As vezes me sinto perdida nesse mundo. Poucas pessoas se preocupam com o intelectual. Como digo, “apenas existem e não vivem”. E acham que sair pra baladinha de fim de semana, encher a cara e pegar todas (os) numa noite é viver. Pra mim, viver não é só isso, viver é crescer como pessoa – espiritual, mental e psicologicamente. Não critico os baladeiros de plantão, até porque eu saio, bebo e às vezes até fico alegre passando um pouco da conta. Mas o estranho é fazer disso uma filosofia de vida. O que adianta, depois você vai pra casa e tem o que a se apegar? Na vodka de ontem? Não dá pra encontrar seus fundamentos de vida nisso. É muito vazio. Todo ser humano precisa de seu momento social, claro, mas a vida não é feita apenas disso. A vida é feita de conteúdo, de sentimento de expectativas e planos; coisas concretas mesmo que não palpáveis, como por exemplo, ideologias.
Eu me sinto perdida porque poucos se apegam a conteúdo. E avaliam apenas a forma exterior apresentável apenas com um olhar supérfluo e sem uma analise profunda. Mas eu conheço algumas pessoas, poucas que sejam, que se parece comigo.
Um ser humano é mais do que uma imagem abstrata. Nós temos aquilo que nos classificam como a espécie mais evoluída de todas: a racionalidade. Contudo, a maioria dos indivíduos não faz uso dela.
Cabe a nós viver, ou apenas existir.
2 comentários:
Muito interessante suas ideias. Você tem uma percepção de vida que poucos possuem. O legal é que você foi equilibrada, e no seu post você diferenciou momentos de socialização de pessoas que fazem desses - que deveriam ser - 'momentos', as suas 'filosofias de vida'.
Gostei do texto ^^
=*
Werlley
"A vida é pra valer, a vida é pra levar..."
Não se preocupe com as pessoas pequenas. Eu descobri que o legal de viver é saber encontrar as pessoas certas e, principalmente, saber encontrar a sí próprio. Ai descobrimos que podemos ser tantos, podemos ser muitos, podemos ser cem, podemos ser cento e cinquenta.
E no final nós somos nós em nós mesmos, rsrs.
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