26 agosto 2011

O individuo em sociedade/ a sociedade no individuo


Certa coisa me instiga. Saber o que se passa na cabeça dos outros e porque pensam assim. Eu sempre me vejo explorando outras culturas, analisando comportamentos (veja bem, não julgando, mas tentando entender), conversando com varias pessoas ( essa é uma das coisas que eu gosto muito de fazer; conversar com pessoas e principalmente de lugares diferentes). É interessante saber os limites de mundo das outras pessoas, e não me restringir só no meu. Eu penso de uma forma, mas no mundo existem diversas pessoas, diversas culturas que pensam diferente. Essa diversidade é atrativa pra mim. E como boa questionadora eu busco entender os porquês e motivos de cada ação, atitude, comportamento ou ideia.
Um ato comum de se notar nas pessoas é elas se restringir ao que elas pesam. Aí que está a origem do preconceito. Se o um não pensa de forma compatível com o geral, com certeza essa pessoa sofrerá algum tipo de sanção social. A intolerância pelo diverso é a concepção do preconceito.
Ao contrario disso, eu me sinto atraída pelo diferente. Eu gosto das exceções. O comportamento comum é se interessar pelos fatos mais repetitivos e mais presentes em sociedade, mas alguém precisa olhar para o incomum não é?
Veja bem, em uma trilha de formiga ( sempre gostei de observar as formigas), uma fila delas seguem em determinada direção em busca de alimento. Ao notar que determinada forminguinha se afastou do grupo e segue em outra direção, é o bastante para me deixar bem mais atenta. O que aquela formiga está fazendo fora do caminho? certamente, houve algo que a fez se afastar. Enfim, ao invés de analisar o comportamento normal das formigas, o que me atraiu foi justamente o comportamento destoante.
Então agora eu divido meu gosto de explorar femonemos em dois:

1)      Analisar uma sociedade ao todo, sendo essa o centro e o intuito da analise, acompanhado da reprodução de ação de seus indivíduos e;
2)       Analisar o individuo em si, com seus aspectos internos e influencia da sociedade sobre ele.

Observe que houve uma mudança de foco no caso 1 e 2. O objeto do n° 1 é a sociedade e seus indivíduos como coadjuvantes. É a coesão social, como um todo (lembram de Durkheim?). Já o n° 2 o objeto é o individuo como ser particular. É um único individuo e seus aspectos psicológicos que está sendo estudado. Claro que sob essa perspectiva devem ser considerados os fatores sociais, mas não são estes que estão sendo analisados. E sim o comportamento do individuo, diante dos fatos sociais que lhe são apresentados.


São esses dois objetos que me motivam. Ora um deve ser analisado, ora outro (mas nunca os dois estão totalmente separados entre si. O que ocorre é a mudança do personagem central da analise).

Esse conteúdo de pesquisa aborda muitos aspectos sociológicos e psicologicos. Eu gostaria de dedicar minha carreira profissional a isso. Creio que eu seria uma boa antropóloga, pelo menos a vontade de estudar tanto uma sociedade quanto também um individuo, eu tenho.


Lembrando que meu blog não tem nenhum intuito científico e os textos que eu escrevo aqui não podem ser tomados como resultados de analises. São apenas idéias que tenho, por isso são particulares. enfim, é a minha visão sobre o que observo.
Eu apenas penso e escrevo, sem nenhuma estrutura, ritmo ou regra.

19 agosto 2011

Coraçao manso.


Sabe aqueles dias que você não se importa com muita coisa?

Na verdade me importo em apenas cumprir minha rotina. Ir pro estagio, ir pra faculdade, ver um filme, sair com os amigos, comer comida boa, escutar musica e ler livros. Nada de esperar algo de novo, desejar um novo amor, ou fazer planos para o futuro.
E quer saber? Ta tão bom aproveitando a minha rotina. Essas são as coisas que eu gosto de fazer. Daqui uns dias eu sei que vou enjoar e vou querer novidades (como é do espírito da Joice), mas por enquanto está bom o marasmo.
Acho que essa sensação tem a ver com o fato de ter me decepcionado um pouco nos últimos tempos ( fato esse que não me impediu de me sentir feliz comigo mesma). As pessoas podem me desapontar mas o importante é que eu sinto comigo mesmo, não interessa os outros.
Eu deixei de esperar muito, ou talvez o mínimo, das pessoas. E isso me fez um pouco mais forte em relação as pessoas e suas atitudes.
Enfim, se alguém não age corretamente.... paciência.

Não e por isso que eu vou deixar de ser eu.

15 agosto 2011

Conversas


Joice diz:
Gabriel, vc ja reparou q o campo do sentimento e tão vasto que varias sensações nao tem nome?
a gente sabe exatamente o que sente, mas não sabe falar o que é pq não foi definido ainda com um nome.
Gabriel da Matta diz:
é, já tinha parado pra pensar nisso
Joice diz:
coisa de escritores
acho que quem tem esse dom, ou habilidade, sei lá, são pessoas mais sensíveis ao mundo; digo assim... mais perceptivas as sensações.
Gabriel da Matta diz:
sabe, esses sentimentos tem nomes sim, a gente é que não conhece as palavras, rsrs
tantos séculos de literatura já devem ter dado conta desses sentimentos
Joice  diz:
é faz sentido
mas ai é uma definição particular... e não geral. Somente quem nomeou aquela sensação é que sabe o que ela significa.
veja bem, a palavra saudade, toda vez que alguém se referir a ela, o outro já vai ter uma ideia do que seja esse sentimento, um significado pré definido sobre é essa sensação.  
Mas na verdade esses sentimentos sem nomes são gerais, todo mundo sente, mas são particulares na nomenclatura. Cada um chama de como quiser.

Gabriel da Matta diz:
 Descreva um sentimento que eu vejo se acho uma palavra apropriada. 
Joice  diz:
Não dá para descrever um novo sentimento se não por comparações.
Quando eu lembro de coisas ruins que alguem fez pra mim, eu sinto algo novo... não seria vingança, vontade de fazer algo contra essa pessoa, mas é uma vontade de ver essa pessoa “se fuder” ou sofrer pelo que fez. É uma vontade de ver que a pessoa sofrer, mas sem que eu tenha que fazer algo pra isso., deixar que isso aconteça por si só.
É uma mistura de vingança justiça e desprezo.

Gabriel da Matta diz:
rejeição, rechaço, recusa, repulsa, menosprezo, execração, ojeriza, asco, nojo, repugnância, repelência
Joice diz:
mas ai vc ta dizendo palavras que ja existem
com sentimentos ja conhecidos

Gabriel da Matta diz:
to tentando encontrar uma palavra para o que vc sente
Joice diz:
xD
Gabriel da Matta diz:
mágoa
Joice diz:
já existe
vc ta tentando buscar em algo que existe
é novo o sentimento, não foi "catalogado" ainda
Gabriel da Matta diz:
ah, com certeza já foi catalogado
Joice  diz:
Se já foi, não conhecemos então.
talvez seja a mistura, um pouco disso tudo. mas não apenas isso.
Gabriel da Matta diz:
vc não é a primeira pessoa a sentir isso em milênios de civilização humana
auhuhauha
Joice  diz:
justamente!
é o que eu quero dizer. todo mundo sente. o sentimento é geral, mas a nomeação não.
Não definiram o sentimento em um nome, como o amor, ódio, paixão, arrependimento.
Gabriel da Matta diz:
eumênides
Joice diz:
ahuahuahuahauhauh
parece nome de gente
"estou sentindo eumênides por fulano agora"
Gabriel da Matta diz:
é um nome que vem da mitologia grega... representa cada uma das três fúrias
que na verdade eram chamada de erínias, mas eram chamadas daquele jeito pelos gregos pq tinham medo de atrair pra si, a cólera.
as três fúrias são: rancor, castigo e interminável (?)
Joice (F) diz:
  Que culto voce!
Mas é uma boa...
acabamos de catalogar um sentimento!



Post com participaçao de Gabriel da Matta

09 agosto 2011

Tempos

O presente é o passado para o futuro.


Sentada em frente ao computador eu revejo fotos de épocas passadas e ouço musicas antigas. Eu não sou uma pessoa saudosista, nem vivo de passado, mas de repente me peguei lembrando certa época. Época do cursinho, historias vividas, tantas memórias... E vejo que já aconteceu muitas coisas das quais lembrar na minha vida. Pessoas que vem passam, ganham seu lugar em nosso coração, e apesar de não permanecer continuam com o espaço no meu coração. Dias atrás encontrei uma amiga por acaso na rua, sentamos em um banco e ficamos um tempão conversando. Parecia que a tinha visto no dia anterior; a amizade continuou como sempre foi.
Revendo as fotos noto minha carinha de nova ( ta, eu não mudei muito fisicamente) mas eu lembro daquela época de uma menina que não via muita maldade no mundo. Que tinha mais esperanças que hoje, acreditava muito nas pessoas e sonhava bem mais. Acho que agora estou um pouco mais madura e aprendi a desconfiar de tudo um pouco. Alias, aprendi a ver a maldade humana. Enfim, de certa forma estou mais protegida.
Muito bom essa época. A gente acha que já sabe muita coisa, mas quanto mais o tempo passa, notamos a ingenuidade ( e eu sei que daqui uns anos vou pensar a mesma coisa sobre hoje – mas é viver pra aprender né...).

Só sei que isso tudo fez parte... parte de mim, parte da minha vida e da minha historia.

07 agosto 2011

A musica e seus efeitos


Uma maneira de sentir algo é: sentar e colocar a musica em seus ouvidos. Coloque seus fones, deixe que a melodia entre na sua mente. E em um instante o mundo a sua volta não existe mais. É você e a musica. Ela dentro de você. A melodia percorrendo seu corpo. A noção do tempo é completamente perdida. Pode ficar horas ou minutos ali sem saber quanto tempo se foi.
Mas não pense em nada. Não pense em ninguém, não pense em nenhum problema. Pense apenas nela. Na melodia. Sinta a harmonia.

Essa é a melhor forma de sentir. Não sei o que eu sinto, só sei que sinto algo. Uma sensação que eu poderia chamar de regozijo.

04 agosto 2011

é!

Eu tô pouco me fudendo pra essa porra toda de sociedade.

01 agosto 2011

Querido John

Capa do livro.


Querido John é um romance de um autor que eu já conhecia. Já tinha lido “Mensagem pra você” de Nicholas Sparks e também vi o filme “ Um amor para recordar”, que é baseada na obra do mesmo autor. No entanto eu achei um tanto quanto... meloso (!) “Querido John”. O protagonista e narrador da obra é aquele tipo de cara todo errado, que não se importava com muitas coisas, até que ele se alista no exercito para dar um direcionamento a sua vida. Em uma licença de férias de suas atividades ele volta para casa do pai, onde cresceu, e lá conhece Savannah, uma garota do interior que veio até Wilmington passar as férias na praia e construir casas para pessoas carentes.
É o cenário perfeito para uma historia de amor. Bom, seria perfeito se ele não fosse do exercito e tivesse mais do que meras duas semanas de ferias. Durante esse tempo os dois vivem um amor intenso, e descobrem que não é apenas uma historia de verão. Com o fim das férias, cada um volta a sua rotina e passam a trocar cartas no período de distancia. John serve o exercito na Alemanha e Savannah é uma garota que cresceu no interior e adora cavalos. Algumas partes do livro são chatas, quando o protagonista descreve a pers
onagem pelo qual está apaixonado. Ela é aquela garota certinha e doce, que constrói casa para os pobres durante as férias, e está se formando para cuidar de crianças com necessidades especiais. A típica moça sem defeito, em contraste com o protagonista que levava uma vida boemia antes de ingressar no exercito e agora se culpa por isso.
No período que o casal passam separados por causa da distancia, eles sentem a falta um do outro e sofrem por causa disso. Ocorre então o ataque às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, e John tem que se alistar novamente no exercito. Toda a sociedade americana se abala e vive períodos de tensão nessa época. Depois disso, John é mandado para o Iraque, e durante esse tempo recebe uma carta que muda o rumo de suas vidas... Para fugir da desilusão John se alista de novo no exercito. Nessa passagem da obra ele narra bastante sobre a vida dos soldados americanos no Iraque.

Gostei do livro, mas a historia parece um tanto quanto clichê. Não gostei do nome da personagem, parece muito agressivo para uma personagem inocente e doce. Achei o fim do livro bem emocionante. A ultima pagina foi como se eu conseguisse visualizar perfeitamente uma cena de filme. Nicholas Sparks sabe pegar fatos simples da vida, coisas que todos nós passamos em nossas trajetórias, e organiza-los em frases que nos parece muito poético. Uma palavra que definiria o autor seria: sensibilidade.

Sobre o filme

Cena do filme. John e Savannah
Todos os livros que viram filmes tem uma trilha sonora. E a combinação perfeita das artes pra mim é livro + musica + filme. Por isso baixei a trilha sonora do filme para ouvir enquanto lia. Acho que a musica nos deixam mais sensíveis as emoções. Ler ouvindo musica faz a historia parecer mais intensa.  Então não só o livro, mas as musicas também me marcaram.
Quanto ao filme, não tenho boas noticias. Sinceramente, o filme é ridículo! O roteiro é completamente diferente do livro. Apenas algumas idéias centrais da obra são aproveitadas. Primeiramente, a atriz que interpreta Savannah (Amanda Seyfried) não tem nada a ver com a protagonista do livro que é morena (!) e com olhos castanhos. No longa, John não aparece com nenhuma tatuagem. Achei esse detalhe que ficou de fora do filme importante porque contrastava a “agressividade” dele com a fragilidade de Savannah.
Mas o fato mais absurdo, em minha opinião, foi terem mudado o final do livro no filme! Como assim? Se é pra fazer um filme baseado em uma historia de livro, que siga os fatos como aconteceram, da melhor maneira possível. Enfim... o publico hollywoodiano querem finais felizes.
Acredito que quem leu o livro também não gostou do filme como eu.

Fora isso, o livro é um ótimo romance com açúcar, típico de Nicholas Sparks.