30 janeiro 2012

Por um mundo Daltonico


É verdade que a mentalidade do brasileiro vem ‘mudando” em relação aos negros. Mas na verdade o que vem acontecendo não é nada mais do que a dissimulação do preconceito. AS pessoas fingem não ser preconceituosas, mas ainda continuam ver diferença nas cores. O preconceito deixou de ser direto e  passou a se manifestar indiretamente. Antigamente, em determinadas situações as pessoas diziam claramente “ele não pode sentar nesse banco porque ele é preto” , atualmente são todos os motivos, menos porque ele é preto. As pessoas batem no peito e dizem orgulhosamente que não são preconceituosas. Mas isso não é orgulho pra ninguém é uma obrigação de todo ser humano.
Me pergunto até quando as pessoas vão parar de distinguir umas as outros através da cor. Muitas vezes vemos claramente a distinção, principalmente nos jornais.
Reportagens como “o rapaz, que era de cor negra, sofreu o acidente...” o que essa informação sobre a cor da pessoa tem a agregar a noticia? É a mesma coisa  dizer “ o rapaz, que tinha os olhos azuis, sofreu o acidente...”
Ta aí, a prova de que as pessoas ainda vêem pelas cores.

Eu espero quando eu ficar velha, eu possa ver o mundo a apresentando um pouco mais diferente do que eu consigo vê-lo agora. Um mundo mais racional e consciente, fazendo jus a era da ciência e da tecnologia.

27 janeiro 2012

Dialogos

- Sinto como se eu sonhasse demais pra minha vida.
- Então você está no caminho certo.

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- Você já parou pra pensar em como a gente se sente quando as coisas que a gente deseja muito e planeja com cuidado nao dá certo?
- Eu já parei pra pensar e percebi que as coisas nao dão certo quando a gente pensa muito.

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- De tudo que eu já vi na vida, acho que eu ainda não vi o suficiente pra entender seus sentimentos agora.
- Ninguem vê o suficiente pra enteder o outro.


E quando você pensa estar preparada pra voar mais alto, a gravidade te puxa pra baixo como que pra lembrar que voce tem pernas ao invés de asas.

Joice

23 janeiro 2012

Algo chamado VIDA

Viver... é a arte mais linda que a vida pode nos oferecer.


AS vezes uma preocupação não nos permite a viver um momento que deveríamos aproveitar cada segundo. E quando nos damos conta ele passou. São coisas simples que nos faz felizes. A sensação que mais gosto é do vento no meu rosto.

O segredo da vida é saber esquecer das preocupações nesses momentos e sentir o prazer que a pequena ocasião pode te proporcionar. E então você se sente renovado. Sentir o vento no rosto, sentir a água tocar a pele, escutar uma musica que gosta no ultimo volume.

Saber lidar com a mente é um fator essencial para a qualidade de vida. Não ficar refém de si mesmo, das preocupações, etc. Acordar com a sensação de que tem um novo pra tentar e não acordar com a sensação de que tem dragões lá fora a sua procura.

Eu sei, isso é difícil, mas são coisas que todos os dias eu tento pensar. E isso me dá forças e a minha satisfação de cada dia. Além disso todos os dias que levanto agradeço por ter a chance de viver mais um. E simplesmente eu consigo sentir essa paz aqui dentro...

A vida... é o maior espetáculo da terra!

20 janeiro 2012

Vi... varias coisas!

Tem coisas na vida que a gente não entende. Mas não é pra entender oras. A vida é pra viver. Não é pra explicar. Por mais que eu seja uma daquelas pessoas que tente traduzir tudo, ou descrever todo e qualquer tipo de sentimento, tem coisas que eu consigo apenas sentir. E eu digo, sou apenas uma humana vivendo nesse mundo e aprendendo e sentindo.


Há coisas que somente Joice vai entender, a sua maneira... porque cada experiência, cada vida é particular. E não adianta eu tentar ensinar isso a outras pessoas. Cada um aprende do seu jeito, com suas vivencias.

É incrível como cada ser humano pode se virar com aquilo que tem ao alcance das mãos. Mas muitos, infelizmente, ainda não perceberam a potencialidade que tem a sua frente; apenas reclamam, faz com que os demais sintem pena dele; e ainda adotam isso como estilo de vida. Ganhamos inicialmente tudo aquilo que era preciso para uma vida: dois braços, duas pernas, uma boca, dois olhos e um cérebro. E as pessoas querem mais? Simplesmente dá pra fazer MUITA coisa com “só” isso. E veja bem, nem todos tem essas coisas e conseguem se virar a sua maneira. Isso são só as ferramentas iniciais. Depois vem outras coisas que podemos usar, providenciar e adaptar para nosso bem e ter oportunidades. E o que mais você espera?

Uma vida INTEIRA foi te dada, você vai esperar ela se esgotar pra pensar e crer que poderia ter feito muito mais do que FEZ? Tem um mundo todo a sua frente que você pode aproveitar.

O fato é que estamos todos os dias sobrecarregados demais com informações, e a maioria das vezes essas informações vem com carga negativa. O que vão pensar de mim, o que vão dizer sobre mim, eu vou decepcionar certa pessoa, eu vou errar, e se eu me arrepender, e se eu tomar a decisão errada e se eu tiver errado?

A vida é de experimentos, e claro devemos experimentá-la, mas não aleatoriamente. Trace seu plano, seu objetivo e se não tiver um, não deixe de viver. Antes de ter um plano, deve-se ter principios. Eles te guiarão. E obvio, eles não devem ser supremos, pode ser moldados sempre que necessários. Só não pode parar no tempo.

Se adapte. Se adapte ao tempo, a época, a sociedade. Mas nunca, nunca esqueça de seus princípios. Ele é o que você é. Seu caráter.

O medo é inevitável e necessário. O medo pondera. Não nos permite viver tão perigosamente, mas também não pode nos impedir de viver. Ele simplesmente faz parte de um conteúdo imenso de sentimento que nós somos. E cada sentimento deve ser usado com sabedoria na hora correta.

As vezes é o amor. As vezes é a criatividade. As vezes é a imaginação... mas sempre será a vida.


V-IDA

Vi-VER

Viven- CIA

VIVA- c-IDADE

Pequenas estrelas brilhantes a gente reconhece de longe. Não precisa tá perto pra saber que aquela estrela realmente brilha com intensidade. Mas as vezes essa propria estrela não sabe o quanto ela brilha, e por mais que todos os outros astros falem sobre a intensidade de seu poder, ela nao consegue acreditar neles. Essa estrela simplismente precisa tirar a prova de quanto sua luz brilha longe pra entender o verdadeiro significado da vida e acreditar na sua real potencialidade.

05 janeiro 2012

Lolita


Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo com três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes


E assim começa a obra de Vladmir Nabokov. Com Lolita o autor inicia o primeiro parágrafo do livro e com esta mesma palavra ele termina o ultimo. Confesso que terminei de ler o livro com uma ideia diferente da que comecei. Eu atribuía a Lolita toda a “culpa” dos desejos de Humbert, acreditando que ela era realmente uma garota á frente de sua época. Com o decorrer da leitura notei que Lolita era uma criança comum, apesar de ter o corpo avantajado para a idade tinha, mas que não deixava de ter as manias ainda de uma criança e a curiosidade de uma pré-adolescente sobre o assunto relacionado a sexo. No mais era uma criança, como qualquer outra em fase de desenvolvimento. Sim, em algumas passagens Lolita provoca Humpert, no entanto acredito que seja apenas implicância infantil mesmo. Mas Humpert Humpert interpretava isso como sinais de interesse da garota, o que eu realmente passei a achar asqueroso.

O personagem principal era realmente um pedófilo. Não apenas Lolita, ele gostava de observar crianças brincando no parque, sentindo um grande desejo ao visualizar as canelas de garotinhas. A obra relata com riqueza a mente e desejos de um pedofilo. O prazer que ele tem de observar crianças, achando seus movimentos infantis e desajeitados realmente sexy. A vontade que sentia de toca-las, mas contentando-se apenas a imaginar. No entando, Humpert não consegue mais se controlar quando conhece Lolita. Por ela, muda até seus planos, casa-se com a mãe da pobre garota, na qual ele próprio sente grande aversão e preguiça, apenas pra ficar mais perto de seu objeto de desejo.

A obra sugere um ar, segundo a própria perspectiva de Humpert, que certas garotas são como ninfetas, que intuíam despertar o desejo de um homem. No entanto cabe aqui uma pergunta: essas crianças, tratadas como ninfetas, realmente teriam a intenção de chamar atenção de um homem pela perspectiva sexual? Eu ainda prefiro acreditar na inocência delas, pois em uma simples brincadeira em um parque não poderia estar pautada a intenção de chamar atenção de um homem na forma carnal. A maldade estaria na cabeça do pedofilo que sente-se atraído pela puberdade das garotas, com um corpo em potencial desenvolvimento. A maior parte do livro o protagonista descreve suas lascivas e pensamentos eróticos que possui com “ginasianas pubescentes”. O simples toque de mãos, ou movimento dos cabelos eram suficientes para que ele se embriagassem e submergisse em pensamentos eróticos.

Agora eu entendo o motivo da aversão que tal obra provocou ao ser publicada em 1955, época na qual ainda não tolerava a abordagem deste assunto com muita recepção. O que acho extremamente interessante é a perspectiva que o autor aborda: um mundo visto pelos olhos de um pedofilo, a mente deste personagem sendo explorada de uma forma ( e sobre um tema) que nunca se viu antes na literatura. A obra traz os pensamentos do explorador infantil e de como ele trama pequenos abusos. O próprio Humpert chega até mesmo a elaborar um plano de assassinato para tirar de seu caminho aquilo que o impede de chegar até a ninfeta de seus sonhos. Essa passagem se demonstra um tanto quanto “dostoievskiana” quando o protagonista da obra russa, trama o assassinato que iria cometer logo em seguida. Além disso, a obra também demonstra a agonia de alguém que possui um comportamento rechaçado pela sociedade.

O decorrer da historia me parece, por muitas vezes, chato e massante. Há passagens de frases e jargões em Frances. Creio que com este fato o autor buscava atribuir ao personagem principal um tom de requinte, demonstrando que apesar de seus atos asquerosos, ele era uma pessoa extremamente culta, leitor de livros clássicos, professor e escritor. Isso generaliza o status de pedofilo a qualquer pessoa da sociedade, tanto de classes e culturas inferiores quanto aos reconhecidos pela seu conhecimento.

Por vezes fiquei na duvida sobre qual os sentimentos de Lolita sobre seu relacionamento com Humpert. Em alguns momentos ela se demonstrava gostar da relação dos dois, em outros ela parecia realmente constrangida com a situação. Entendo que Lolita era metade criança metade mulher. Ao mesmo tempo que ela estourava bolinhas com o chiclete ela se demonstrava de uma destreza soberba. Madura e ousada em suas opiniões para a idade que possuía.

Por mim eu prefiro acreditar que Lolita foi vitima de um homem que usufrui de sua posição para abusar da jovem. Lolita teve sua infância invadida por um pedofilo, tendo seu desenvolvimento sexual natural interrompido. Aos 13 anos de idade ela já possuía uma vida sexual ativa com um homem 30 anos mais velho que ela, fase esta que deveria ser apenas de experimentações com crianças de mesma idade. Suas experiências na pré adolescência contribui para que seu destino seja mudado completamente no futuro.

Creio que o intuito do livro, além de explorar esta mente de um abusador é relatar o jogo de sexualidade de uma criança em desenvolvimento. A analise da obra entra em campos realmente profundos da mente humana. Este, pode se dizer, é o intuito de varias obras existentes na literatura.