chatice de sempre, percebo apenas que as coisas – ao meu redor- estão diferentes (eu sei que é minha percepção).

Uma musica diferente, um restaurante novo, um prato picante, não faz mal a ninguém. O estagio já entrou na rotina – apesar de eu ainda ter que me acostumar com o pique frenético diário e estudar nos finais de semana, arrumar tempo pra sair, fazer o cabelo e a unha ahaha mas no fim do mês, deu tempo de fazer tudo (e mesmo depois de começar a trabalhar, saio bem mais do que antes). Claro que sinto cansaço, mas chego á noite em casa deito na minha cama pra levantar pra outro dia corrido, e é muito gratificante.

Coisas novas, aprendizados, uma Joice mais madura (mais livre)... mas não me sinto completamente diferente. Ainda tenho tempo pra pensar em mim – entre uma atividade e outra – tempo de pensar na vida, refletir sobre as pessoas.

Quanto ao termino cada dia me sinto melhor, recuperada, mas não a todo momento. As vezes ainda dói muito, mas faz parte de todo aprendizado. Agora que começo a engolir, entender (não tudo) mas acima de qualquer coisa aceitar. Deixar as coisas passar sem revolta... mas ficam marcas, que ensinam e mudam a visão de mundo. Varias coisas, se dependesse só de mim, teria acontecido diferente. Contudo,isso foi importante para que eu visse o que hoje consigo ver. Procuro absorver pelo menos o lado bom das experiências, seja ela qual custo tenha tido. Enfim, eu não vou deixar de ser Joice, apenas uma Joice... de outra maneira. Essa é a primeira vez que consigo falar aqui sobre esse assunto abertamente. É poder falar isso é como respirar bem fundo e sentir o ar entrar em meu pulmão de novo, depois de muito tempo.



Esse carnaval foi parado, chuvoso, mas muito bom. Usei o tempo pra mim, fiz coisas que sentia falta, resgatei energias gastas. Nada melhor do que o tempo bem aproveitado.

Agora explorando meu lado reflexivo, eu sempre penso de como minhas ações, atitudes e pensamentos irão atingir as pessoas. Eu tento fazer com que essa conseqüência se dê da melhor forma possível. Mas não depende de mim... depende de como as outras pessoas irão assimilar. Portanto, cada um tem sua particularidade, cada um escolhe agir da maneira que acha melhor. Eu vou agir da maneira com que a Joice agiria. Não compensa agir de uma forma em função de outra pessoa.



A melhor forma pra se renovar é ouvir musica, variar os estilos, os cantores, as bandas. Melhor ainda é amarrar o cabelo, esticar as pernas, ligar o som e postar no blog.

08 março 2011

A insusentavel leveza do ser



"Existirá uma só resposta pra essas perguntas?

A vida humana só acontece uma vez e não poderemos jamais verificar qual seria a boa ou a má decisão, porque, em todas as situações, só podemos decidir uma vez. Não nos é dado uma segunda, uma terceira ou uma quarta vida para que possamos compara decisões diferentes”
pag 223




Normalmente um livro se vende pela capa. Esse me conquistou pelo titulo. Passa uma mensagem de que explora o interior profundo do ser humano, escolhi Le-lo nestas férias por eu gostar de me aprofundar nesse assunto – em uma tentativa de entender e concluir algo sobre o que é ser racional (tentativa esta que me leva a concluir unicamente que o ser humano é um objeto desconhecido em 99% de seu conteúdo).

Confesso que o livro não era como eu esperava. Não me frustrou porem não foi o livro que imaginei. O livro questiona o leitor, o faz pensar _ e por vezes o próprio autor elabora comentários direcionados diretamente ao leitor. O que faltou, na minha mera opinião, foi um pouco mais de profundidade nas explicações. A narrativa foi uma seqüência de fatos e atitudes dos personagens e às vezes descrevia alguns insight dos destes. Bem, faltou um pouco mais de aprofundamento no psicológico dos personagens, explicações de atitudes - como eu imaginei pela sugestão do titulo.Mas creio que o autor fez isso propositalmente, para que nós, leitores, que definíssemos o universo da mente dos personagens e ao mesmo tempo explorar o nosso universo psicológico.

No entanto, eu não me identifiquei com o livro.

O assunto que permeia a obra abrange como tema principal é a sexualidade. A necessidade do ser humano de ter suas escapadas. Há quatro personagens no livro: Tomas, Tereza, Sabina e Franz. Sabina é amante de Tomas e Franz, e Tomas é casado com Tereza. Já a esposa de Franz é pouco citada. Como personagem principal eu classificaria Tereza. Ela é “o olho mental” da narrativa, apesar desta ser em terceira pessoa. Mas é pelo universo de Tereza que há a tentativa de descobrir e concluir alguma informação – principalmente os motivos e da necessidade do marido em dar suas escapadas.

Enfim, o livro não te prende tanto a atenção, por vezes fica chato e o leitor se perde na historia. Mas também há trechos que re-li e até grifei devido a profundidade da verdade. Eu não entendi grande parte do livro, então não posso falar muito. Talvez outro leitor tenha uma visão mais aprofundada sobre o texto. E seria bom conversar com alguém que leu o livro pra ter acesso a outras interpretações.


No mais, preciso parar de ler assuntos existencialistas ou críticos. Ahaha to ficando chata já... mas o intuito era esse mesmo! Diversificar as minhas leituras. Os últimos livros que li, tem o estilo bem diferenciado. Preciso conhecer melhor a literatura em toda sua diversidade.

Pena que agora to com o tempo excasso pra leituras =/


Os: queria ter feito uma resenha melhor elaborada...

04 março 2011

Tenho taaaantas duvidas!!!


Mas isso que me instiga


;D