"O que fazemos em vida, ecoa na eternidade."
(O Gladiador)
Todos os dias pessoas se observam formulando uma opinião sobre um ás outras. É raro ver as pessoas dedicando um tempo para se auto-observarem. O mais comum é que todos ajam de acordo com a massa ou de acordo com a cultura em que está inserido. Quanto a mim, posso dizer que estou em constante auto-analise. Esse fato gera certo incomodo, pois sempre encontro alguma coisa de “errado”, ou seja, algo a ser corrigido ou melhorado em minhas atitudes ou personalidade. Isso é feito não com a intenção de ser um exemplo pra sociedade, muito menos para ser considerada perfeita. Eu quero ser um exemplo para mim mesma. Quando ajo de tal maneira não é para mais ninguém a não ser por mim. Nossas atitudes refletem principalmente em nossas vidas e atingirá, indiretamente, a vida dos outros - principalmente os mais próximos que convivem conosco.
Eu particularmente procuro me guiar pelo meu próprio instinto de justiça. Com um porém, o instinto de justiça pessoal não pode se basear em nosso próprio interesse ( isso na verdade fugiria do verdadeiro sentido de justiça que é a equidade, ou seja, o mesmo nivelamento para todos os indivíduos). O sentido de justiça tem que ser baseado em um bem comum e não em algo em que eu me beneficie enquanto outro perde. Parece utópico, mas eu consigo pensar assim. Por isso me avalio sempre. Penso nas questões do como tenho agido comigo e com meu próximo, penso em questões como o que tenho feito pela minha vida. E não é raro descobrir falhas – que podem ser reparadas. A minha meta é me construir como um ser humano melhor* – a cada dia. O primeiro fundamento para isso é não deixar que suas próprias atitudes sejam baseadas de acordo com as atitudes do outro. Se alguém é desonesto, não quer dizer que isso me permita também ser. Antes de tudo devo guiar-me por próprios princípios – lembrando que estes são construídos não visando apenas o bem pessoal, mas a justiça entre todos. Não se pode esquecer também que o objetivo de ser um individuo melhor* não é para ser reconhecido pela sociedade, mas para ser reconhecido por si mesmo. Chegar ao futuro e pensar que me dediquei para me construir da melhor maneira que consegui ser, me proporciona uma realização pessoal. O que adianta chegar lá na frente e ao olhar pra traz notar que você conseguiu tudo o que desejou na esfera material, mas que na esfera pessoal não conseguiu realizar-se? Isso seria se construir apenas exteriormente, isto é, aquilo o que as pessoas vêem de concreto. E no fundo isso não tem nenhum valor. Pra mim, Joice, com pouca idade que tenho, afirmo que o que me importa realmente é uma construção pessoal interna. É ver que consegui me erguer com princípios sólidos, analisados por mim mesmos e escolhidos conforme achei dignos de fazerem parte da minha pessoa.
É difícil se manter nestes princípios em um mundo como este. Às vezes me frustro tanto com o ser humano! E então penso que se todos refletissem e não agissem como uma massa puxada por um imã, o mundo seria melhor. Pode-se pensar que se todos exercessem a razão o mundo teria mais desavenças, mas afirmo que não. A razão utilizada do modo correto não pode levar á resultados diferentes um mesmo questionamento. É matemático, racional, obvio. Pensar é uma atividade tão antiga, mas tão pouco usada até hoje.
A historia relata vários sábios. Sócrates na Grécia antiga já sabia o que muitos hoje sequer imaginam. Em um mundo onde a ciência tem mais espaço que a filosofia, as pessoas não debitam mais credibilidade nessa segunda disciplina. Esquecem que a ciência deriva da filosofia, pois é esta que questiona, é esta que é o motor inicial da ciência que se baseia no caminho para encontrar as respostas.
Voltando para mim mesma, o que espero para como objetivo principal para minha vida não é conseguir objetos de valor materialmente, isso é secundário, é consequencia. Quando chegar a uma idade avançada quero ler o que já escrevi – e talvez até rir do que pensava aos meus 20 anos – mas, acima de tudo, quero chegar á velhice e ficar satisfeita com o que eu fui em minha vida e não com o que eu consegui. Não almejo nada mais que uma construção pessoal bem sucedida. Pensar que fui um bom ser humano. E isso não é ser bobo, é apenas lutar por aquilo que você acredita. Cada um tem suas ambições pode ser casa, carros, fama, dinheiro, se casar, ser presidente, não importa, Cada um tem a sua. E o que eu mesma espero de mim é poder chegar além de onde eu jamais pensei que chegaria, rompendo os meus próprios limites.
Eu quero ser um sábio, mas é pretensão se considerar dono da verdade. Portanto, sábio, pra mim, é ter seus próprios princípios e agir de acordo com eles. Mas, antes de tudo, não esquecer que o mundo não é feito só de você, que seus princípios têm que dar espaço para o outro.
Eu posso ter sido uma criança que cresceu acreditando que no mundo tudo era bonito. Mas não quero deixar a minha inocência – ou até ingenuidade. Quero acreditar que a esperança existe e que ela vale a pena. Se para continuar acreditando nisso for necessario, que eu seja uma eterna criança então. Mas não vou deixar de acreditar que meu mundo pode ser diferente.
Minha perspectiva de vida é esta. Viver de acordo com a forma que julguei ser a melhor, me construindo como ser humano e acreditando que eu não preciso ser o que os outros determinam. Quero apenas viver a minha vida, realizando pequenos objetivos alem deste fundamental e aproveitando a minha família e se possível fazendo deles pessoas também melhores. Enfim, além de tudo feliz!
O resultado só vem no fim da vida. Mas o interessante é a jornada e o que aprendemos nela.
Será que um dia vou olhar pra traz e pensar que consegui ser aquilo que planejei?
I think so.
- Individuo melhor não no sentido de superior ao outro, mas de superior áquilo que o ser humano, ou que a si mesmo, é capaz de ser.
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