27 fevereiro 2011

Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar.
Nietzsche

Percebo que quando vou começar um post no blog a maioria das vezes ele começa da mesma forma. Normalmente eu escrevo motivada por alguma coisa. Ou escrevo também, simplesmente por que não tem nada pra escrever. Mas, o que acontece com mais freqüência é a primeira opção.

Eu gostaria de escrever mais porque essa é a forma ( uma das quais) encontrei pra me resolver. E acredite, todo ser humano precisa ser um mínimo resolvido. Se as pessoas parassem mais para refletir sobre si mesmo, seria bem mais fácil a convivência humana. Porém, tudo que e fácil não tem graça, essa e a beleza da vida.

Mas quanto a mim, eu gosto de pensar. Odeio ter que pegar ideias já prontas sem poder questionar ou acrescentar algo, ou seja, simplesmente reproduzir. Isso é fazer a sua vida passar em branco... Mas cada ser humano tem uma escolha, e ate mesmo se omitir é uma escolha. Podemos nos apegar ao fato de que não escolhemos tudo que acontece em nossa vida, que muitas coisas já nos vem prontas... pode ate ser um pouco de verdade, mas somos nós mesmos que escolhemos o que fazer com o que a vida nos oferece. Portanto, não dá pra nos eximir da culpa daquilo que acontece em nossas vidas. Tudo é resultado de escolhas, e nessa parte eu concordo muito com Nietzsche.

Mudando um pouco do assunto de como eu penso e falando sobre a rotina, posso dizer que agora estou começando a me habituar com todas as mudanças. Esse ano já aconteceu tantas coisas que parece que já passou mais dias do q meros 60. Enfim, claro que se tivesse tido a chance de escolher diferente e tivesse as circunstancias pra isso, algumas coisas ainda estariam do jeito que estavam - mas nem sempre tudo depende só da gente. Porem, hoje, eu não conheceria o outro lado. Tudo tem sua vantagem.

Mas vamos aos fatos: janeiro eu passei mais viajando do que em casa. Isso foi bom porque eu realmente aproveitei essas férias. Passar um tempo com amigos que não via há muito tempo e que me fazem muita falta é muito bom!! E ainda ver a amiga que me fez companhia estudando bastante para o vestibular no terceiro ano, é olhar pra traz e perceber q o tempo de dedicação valeu. Logo em seguida das viagens pra Caldas – SP – Caldas de novo, tive que me adaptar a acordar cedo, ao tempo corrido, ir pra faculdade direto do estágio... esse mês foi um tempo de adaptação tanto fisica quanto mental.

Enfim, nesse inicio de ano tive que me adaptar a mudanças e como eu gosto de mudar ainda to aproveitando muito as novidades. Porem esse tempo também foi de assimilação de informações, aprendizados e mais ainda de descobertas. Eu sempre digo que aprendo com as coisas mais simples que seja... mas agora eu tenho uma nova palavra alem de aprendizagem, que é a palavra descoberta. Descobri muitas coisas e nem todas eu queria ter descoberto... porém faz parte da vida, e ensina muito!

O que eu posso concluir é que eu mudo todo dia, aprendo, evoluo, e quando necessário aprendo de novo. O que eu digo pras pessoas é que no começo dói mesmo... mas depois que já aprendemos algumas coisas básicas ganhamos certa maturidade pra lidar com os fatos.

Uma das coisas que aprendi através de descobertas foi que realmente não da pra esperar bondade alheia. Eu já sabia disso, mas apenas em teoria porque eu tinha esperança de que todas as pessoas do mundo agissem com a bondade que tem dentro de si. Agora eu não tenho essa expectativa mais, contudo não deixei de acreditar que as pessoas podem agir bem motivadas. Eu apenas não me surpreendo mais – não tanto quanto antes – quando alguém age egoisticamente. Isso adquirido através da vivencia, e eu chamaria de maturidade. Mesmo que dolorido seja é necessário perder a inocência e a expectativa positiva que temos sobre nossos semelhantes.

Com pouco tempo, vou postando no blog como posso. Já tenho que escrever uma resenha de um livro que já li esse ano. Pretendo não deixar passar nenhuma dos livros que eu ler, mas ate as leituras andam lentas por causa do tempo ocupado.


No mais, é so isso.
Por hoje.

Nenhum comentário: