27 fevereiro 2011

Vivemos como queremos


As vezes me sinto perdida nesse mundo. Poucas pessoas se preocupam com o intelectual. Como digo, “apenas existem e não vivem”. E acham que sair pra baladinha de fim de semana, encher a cara e pegar todas (os) numa noite é viver. Pra mim, viver não é só isso, viver é crescer como pessoa – espiritual, mental e psicologicamente. Não critico os baladeiros de plantão, até porque eu saio, bebo e às vezes até fico alegre passando um pouco da conta. Mas o estranho é fazer disso uma filosofia de vida. O que adianta, depois você vai pra casa e tem o que a se apegar? Na vodka de ontem? Não dá pra encontrar seus fundamentos de vida nisso. É muito vazio. Todo ser humano precisa de seu momento social, claro, mas a vida não é feita apenas disso. A vida é feita de conteúdo, de sentimento de expectativas e planos; coisas concretas mesmo que não palpáveis, como por exemplo, ideologias.
Eu me sinto perdida porque poucos se apegam a conteúdo. E avaliam apenas a forma exterior apresentável apenas com um olhar supérfluo e sem uma analise profunda. Mas eu conheço algumas pessoas, poucas que sejam, que se parece comigo.
Um ser humano é mais do que uma imagem abstrata. Nós temos aquilo que nos classificam como a espécie mais evoluída de todas: a racionalidade. Contudo, a maioria dos indivíduos não faz uso dela.
Cabe a nós viver, ou apenas existir.
Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
Nietzsche

Percebo que quando vou começar um post no blog a maioria das vezes ele começa da mesma forma. Normalmente eu escrevo motivada por alguma coisa. Ou escrevo também, simplesmente por que não tem nada pra escrever. Mas, o que acontece com mais freqüência é a primeira opção.

Eu gostaria de escrever mais porque essa é a forma ( uma das quais) encontrei pra me resolver. E acredite, todo ser humano precisa ser um mínimo resolvido. Se as pessoas parassem mais para refletir sobre si mesmo, seria bem mais fácil a convivência humana. Porém, tudo que e fácil não tem graça, essa e a beleza da vida.

Mas quanto a mim, eu gosto de pensar. Odeio ter que pegar ideias já prontas sem poder questionar ou acrescentar algo, ou seja, simplesmente reproduzir. Isso é fazer a sua vida passar em branco... Mas cada ser humano tem uma escolha, e ate mesmo se omitir é uma escolha. Podemos nos apegar ao fato de que não escolhemos tudo que acontece em nossa vida, que muitas coisas já nos vem prontas... pode ate ser um pouco de verdade, mas somos nós mesmos que escolhemos o que fazer com o que a vida nos oferece. Portanto, não dá pra nos eximir da culpa daquilo que acontece em nossas vidas. Tudo é resultado de escolhas, e nessa parte eu concordo muito com Nietzsche.

Mudando um pouco do assunto de como eu penso e falando sobre a rotina, posso dizer que agora estou começando a me habituar com todas as mudanças. Esse ano já aconteceu tantas coisas que parece que já passou mais dias do q meros 60. Enfim, claro que se tivesse tido a chance de escolher diferente e tivesse as circunstancias pra isso, algumas coisas ainda estariam do jeito que estavam - mas nem sempre tudo depende só da gente. Porem, hoje, eu não conheceria o outro lado. Tudo tem sua vantagem.

Mas vamos aos fatos: janeiro eu passei mais viajando do que em casa. Isso foi bom porque eu realmente aproveitei essas férias. Passar um tempo com amigos que não via há muito tempo e que me fazem muita falta é muito bom!! E ainda ver a amiga que me fez companhia estudando bastante para o vestibular no terceiro ano, é olhar pra traz e perceber q o tempo de dedicação valeu. Logo em seguida das viagens pra Caldas – SP – Caldas de novo, tive que me adaptar a acordar cedo, ao tempo corrido, ir pra faculdade direto do estágio... esse mês foi um tempo de adaptação tanto fisica quanto mental.

Enfim, nesse inicio de ano tive que me adaptar a mudanças e como eu gosto de mudar ainda to aproveitando muito as novidades. Porem esse tempo também foi de assimilação de informações, aprendizados e mais ainda de descobertas. Eu sempre digo que aprendo com as coisas mais simples que seja... mas agora eu tenho uma nova palavra alem de aprendizagem, que é a palavra descoberta. Descobri muitas coisas e nem todas eu queria ter descoberto... porém faz parte da vida, e ensina muito!

O que eu posso concluir é que eu mudo todo dia, aprendo, evoluo, e quando necessário aprendo de novo. O que eu digo pras pessoas é que no começo dói mesmo... mas depois que já aprendemos algumas coisas básicas ganhamos certa maturidade pra lidar com os fatos.

Uma das coisas que aprendi através de descobertas foi que realmente não da pra esperar bondade alheia. Eu já sabia disso, mas apenas em teoria porque eu tinha esperança de que todas as pessoas do mundo agissem com a bondade que tem dentro de si. Agora eu não tenho essa expectativa mais, contudo não deixei de acreditar que as pessoas podem agir bem motivadas. Eu apenas não me surpreendo mais – não tanto quanto antes – quando alguém age egoisticamente. Isso adquirido através da vivencia, e eu chamaria de maturidade. Mesmo que dolorido seja é necessário perder a inocência e a expectativa positiva que temos sobre nossos semelhantes.

Com pouco tempo, vou postando no blog como posso. Já tenho que escrever uma resenha de um livro que já li esse ano. Pretendo não deixar passar nenhuma dos livros que eu ler, mas ate as leituras andam lentas por causa do tempo ocupado.


No mais, é so isso.
Por hoje.

01 fevereiro 2011

Apenas eu. Nada mais.

Não corra atrás da borboletas, apenas chame-as e cuide bem delas.


Olhando pra tras e analisando a minha vida eu vejo o quanto já aprendi. Não sou sabia, nem sempre faço as escolhas certas, mas é com isso que eu aprendo. Por ora lembro de alguns períodos da vida no qual tive muitas duvidas. Sobre tudo... as pessoas, a vida, sobre mim mesma... digamos que agora estou em uma “zona de estabilidade” onde eu coloco em pratica meu aprendizado. O resultado é mais tranqüilidade. Muitas vezes já me perguntei quando eu começaria a colher os frutos da minha dedicação. Então descobri que a colheita não é feita de uma vez só... em um dia algo amadurece e eu colho aos poucos e não em uma grande safra.

É fato que nos últimos meses minha vida mudou um pouco de direção. Fui obrigada _ sim a força – mudar alguns planos que eu não queria que mudasse, mas que infelizmente eu não via outra alternativa – pelo menos não que dependesse apenas de mim. E as vezes somos obrigados a nos virar com que temos na mãos. Escolhas precipitadas? Talvez sim... Erradas? Essa resposta não posso afirmar com certeza. Eu nunca vou saber como seria o resultado de outra escolha...e não dá pra viver de “se”.

Eu acredito que temos a responsabilidade por nossas escolhas, por nossas atitudes e por isso não me esquivo da “culpa” – ou melhor do resultado - então eu arco com minhas decisões, mas não completamente pois a vida nos apresenta ocasiões nos quais somos obrigados a escolher mesmo não querendo. Pois então eu deixo que a vida me apresente esses acasos e diante deles vou escolhendo tentando errar o menos possível. Mas nunca dá pra saber se a escolha foi a certa, afinal eu nunca vou viver o outro caminho..

Enquanto isso eu deixo a vida preparar as coisas pra mim, e enquanto isso faço a minha parte, cuido da minha vida...



Uma coisa muito importante que aprendi e que não enfrento dificuldade em praticar, é que não devemos destinar muitas forças pra uma coisa só... eu não quero mais me esforçar demais para as pessoas gostarem de mim ou reconhecer minhas qualidades. Eu sei que as tenho e isso basta. E aquele que as reconhecer esse sim é digno da minha amizade... eu quero ser apenas a Joice, e as pessoas gostarem de mim simplismente por causa disso. Entao eu não quero brilhar mais que ninguém, destacar mais que ninguém... aprendi a ser neutra, porém Joice, ou seja, não ficar me esguelando para as pessoas ver a Joice, ou me adimiriar. Eu vou ser eu, e alguns terão a sensibilidade de gostar de mim apenas por causa do meu jeito. Estou apenas fazendo a minha parte – ando até o meio do caminho – o restante é com o outro.

Também foi no ultimo mês que eu pude reconhecer aqueles que realmente estavam dispostos a vir ate mim quando eu precisei. Afinal amizade ou companheirismo é isso, as pessoas te socorrer quando você precisar sem que vc tenha que pedir ajuda. E o pior, pude ver aqueles que eu pedi ajuda, mas que mesmo assim não se importaram...



Existe uma linha no meio do caminho, que cada um tem que percorrer para se encontrar. É o meio, o equilíbrio.

No fim das contas, sou a Joice. Apenas me ame por isso.