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Não é que certas pessoas não tenham historias de vida para contar, elas apenas tem memória sentimental curta.
Joice
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Há tempos eu tenho vontade de sentar pra escrever, mas as vezes dá preguiça. Tem muita coisa na minha cabeça querendo sair daqui pra se materializar em palavras e formar frases, conjunções e por fim, textos. As vezes abro a pagina em branco, mas as palavrinhas não escorregam para o dedo. Ai fico olhando a folha branca. Ela diz: “ qual é, vai ficar só me olhando? Eu to doida pra ser escrita”. Mas nem sempre sai, mesmo que as palavras ficam rodando aqui pela minha cabecinha.
Eu posto todos os dias mentalmente no blog. Sempre quando ando na rua ando pensando em algo, chegando a algumas conclusões. A maior parte do tempo eu penso o como sou feliz. Eu não tenho tudo que quero, nem sempre a vida é fácil comigo, mas eu me sinto bem, e isso é o importante. As vezes eu me preocupo só porque não tenho nada pra me preocupar. Nesse momento estou de férias, não tenho que estudar, apenas pensar no que vou comer mais tarde, e preocupar em não me atrasar para o estagio, que também é tranqüilo.
O que eu digo é que o ser humano tem a tendência de se preocupar e de se sentir insatisfeito mesmo quando não tem motivos. Então eu me policio muito nesse aspecto. Passamos a maior parte do tempo querendo ficar livre dos problemas e quando estamos livres dele, sentimo-nos insatisfeito. Justamente por não ter nada a que se preocupar. Então fazemos dos pequenos e fáceis problemas uma coisa bem maior do que realmente é. Isso dificulta nossa vida e a relação com as outras pessoas.
Aristóteles já falou algo sofre a felicidade. A maioria das pessoas a vê como sendo o ponto a se chegar e nunca como o caminho. Mas se um dia chegarmos a um ponto e dizer “hoje eu sou feliz porque conquistei tudo que queria na vida”, com certeza esta pessoa estará mentindo. Se chegar um dia que o ser humano disser “ agora não tem mais nada que eu possa querer, tenho tudo” essa pessoa morreu. Vivemos instigados a produzir e a buscar ( tudo bem que algumas pessoas apenas sobrevivem) e isso que nos mantem vivos.
Enfim, a felicidade não estará lá quando você conseguir tudo o que quis. Está em cada conquista cotidiana, a cada passo. Pode ser que eu queira caminhar 100 km, mas a cada km andado é um conquistado.
Por isso que quando eu ando pela rua, com os foninhos no ouvido escutando minhas musicas e sentindo o vento no rosto, eu percebo o quanto sou feliz. Foi mais um dia vivido e realizado. Mais um dia que me deixou mais perto de alguns objetivos. Eu era uma pessoa que vivia muito para o futuro, num ritmo bem acelerado, desejando que o tempo passasse logo para eu conseguir realizar meus planos. Mas o tempo só se fazia passar mais devagar ainda e provocar uma agonia. Então eu parei, e agora vivo cada dia, com cada prazer que ele me proporciona. E de repente, você repara o quanto o tempo andou rápido, e você conseguiu muitas coisas!
Depois que passei a viver assim, a vida pareceu tão mais prazerosa!
A ideia de viver Cape Diem não é viver como se não houvesse amanha (sem pensar nas conseqüências ou traçar planos), mas como se o momento de agora fosse tão importante que a realização de todos os planos.
Um comentário:
Poxa, bem legal seu texto viu! É assim que eu vivo também, aproveitando tudo que posso sem me preocupar demais com as coisas.
Fico contente que esta nova maneira de ver as coisas esteja lhe fazendo bem.
Um grande abraço e Carpe Diem!!!
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