“É preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação”.
Elizabeth Guilbert
Gostei bastante desse livro. O leitor habitual conhece bem aquela sensação de “se tornar amigo do personagem”. A Liz é como se fosse uma amiga minha, na qual eu partilhei historias e ocasiões de sua vida. Vou sentir saudades dela ( mas o legal é que tem outros livros que ela continuou escrevendo sobre sua vida.
Enfim, eu já disse que a admiro. Mesmo ela perdendo tudo, resolveu ir atrás de si, descobrir aquilo que queria de verdade para sua vida. E o legal é que ela conseguiu. Claro, ela não chegou a um nível de estabilidade para o resto da vida, mas ela aprendeu lidar com tudo.
Muitos a criticaram. Todos achavam que ela tinha a vida perfeita, um bom marido, um bom emprego, uma boa casa e agora so faltava os filhos. Mas não era isso que ela queria. Mesmo aos 33 anos de idade ela não se sentia preparada para ser mãe e viver “presa” a um casamento. Então ela fez aquilo que ela sentia necessidade.Muitas pessoas passam a vida inteira reclamando, falando o quanto sua vida é ruim e da má sorte que tem. Essas pessoas se escondem atrás da própria decepção e esperam que as outras pessoas façam algo por ela. Mas eu tenho a ideia de que se você quiser que algo mude, comece fazendo alguma coisa. Qualquer coisa. Concordo com Sartre na parte que ele diz que somos responsáveis por nossos atos e escolhas. E só o fato de não escolher e deixar que o acaso escolha por si, já é uma escolha. Não tem como nos livrar da responsabilidade. É claro que há coisas que não temos o controle, como por exemplo a morte, entre outros fenômenos naturais. Mas temos sim, o controle sobre como nós somos. E a Liz acreditou que ela poderia ser como ela queria. Ela queria ser feliz, se sentir plena.
Durante a historia dá pra notar bastante o amadurecimento da personagem. A primeira parte ela vai para a Itália, descobre o prazer de comer sem culpa. Aprende o italiano, visita vários lugares. Na segunda parte ela vai para Índia e passa 4 meses em um templo indiano praticando yoga e buscando a paz interior. Lá ela conhece Richard do Texas que a ensina muitas coisas. Uma pessoa já de idade e vivida, que já cometeu muitas burradas na vida e tenta ensinar Liz. Ele a instiga! As vezes deixa ela nervosa, mas ela acaba aprendendo...
Enfim, a ultima parte Liz vai para Indonésia. Lá passa mais 4 meses com um guru e uma curandeira, além de se apaixonar por um brasileiro mais velho: Felipe! Educado, culto e vivido.
Sobre o filme.
Logo em seguida de terminar a leitura do livro, assisti ao filme. Gostei muito! Acho que por ter lido o livro eu compreendi a essência do filme. Eu revi todo o livro, só que agora em imagens. Não gostei do filme na parte da Indonésia. O Diretor mudou muitas coisas para ficar um longa que agradasse ao publico hollywoodiano.
Enfim, essa é uma leitura e um filme que indico para ver. Fica a dica.
Os: achei que essa “resenha” ficou bem fraca em vista das resenhas que costumo fazer sobre os livros que leio. Mas, ela saiu assim...
Um comentário:
Gostei da sua resenha viu. Eu não gosto de livros com cunho religioso mas pelo que você escreveu é mais sobre a personagem fazendo mudanças na vida pessoal do que religião em si.
Mesmo assim acho que não é o meu tipo de livro, mas a resenha ficou legal.
Também achei interessante a parte que você falou das escolhas por causa da relação que tem com o poema que você postou aqui antes.
Interessante =)
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