29 janeiro 2011

Ser humano melhor


A vontade de escrever sempre segue a madrugada. Acho que porque nesse horário tudo fica muito calmo, e então posso parar um minuto pra refletir sobre algumas coisas. o assunto que mais ocupa minha mente é sobre o ser humano e suas atitudes. Como agimos diante das situações, diante de nosso próximo.

Isso retoma a uma aula de ética que tive esse período na faculdade. Antes da ética profissional temos a ética pessoal. Mas também já entra no campo da moral que envolve o individuo, sociedade e os reflexos que esta gera no primeiro... enfim é um bom assunto a se pensar que rende muitos questionamentos e conclusões, mas é um assunto também que ninguém se ocupa dele. Pelo menos eu me questiono muito sobre mim mesma, contudo, infelizmente o ser humano tem dificuldades de assumir pra si mesmo os próprios erros. Por isso e mais fácil seguir acusando e sendo egoísta. E sempre levo uma coisa comigo. Eu quero ser o melhor que um ser humano consiga ser. Não quero ser o melhor ser melhor do que ninguem, mas quero ser o ser o melhor humano que eu consiga me tornar, com toda minha limitação e minhas atitudes humanas. 

É o que eu procuro sempre, aprender... 

postagem de 03/10/10

12 janeiro 2011

O que eu espero de mim


"O que fazemos em vida, ecoa na eternidade." 
(O Gladiador)


Todos os dias pessoas se observam formulando uma opinião sobre um ás outras. É raro ver as pessoas dedicando um tempo para se auto-observarem. O mais comum é que todos ajam de acordo com a massa ou de acordo com a cultura em que está inserido. Quanto a mim, posso dizer que estou em constante auto-analise. Esse fato gera certo incomodo, pois sempre encontro alguma coisa de “errado”, ou seja, algo a ser corrigido ou melhorado em minhas atitudes ou personalidade. Isso é feito não com a intenção de ser um exemplo pra sociedade, muito menos para ser considerada perfeita. Eu quero ser um exemplo para mim mesma. Quando ajo de tal maneira não é para mais ninguém a não ser por mim. Nossas atitudes refletem principalmente em nossas vidas e atingirá, indiretamente, a vida dos outros - principalmente os mais próximos que convivem conosco.
Eu particularmente procuro me guiar pelo meu próprio instinto de justiça. Com um porém, o instinto de justiça pessoal não pode se basear em nosso próprio interesse ( isso na verdade fugiria do verdadeiro sentido de justiça que é a equidade, ou seja, o mesmo nivelamento para todos os indivíduos). O sentido de justiça tem que ser baseado em um bem comum e não em algo em que eu me beneficie enquanto outro perde. Parece utópico, mas eu consigo pensar assim. Por isso me avalio sempre. Penso nas questões do como tenho agido comigo e com meu próximo, penso em questões como o que tenho feito pela minha vida. E não é raro descobrir falhas – que podem ser reparadas. A minha meta é me construir como um ser humano melhor* – a cada dia. O primeiro fundamento para isso é não deixar que suas próprias atitudes sejam baseadas de acordo com as atitudes do outro. Se alguém é desonesto, não quer dizer que isso me permita também ser. Antes de tudo devo guiar-me por próprios princípios – lembrando que estes são construídos não visando apenas o bem pessoal, mas a justiça entre todos. Não se pode esquecer também que o objetivo de ser um individuo melhor* não é para ser reconhecido pela sociedade, mas para ser reconhecido por si mesmo. Chegar ao futuro e pensar que me dediquei para me construir da melhor maneira que consegui ser, me proporciona uma realização pessoal. O que adianta chegar lá na frente e ao olhar pra traz notar que você conseguiu tudo o que desejou na esfera material, mas que na esfera pessoal não conseguiu realizar-se? Isso seria se construir apenas exteriormente, isto é, aquilo o que as pessoas vêem de concreto. E no fundo isso não tem nenhum valor. Pra mim, Joice, com pouca idade que tenho, afirmo que o que me importa realmente é uma construção pessoal interna. É ver que consegui me erguer com princípios sólidos, analisados por mim mesmos e escolhidos conforme achei dignos de fazerem parte da minha pessoa.
É difícil se manter nestes princípios em um mundo como este. Às vezes me frustro tanto com o ser humano! E então penso que se todos refletissem e não agissem como uma massa puxada por um imã, o mundo seria melhor. Pode-se pensar que se todos exercessem a razão o mundo teria mais desavenças, mas afirmo que não. A razão utilizada do modo correto não pode levar á resultados diferentes um mesmo questionamento. É matemático, racional, obvio. Pensar é uma atividade tão antiga, mas tão pouco usada até hoje.
A historia relata vários sábios. Sócrates na Grécia antiga já sabia o que muitos hoje sequer imaginam. Em um mundo onde a ciência tem mais espaço que a filosofia, as pessoas não debitam mais credibilidade nessa segunda disciplina. Esquecem que a ciência deriva da filosofia, pois é esta que questiona, é esta que é o motor inicial da ciência que se baseia no caminho para encontrar as respostas.
Voltando para mim mesma, o que espero para como objetivo principal para minha vida não é conseguir objetos de valor materialmente, isso é secundário, é consequencia. Quando chegar a uma idade avançada quero ler o que já escrevi – e talvez até rir do que pensava aos meus 20 anos – mas, acima de tudo, quero chegar á velhice e ficar satisfeita com o que eu fui em minha vida e não com o que eu consegui. Não almejo nada mais que uma construção pessoal bem sucedida. Pensar que fui um bom ser humano. E isso não é ser bobo, é apenas lutar por aquilo que você acredita. Cada um tem suas ambições pode ser casa, carros, fama, dinheiro, se casar, ser presidente, não importa, Cada um tem a sua. E o que eu mesma espero de mim é poder chegar além de onde eu jamais pensei que chegaria, rompendo os meus próprios limites.
Eu quero ser um sábio, mas é pretensão se considerar dono da verdade. Portanto, sábio, pra mim, é ter seus próprios princípios e agir de acordo com eles. Mas, antes de tudo, não esquecer que o mundo não é feito só de você, que seus princípios têm que dar espaço para o outro.
Eu posso ter sido uma criança que cresceu acreditando que no mundo tudo era bonito. Mas não quero deixar a minha inocência –  ou até ingenuidade. Quero acreditar que a esperança existe e que ela vale a pena. Se para continuar acreditando nisso for necessario, que eu seja uma eterna criança então. Mas não vou deixar de acreditar que meu mundo pode ser diferente.
Minha perspectiva de vida é esta. Viver de acordo com a forma que julguei ser a melhor, me construindo como ser humano e acreditando que eu não preciso ser o que os outros determinam. Quero apenas viver a minha vida, realizando pequenos objetivos alem deste fundamental e aproveitando a minha família e se possível fazendo deles pessoas também melhores. Enfim, além de tudo feliz!
O resultado só vem no fim da vida. Mas o interessante é a jornada e o que aprendemos nela.
Será que um dia vou olhar pra traz e pensar que consegui ser aquilo que planejei?

I think so.

  • Individuo melhor não no sentido de superior ao outro, mas de superior áquilo que o ser humano, ou que a si mesmo, é capaz de ser. 
Texto escrito em: 22/09/2010

11 janeiro 2011

Orgulho e preconceito


Não resisti quando vi esse livro na prateleira do sebo. Apenas R$ 15,00 e novinho em folha. Novinho! Ahahaha ( sim, alguns sebos também vendem livros novos).  Não resisti e como uma consumista de livros comprei.  Mas ele teve que entrar na listinha de “próximos a ser lido”. Claro , as vezes por motivo de força maior um livro passa na frente de outro ... enfim, eu li – e já tem um tempinho que terminei -  e enfim, eis a resenha do dito cujo. Desde que fechei esse livro, já li mais alguns.  Confesso que ando desmotivada com a leitura, acho que falta um livro bom que realmente me motive e que me dê aquela vontade que sempre tive de ler... mas também procuro descansar e usar meus miolos o menos possível ahahah literalmente passar o dia sem fazer NADA, e não ter com o que me preocupar é bom de vez enquando.
Ultimamente diversifiquei bastante meu estilo de literatura. Li alguns clássicos, li um nacional, o ultimo foi um  trabalho cientifico sobre as mulheres, que alias se fundamenta em estatísticas reais, sociológicas, culturais e psicológicas.  Tenho varias resenhas atrasadas, mas desisti de faze-las.  Depois eu coloco meu balanço de leituras de 2010 aqui. Enfim, á resenha! 

Voltando ao Orgulho e preconceito...

Foi escrito em 1797 por Jane Austen (1775 – 1817), uma escritora inglesa tímida que tinha vergonha de mostrar aos familiares aquilo que ela própria escrevia, por esse motivo a obra foi publicada pela primeira vez apenas em 1813. Contudo sua família reconhecia seu talento, assim como a população de sua região quando publicou seu primeiro romance. Ainda assim, ao publicar algo Jane nunca usava seu nome, apenas um pseudônimo.   É compreensível a timidez da autora uma vez que ela vivia em uma época onde as mulheres não tinham muito espaço na sociedade e ficavam restritas apenas a tarefas domesticas e tinham a formação voltada para o casamento.
Capa livro e filme.



Em seus romances Jane Austen relata a mentalidade da sociedade da época, os costumes, cultura o excesso de etiqueta da sociedade e, sobretudo elabora uma analise psicológica do modo de vida da aristocracia na qual fazia parte. A autora estuda e expõe na obra “a sociedade daquele tempo, a mediocridade dos seus tipos, o ridículo  dos hábitos, a vaidade a tolice de burgueses e nobres que o preconceito separava”.*
Como característica, sua escrita sucinta e fluida, proporcionando uma leitura suave, o que não significa dizer que seus romances não sejam interessantes. Com o passar da trama, o leitor se envolve com os personagens criando uma afetividade com eles.
Um dos fatores que notei no livro é a superficialidade das relações humanas, e os relacionamentos travados apenas por questão de interesse, característica essa da mentalidade da época.  Um fato curioso é que o livro não é narrado em primeira pessoa, mas os fatos os apresentados no decorrer da obra são limitados ao campo de visão e conhecimento da protagonista. A autora também deixa o leitor ciente daquilo que a protagonista sente e pensa.
O titulo da obra faz jus ao contexto. O romance apresenta dois personagens um com orgulho extremo e outro com preconceito. No decorrer, essas duas características se chocam e começam a desfazer-se em seus personagens. Orgulho e preconceito relata o nascimento do amor entre Elizabeth e Mr. Darcy. Ela, uma jovem simples, com beleza sutil, mas com forte personalidade e caráter. Ele, um nobre cobiçado como bom partido, porém com imponência e orgulho.  No primeiro contato ambos desenvolvem uma aversão entre si, e nos demais trocam “farpas educadamente”.É este fato que torna a obra de Jane interessante. O romance não é o clichê tradicional do casal apaixonado, mas sim um casal que de inicio se odeia e com o tempo passam a reconhecer as qualidades um do outro. Enfim, vale a pena conferir a guinada que a obra oferece.
A obra de Jane Austen ganhou varias adaptações para o teatro, series de TV e também de filmes. Quanto ao longa, assim que terminei a leitura do livro, assisti ao filme. Só tenho elogios a fazer. A fala dos personagens se manteve idêntica  aos preciosos diálogos escritos pela própria Austen e poucas coisas foram adaptadas para se adequar ao cinema.
Enfim é isso.

06 janeiro 2011

2011


   
   O mês de dezembro passou tão rápido que o espírito natalino, a ânsia pra chegar o ano novo não tomaram conta de mim. Dezembro se passou como um mês normal, como qualquer outro, sem esperar  grandes coisas, e muito menos coisas novas.
Mas, um novo ano começou e é hora de pensar em coisas novas, afinal é isso que as pessoas sempre fazem não é?  Pois então. Não vou planejar entrar em uma academia nova, mudar meu estilo de vida, etc. Vou continuar com meus objetivos que já tinha, algum outros que imaginei, mas não por causa do novo ano. Aliás, não tenho planos, e esse é o que espero desse ano. Deixa as coisas acontecerem porque por mais que se planeje algo sempre alguma coisa não sai como o esperado – e não porque dão errado, mas sim porque coisas novas das quais não esperávamos entram em nossas vidas – e daí, muda-se tudo.
Meu plano é não ter nenhum plano. E isso foge um pouco de como eu sempre fui. Mas to adorando essa mudança.  Um pouco de loucura não faz mal a ninguém, e deixar de ser um tanto metódica, me faz bem (isso não quer dizer que não pense no futuro, apenas que não tenho mais com o que me preocupar.... a não ser viver o momento. O meu futuro já ta se encaminhando, e agora eu estou apenas desfrutando o presente, e aproveitando o caminho.
Algumas mudanças não necessariamente radicais, mas que apenas fuja do tradicional estão sendo bem vindas. Um bar novo que nunca fui porque sempre ia  a outro que gostava mais, um sabor diferente de sorvete, outra cor de roupa, etc...é essencial perceber que essas pequenas mudanças nos fazem bem, e da um ar de novidade... não é preciso acontecer nenhum milagre, nenhuma reviravolta na vida para não sentir tédio.
Confesso que na ultima semana que tive mais tempo de escrever, me senti desmotivada de fazê-lo. Me disseram que eu escrevo coisas sem sentido, e isso inicialmente me tirou o prazer de escrever,  mas depois me lembrei que eu escrevo pra mim mesma. Então se quiserem me ler, nenhum problema,  eu não faço a mínima de escrever coisas que façam sentido pra alguém.
Enfim, é isso... agora sim posso dizer que estou de férias.  Férias é por definição aquele período que você procura coisas pra fazer. Vou aproveitando, até me sentir  entediada.