Confesso que eu mesma muitas vezes sou apressada e não dou muita conversas para as pessoas que estão do meu lado, seja no ônibus, em uma fila, e outros lugares públicos. As pessoas que conversam com desconhecidos, ao menos uma vez na vida e durante por alguns míseros minutos o assunto é sempre reclamar. Reclamar dos políticos, reclamar da demora do ônibus, reclamar falta de dinheiro, reclamar de crianças mal educadas que passam nos atropelando, reclamar de fumantes, reclamar de motoristas apressados que acabam por fazer bobagem no trânsito. Sempre o mesmo: reclamar.
Em um domingo, que parecia normal até eu começar a reparar nas pessoas que estavam ao meu lado (coisa que faz toda a diferença para qualquer dia) percebi que não só possuo uma vida mas também existe muitas outras pessoas em suas vidinhas pacatas que só ficam pra cima e pra baixo cumprindo suas obrigações e assim então vivendo.
Eu, ali em um supermercado, onde vários tipos de pessoas transitavam em um regrado espaço, esforçando-se para fazer suas compras em um curto tempo afim de chegar em casa logo. Mas não foi a toa que tudo isto começou a me chamar a atenção. Eu, desde pequena parava para observar as pessoas, tentando descobrir o que se passava com aquelas vidas pelo menos naquele instante. Mas eu ali distraída, na fila de um supermercado voltei a realidade quando minha mãe me pediu para buscar duas cartelas de ovos que estavam em uma banca a uma distancia razoável. Quando já estava em movimento escutei a voz de um senhor que nunca tinha visto antes, e ele dizia “olha se não há nenhum ovo quebrado”. Eu me virei e olhei para ele me certificando que não conhecia realmente aquele senhor alto com óculos redondos de aro e com as lentes escuras, então disse a ele somente “está bem” e segui em frente. Minha mãe permaneceu na fila e assim deu inicio a uma conversa com este senhor. Me dirigi a banca olhei os ovos cuidadosamente e voltei a companhia de minha mãe com as cartelas na mão. O senhor que estava atrás de nós na fila pegou as cartelas da minha mão e as virou de cabeça para baixo e me disse “Você tem que ver se não está sujo no fundo. Se não estiver é porque não há ovos quebrados”. Na hora eu só pensei “que velho mandão” mas não continuei ali, me retirei e fui olhar outras coisas no supermercado.
Quando voltei, junto com minha irmã o mesmo senhor disse a mim “estava aqui falando com sua mãe o tanto que você e sua irmã esconde a idade” dei apenas um sorriso, pois sei que aparento ser mais nova do que realmente sou. Então ele completou: “achei que você tinha quatorze anos e sua irmã uns dezessete”. Eu disse: “não, eu tenho dezessete e minha irmã 21”. Não me espanta as pessoas não acreditarem na minha idade pois eu realmente tenho cara de novinha. Então aquele senhor me perguntou: “quantos anos você acha que eu tenho?” respondi que não fazia a mínima idéia e tabém muito menos minha mãe soube responder.
Ele era um senhor de idade, mas bem conservado e com boa saúde, no entanto se notava nitidamente que era um homem vivido, culto e com experiência. Minha irmã que estava quieta até então se manifestou “acho que conheço o senhor de algum lugar” ele curioso perguntou de onde, ela no entanto não soube responder. “Não sei, o senhor é escritor?”
- Sou sim, escrevo contos de humor negro – respondeu aquele senhor surpreso- Você é psicóloga?- perguntou ele apontando para o símbolo da psicologia gravado na blusa da minha irmã
- Sou quase uma, ainda vou formar- respondeu ela.
- Ah, vou te mandar um conto que escrevi que todo psicólogo gosta dele. São sobre coisa que acontece no nosso dia a dia mesmo.
Então ela passou o seu telefone para ele e eu perguntei-lhe o nome
- Luiz – ele me respondeu.
Durante este tempo em que conversamos a fila já havia andado e minha mãe comprado a carne. Estávamos indo embora, depois de despedir. Indo mais uma vez entrar em nossas vidinhas no qual nem sempre sobra tempo para os outras pessoas que são reais e vivem ao nosso lado do que dirá as que são criações de escritores que abdicam um pouco de seu tempo para criar e estas “vidas”no qual ficam abandonadas a espera de que alguém abra seu livro e participe de sua estória.
Então quando eu já estava indo embora escuto a voz novamente daquele senhor atrás de mim, e eu me virei para escutar o que ele tinha a me dizer.
- A propósito... faço 70 anos este ano.

Bom gente tá aí mais um conto meu.
Por enquanto eu ainda não escrevo nada muito grande, por falta de tempo de idéias, mas onde quer que eu esteja quando vem uma idéia já estou escrevendo.
Sei que algum dia vocês ainda verá meu nome na capa de um livro!
Mas por enquanto fica aqui só meu contos mesmo.
Como sempre espero que gostem
Esse conto foi só mais um fruto da minha observação do cotidiano
BY:JOICINHA
4 comentários:
Muito legla seu conto!
Continue sempre assim!!!
bjo
Nossa, muito interessante sua crônica(e não conto).
Você tem boas idéias a escrever.
Esses detalhes do cotidiano são interessantes de ler.
Bjs.
Então. Quero ler mais crônicas suas ein.
E só pra lembrar. Na crônica, geralmente, se apresentam temas do cotidiano, sejam fictícios ou reais.
O conto é diferente um pouco.
Mas eu também me confundo muitas vezes à identificar contos e crônicas.
De qualquer forma, muito bom!!!
hauhauah
sei la o q é conto ou crônica
hsuahsuahuh
depois me explica direitinho a diferença
hauahu
valeu pelo coments
sei la mas tudo q eu escrevo acho que não esta bom
hauah bjos
JOICINHA
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