11 janeiro 2011

Orgulho e preconceito


Não resisti quando vi esse livro na prateleira do sebo. Apenas R$ 15,00 e novinho em folha. Novinho! Ahahaha ( sim, alguns sebos também vendem livros novos).  Não resisti e como uma consumista de livros comprei.  Mas ele teve que entrar na listinha de “próximos a ser lido”. Claro , as vezes por motivo de força maior um livro passa na frente de outro ... enfim, eu li – e já tem um tempinho que terminei -  e enfim, eis a resenha do dito cujo. Desde que fechei esse livro, já li mais alguns.  Confesso que ando desmotivada com a leitura, acho que falta um livro bom que realmente me motive e que me dê aquela vontade que sempre tive de ler... mas também procuro descansar e usar meus miolos o menos possível ahahah literalmente passar o dia sem fazer NADA, e não ter com o que me preocupar é bom de vez enquando.
Ultimamente diversifiquei bastante meu estilo de literatura. Li alguns clássicos, li um nacional, o ultimo foi um  trabalho cientifico sobre as mulheres, que alias se fundamenta em estatísticas reais, sociológicas, culturais e psicológicas.  Tenho varias resenhas atrasadas, mas desisti de faze-las.  Depois eu coloco meu balanço de leituras de 2010 aqui. Enfim, á resenha! 

Voltando ao Orgulho e preconceito...

Foi escrito em 1797 por Jane Austen (1775 – 1817), uma escritora inglesa tímida que tinha vergonha de mostrar aos familiares aquilo que ela própria escrevia, por esse motivo a obra foi publicada pela primeira vez apenas em 1813. Contudo sua família reconhecia seu talento, assim como a população de sua região quando publicou seu primeiro romance. Ainda assim, ao publicar algo Jane nunca usava seu nome, apenas um pseudônimo.   É compreensível a timidez da autora uma vez que ela vivia em uma época onde as mulheres não tinham muito espaço na sociedade e ficavam restritas apenas a tarefas domesticas e tinham a formação voltada para o casamento.
Capa livro e filme.



Em seus romances Jane Austen relata a mentalidade da sociedade da época, os costumes, cultura o excesso de etiqueta da sociedade e, sobretudo elabora uma analise psicológica do modo de vida da aristocracia na qual fazia parte. A autora estuda e expõe na obra “a sociedade daquele tempo, a mediocridade dos seus tipos, o ridículo  dos hábitos, a vaidade a tolice de burgueses e nobres que o preconceito separava”.*
Como característica, sua escrita sucinta e fluida, proporcionando uma leitura suave, o que não significa dizer que seus romances não sejam interessantes. Com o passar da trama, o leitor se envolve com os personagens criando uma afetividade com eles.
Um dos fatores que notei no livro é a superficialidade das relações humanas, e os relacionamentos travados apenas por questão de interesse, característica essa da mentalidade da época.  Um fato curioso é que o livro não é narrado em primeira pessoa, mas os fatos os apresentados no decorrer da obra são limitados ao campo de visão e conhecimento da protagonista. A autora também deixa o leitor ciente daquilo que a protagonista sente e pensa.
O titulo da obra faz jus ao contexto. O romance apresenta dois personagens um com orgulho extremo e outro com preconceito. No decorrer, essas duas características se chocam e começam a desfazer-se em seus personagens. Orgulho e preconceito relata o nascimento do amor entre Elizabeth e Mr. Darcy. Ela, uma jovem simples, com beleza sutil, mas com forte personalidade e caráter. Ele, um nobre cobiçado como bom partido, porém com imponência e orgulho.  No primeiro contato ambos desenvolvem uma aversão entre si, e nos demais trocam “farpas educadamente”.É este fato que torna a obra de Jane interessante. O romance não é o clichê tradicional do casal apaixonado, mas sim um casal que de inicio se odeia e com o tempo passam a reconhecer as qualidades um do outro. Enfim, vale a pena conferir a guinada que a obra oferece.
A obra de Jane Austen ganhou varias adaptações para o teatro, series de TV e também de filmes. Quanto ao longa, assim que terminei a leitura do livro, assisti ao filme. Só tenho elogios a fazer. A fala dos personagens se manteve idêntica  aos preciosos diálogos escritos pela própria Austen e poucas coisas foram adaptadas para se adequar ao cinema.
Enfim é isso.

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