26 novembro 2008

Aprender com os bons e com os ruins.


Joice: aquela que é intrinsecamente feita de estremos, e que preocupa-se sempre com o meio termo.

Eu vivo a cada dia repensando meus atos e atos de pessoas desde aquelas perto de mim até aquelas que não tenho muito contato. Não, eu não as julgo. Só penso no comportamento de tais e tento entender os motivos de cada um. Vejo algumas sofrendo e percebo que determinados sofrimentos são infundados. Uma pena que o sofrimento varie em cada ser humano. Sempre digo “ o motivo do qual uma pessoa sofre, pode não fazer outra sofrer”. O sofrimento varia porque nós temos diferenças; temos vidas diferentes, passamos por experiências diferentes, e pensamentos diferentes...
Pensando por esse lado, não seria uma pena as pessoas sofrer de forma diferente. Pena seria se todos fossem iguais. Só que também não acho justo umas pessoas sofrerem mais que as outras. Aí já entra um outro pensamento meu beeem antigo “ sofrer e ser feliz é opção”. Impossível ficar imune ao que te faz sofrer ( até porque isso seria um impedimento de aprender, pois é através dessas ocasiões que aprendemos.). Não posso impedir o que as pessoas faz comigo, menos ainda me manter inatingível por atos alheios, mas eu tenho a opção de escolher sofrer por aquilo ou não. Eu tenho a opção de querer estar bem comigo mesmo apesar do mundo sendo como é. Aprendo com as pessoas ( coisas boas e coisas ruins) então também aprendo com a felicidade. Certa vez, em uma viagem, não me lembro de estar tão feliz como estava. Aprendi com a felicidade, com a liberdade. Aprendizado e sentimento puro. Em hora alguma eu pensei “ aproveite esse momento porque ele vai acabar”. Eu sabia que minha vida poderia ser assim sempre que eu quisesse. Ser feliz também e uma questão de opção.

Mesmo com as chateações que passo, sou feliz, porque eu me cuido. Sou a médica do meu ego e essa função cabe apenas a mim mesma. Não há ninguém mais capaz de curar o meu interior a não ser eu própria. Por isso, o sofrimento é questão de escolha.
Uma vez eu estava triste e pensei “ eu tenho tantos motivos pra estar alegre e outras pessoas tem muito mais motivos que eu de estar triste”. Senti-me como se não tivesse o direito de alguma vez ficar triste, mas me passou outro pensamento na cabeça “ eu tenho o direito de estar triste, só não tenho o direito de ficar por muito tempo.” Guardo isso comigo até hoje.

Teve uma época que eu não gostava de usar a palavra sofrimento- e ainda não gosto- porque na minha concepção, sofrer tem uma conotação pesada. Muito pensada pra as (simples) chateações que passo. Acho que sofrer tem o significado de muito peso pra aquilo que passo na vida, ou o que outra pessoa pode ter passado. Mas por falta de outra palavra que transmita o mesmo significado, sou obrigada a usar essa.

Assim se constrói meus dias. A vida vai passando e eu aprendendo. Algumas das minhas filosofias de vida ás vezes caem por terra, mas outra nova vem para ocupar o lugar da que se foi. Certa vez dois de meus princípios entraram em choque: e eu não sabia qual deles seguir. Fiquei muito confusa durante algum tempo, mas percebi que de um deles eu teria que me abdicar.
Então aprendi novamente, aprendi não levar a vida com regras. Quando um dos meus princípios não mais valer, reformo-o ou descarto. O que não vale e levar a vida preso. Muito menos se moldar em função das pessoas.

Eu percebo que cada época e cada dia é uma vivencia nova, é um aprendizado novo. Assim como se tem a infância juventude e a velhice. Em cada época aprendemos/pensamos coisas diferentes.
E não é contraditório, são apenas aprendizados.


Joice. ಜೋಇಚೆ

Um comentário:

Anônimo disse...

Gosto dos seus textos.
Bela reflexão =)