27 junho 2011

Sobre livros e eu


Um dos livros mais legais que já li (e estou lendo ainda) é Comer rezar amar. As vezes ele tem umas partes chatas e maçantes mas no todo o livro traz conhecimentos legais. Elizabeth Guilbert, autora e protagonista conta sobre o ano de sua vida que ela decide largar tudo e viajar. Não, ela não foi conhecer o mundo, ela foi se conhecer, se encontrar. Depois de chegar ao seu limite, enfrentar um divorcio complicado, perder todo o seu dinheiro, e passar por uma depressão profunda, ela resolve buscar a si mesma.
Eu adimiro muito essa mulher, pela coragem que ela teve de buscar aquilo que necessitava. Muitas pessoas passam a vida inteira reclamando da vida mas não fazem nada pra mudar algo, ou pelo menos se mudar. Me identifico muito com ela, pois uma coisa que sempre busco é auto conhecimento. É saber o que eu quero, saber o que eu gosto, ter minhas virtudes e reconhecer meus defeitos. O que me ajuda muito nessa busca interna é meu blog( e quando você esta bem consigo mesma, capaz de desfrutar melhor as coisas simples da vida com mais intensidade). Enfim, adoro escrever porque assim eu organizo as idéias, defino melhor o que sou e o que quero, mas não me limito porque nunca me impedirei de mudar.
Durante a leitura do livro da pra ver a transformação interna da autora/personagem. E acho que no meu blog também se pode ver isso sobre mim. Vejo o quanto mudei, o quanto amadureci. Acho que gosto tanto da Elizabeth por causa da capacidade dela de abrir mão de tudo e buscar a si. Em um momento de sua vida, ela optou por ela mesma. Eu acho que se todos seres humanos cuidassem de si mesmos internamente o mundo estaria menos doente. Como já dizia Rousseau “ as doenças tem suas causas no social” o que eu concordo. E quando cuidamos de nós mesmo e mais difícil as outras pessoas nos deixar doentes.
Eu lembro que hás uns 3 anos atrás o quanto eu era estressada. Qualquer coisa me desestabilizava, vivia em dilemas ( isso pode ser notado até mesmo através do blog). Hoje eu me sinto mais calma, mas difícil algo me deixar preocupada por muito tempo. Esse ano que me sinto bem mais plena. Sinto que minha vida está tão boa! Mas é que eu fui cuidando de mim... e agora o que se tem a fazer não é descuidar, e sim continuar tratando para não esmorecer. Não sou imune a nenhum sofrimento, sinto-me apenas mais fortes.

Em alguns trechos do livro eu me deparei com fatos que eu já sabia. Isso é, coisas que eu já tinha aprendido e tinha aquela idéia comigo. Por isso que me identifico com  obra. Elizabeth aborda esses temas de forma simples talvez pra mim que já o entenda

Vou transcrever um trecho aqui que achei legal:

“A Felicidade é conseqüência de um esforço pessoal. Você luta por ela, faz força para obte-la, insiste nela, e algumas vezes viaja o mundo á sua procura. E, uma vez alcançando um estado de felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano sempre nadando contra a corrente rumo a essa felicidade, para permanecer flutuando em cima dela. Se não fizer isso, seu contentamento interno irá se esvair.”

Essa é uma das partes do livro que me identifiquei. Essa é uma das verdades que eu já acreditava antes mesmo de ler sobre isso.
Com a leitura do livro você aprende com Elizabeth enquanto ela aprende.

È muito bom ver essa transformação que faz uma pessoa crescer. E ao invés de falar que o destino é cruel, ou que você não tem sorte, porque não faz uma analise sobre você?

22 junho 2011

Livros lidos 2011

Esse ano um assunto que quase não falei foi de LIVROS. No total eu já li 5 livros até agora, o que dá uma media de um livro por mês. E ainda assim tenho alguns outros pra concluir. Eu sei que não tenho sido uma boa leitora como eu era, mas tenho feito o que posso. As leituras mais difíceis  - aqueles livros que tem mais informações pra digerir – eu prefiro faze-la em paz, deitada na minha cama, no silencio do meu quarto. Outros livros mais fáceis, com leitura fluida, eu leio em qualquer lugar a qualquer momento. E sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo (cada momento tenho vontade de ler um). Enfim, eu prezo mais a qualidade do que a quantidade então eu sou lenta pra ler. Enquanto uma pessoa demora dois minutos pra ler uma página eu demoro três. Odeio mastigar as frases e pular palavras.
Por também não ter escrito o post dos livros assim que terminei de lê-los vou falar sobre eles todos em um post só.

1)      A insustentável leveza do ser

Esse livro foi o único que escrevi sobre, neste ano. Você pode conferir aqui.

2)      O monge e o Executivo
Autor: James C. Hunter

Livro de leitura bem simples e de fácil entendimento, mas é também denso e cheio de informações importantes. A simplicidade está na forma com que a informação é exposta ao leitor. O tema é bem cotidiano de situações que vivemos no dia a dia, no trabalho, em casa, com a família, com os amigos. Mas nem sempre são todos que param pra pensar no assunto.
A obra vem com um propósito de despertar as pessoas pra essas situações.
Pode ser aplicado, principalmente, na área empresarial, já que traz definições importantes pra essa área. Porém esses conceitos e informações surgem de forma “mastigada”, já pronta pelo autor. O livro não lida com metáforas que nos faz parar para uma reflexão interna  - e sozinhos conosco mesmos – mas sim com conceitos previamente definidos. É claro que o leitor questionador saberá aproveitar bem mais do que apenas os conceitos apresentados pelo autor.

3)      A construção do Direito do Consumidor
Autor: Marcelo Gomes Sodré.

Esse livro tive que lê-lo pra faculdade. Pensei que fosse bem teórico, mas pelo contrario, a leitura e bem fluida. A obra me proporcionou uma visão ampla sobre o Direito do Consumidor, desde o seu inicio. O autor começou relatando sobre as transformações sociais que proporcionaram o surgimento de um mercado de consumo e, por conseqüência, o aumento da quantidade dos produtos vendidos. Assim, houve então o surgimento desse ramo do Direito que cuida dos Consumidores, uma vez que ele se tornou extremamente necessário para regular as relações humanas de consumo. Além disso, o autor fala sobre o Direito do Consumidor em diversos paises e quais os fatores que contribuíram para seu surgimento e quais as características desse direito para cada região.
Em outra parte da obra, aborda aspectos jurídicos desse ramo do Direito, falando desde os aspectos Constitucionais até outras leis infra-constitucionais.

4)      Ágape
Autor: Padre Marcelo Rossi

Esse livro eu ganhei de uma amiga, quando fui visitar em São Paulo. De leitura bem simples, o livro abrange todo o tipo de leitor, desde o inexperiente até o leitor mais compulsivo. Creio que Padre Marcelo escreveu com esse intuito mesmo, direcionado pra qualquer tipo de publico que queira buscar a palavra de Deus.
No inicio de cada capitulo há uma passagem bíblica, e em seguida o comentário do Padre sobre aquele assunto. Ele relaciona o trecho citado com situações cotidianas nos nossos dias, e leva uma mensagem ao leitor de como se posicionar diante das circunstancias adversas.
É bem legal, durante a leitura dá uma paz e confiança de que está tudo bem. Gostava sempre de lê-lo um pouquinho antes de dormir.

5)      Elementos do Direito Constitucional
Autor: Michel Temer

Mais um livro que li em função da faculdade. Essa foi uma obra que me ajudou muito esse semestre na matéria de Constitucional. Aprendi sobre a estrutura de Estado do governo brasileiro e suas funções. As divisões dos poderes em Legislativo, Executivo, Judiciário, assim como também a sua estruturação interna.
A leitura desse livro me agregou muito no aprendizado sobre o Direito e sua estrutura. Não basta saber leis, é necessário saber como elas funcionam, qual seu processo de criação e porque foram criadas daquela forma. Acho uma ótima leitura pra compreender como funciona a “maquina do Estado” por dentro além de fornecer uma excelente noção de política.
Acho que nosso vice presidente, Michel Temer, foi muito feliz ao elaborar essa obra. Na carreira política não sei, mas para estudantes de Direito (e não somente a estes) ele foi elementar com essa obra!

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17 junho 2011

Homens x Mulheres

as: só de aviso: nao, nenhum homem me decepcionou para me motivar a escrever esse post. Eu apenas observei o ser humano.
Vejo, penso, logo concluo.

É, alem de estranha eu pareço revoltada. Mas uma coisa que me revolta mesmo é o ser humano, principalmente do sexo masculino, e a visão deles sobre as mulheres. (lembrando aqui que eu não generalizo nada do que eu digo, o que eu falar, vou me referir a um tipo de pessoa).
Homem na verdade se acha. E acredita, indubitavelmente, que mulher morre por causa deles (algumas sim, apenas algumas!).Lembrando aqui que existem vários tipos de homens e vários tipos de mulheres. Mas agora falo pelo tipo de mulher na qual me encaixo...
Vamos aos fatos.Homem não respeita mais mulher. As pessoas andam muito sem consideração umas com as outras. Homem acha que só porque tem um carrinho, um empreguinho, um cartãozinho pode pegar quem e quantas ele quer (me segurando pra não xingar). Primeiro eles SEMPRE falam as mesmas coisas (meninos, por favor, mudem o “leros”):

Coisas toscas que homens tocos falam:

1)      “Nossa como você é bonita”; menos de duas frases depois: “é serio você e muito linda!”;  ou ate alguns mais ousados “nossa não me olha assim” ( assim como porra?); a mais comundo de todas: “o seu sorriso é muito bonito” ( só pra constar, eu uso aparelho, então valeu pelo sorriso bonito ¬¬ por acaso isso é algum fetiche masculino, meninas que usam aparelho?); também é muito comum nossa seu olhar é muito legal/ seus olhos são bonitos/você e muito inteligente blablablablabla.....

Garotos, homens, seja lá o que for. Não da pra ser mais criativo? Como por exemplo, “como seu cotovelo é macio” ( pelo menos essa eu nunca ouvi hhahaa). Esses elogios batidos toda mulher já cansou de ouvir, e um homem pra conquistar uma mulher não precisa elogiar não, acho melhor investir nas suas próprias qualidades pra demonstrar que é uma pessoa legal. Esse tipo de papinho só funciona com mulher sem auto-estima que precisa que a todo o momento alguém lhe faça um elogio.

2)Se você é o tipo de homem que acredita que toda mulher só pensa em dinheiro e que seleciona aqueles que tem/ ou que demonstra ter o cartão de credito mais gordos, eu sinto em te dizer que: VOCE NÃO SABE NADA SOBRE MULHERES. Tudo bem, eu confesso que existe mulher assim, mas todas??, Desculpa moço, mas essa não cola com o geral.

A classe masculina até hoje não entendeu que mulher nos dias atuais está bem mais independente do que a geração de nossas mães. Portanto meu bem, não precisamos de vocês como provedores financeiros. Atualmente a mulher estuda, trabalha, paga suas próprias contas, e ganha muito mais do que muitos homens por aí. Mas se o homem procura aquelas bonitinhas, burrinhas , bobinhas, indecentezinhas e que mais parecem uma vitrine do que uma mulher de tanta maquiagem e roupa com decote que usam, então prepare seu cartão de credito, pois é só mulher interesseira que irão encontrar.

Enfim, mulher de hoje não depende de ninguém mais. E aquele que ainda não se tocou de tudo isso que eu disse, sinto muito irmão, mas você esta fora da lista das MULHERES DE VERDADE.

Uma MULHER DE VERDADE, procura um HOMEM DE VERDADE.

A estranha

Eu já disse que me sinto estranha. As vezes eu acho, sinceramente, que eu sou de outro mundo e vim aqui na Terra fazer algum trabalho de campo para descobrir como essas pessoas vivem. O mundo me parece muito estranho, aí me pergunto “sou eu ou são eles os estranhos?” Enfim, não interessa quem é o estranho, apenas sei que ás vezes me sinto diferente de todos. Só peço uma coisa: se não puder me compreender/entender, pelo menos me respeite. Sim, sou estranha, me deixe estranha então (na minha). Eu me sinto bem assim, oras! E afinal, to incomodando alguém sendo como sou? Mania das pessoas acharem que eu devo ser igual, e fazer tudo igual a elas... até onde eu saiba eu não faço nada pra prejudicar ninguém. Portanto, me deixa viver do meu jeito.

Como eu gosto.

Muito agradecida.