“Suponhamos, pois, que a mente é, como dissemos, um papel branco, desprovida de todos os caracteres, sem quaisquer idéias; como ela será suprida? De onde lhe provém este vasto estoque, que a ativa e que a ilimitada fantasia do homem pintou nela com uma variedade quase infinita? De onde apreende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra: da experiência. Todo o nosso conhecimento está nela fundado, e dela deriva fundamentalmente o próprio conhecimento.”
Assim diz Locke em sua teoria, que também faz referencia á Tabula rasa. Então, tudo o que somos hoje, tudo o que a sociedade é, foi imposto, ou melhor, gravado em nossas mentes. A sociedade impõe limite a nós e isso é um meio de controle social. Por isso que não concordo com a coercitividade da sociedade, pois ela restringe os indivíduos. Mas, isso não é algo fácil de desvencilhar. Nascemos e crescemos inseridos neste contexto, e muitas vezes nós mesmos nos vemos praticando um ato coercitivo; como eu disse, por mais que se queria ser livre e deixar os outros l
ivres ainda há amarras, pois a sociedade só existe devido essas amarras que a deixa coesa. - Mas eu não afirmo aqui que todo individuo deva ter o direito de sair fazendo o que quer, até porque isso levaria ao caos. O que critico é a coerção moral que a sociedade faz quando fugimos de certos arquétipos que ela prega e que deveríamos seguir. (Mas porque eu devo fazer isso? Só porque acham certo? E quem garante que o seu certo é o meu certo?).
Enfim, só tento não mostrar o meu eu no outro, ou seja, julgar, apesar de nunca fazer isso é impossível. Porém, me dedico ao máximo para não o fazer - vamos tentar respeitar a diversidade cultural.
Acho que é por isso que odeio o preconceito, xenofobismo, etnocentrismo, porque é dentro dessas perspectivas que conseguimos ver apenas o “nós” ou o “eu”, e onde entra o outro? Se eu posso, se estou certa, porque o outro também não? Como já disse, é difícil e complicado ser neutro. Apesar de tentar, sempre deparo com ações minhas das quais demonstram claramente que não concordo com o outro. Contudo não me acho no direito de punir de forma coercitiva o individuo (como no caso da estudante da Unibam). Posso não concordar, mas não vou ridiculariza-lo para seguir o padrão social “normal”. Uma coisa que não concordo mesmo, é o preconceito; ele trava as idéias e fecha a mente, deixando o individuo restrito (e ainda é possível ver pessoas com estudo e muito preconceituosas... uma pena).
Há também pessoas dominadas socialmente e segue estritamente o que a sociedade prega. Um rapaz novo não pode namorar uma cinquentona, por exemplo. Esses fatos coercitivos me deixam irritada. Ninguém precisa seguir o que todo mundo prega – aliás isso pra mim é fraqueza de muitos que não enfrentam a sociedade para pensar do seu próprio modo. Creio que o individuo, cada um de nós, pode ser livre para ser o que quiser, e não é direito nem meu, nem seu, de questiona-lo.
ps: nesse post parece q eu critico a forma de pensar das pessoas, não aceitando o que cada um pensa ( como por exemplo, se todos tem o direito de pensar como quiserem, então podem terem preconceito). Lembrando que eu critico quem não pensa – aqueles que seguem as massas – e não os pensamentos. Quanto ao preconceito, isso eu critico sim, pois é um fato que prejudica ainda mais os indivíduos, tanto os que atingem quanto aos que são atingidos.
Punf!!! Mais uma vez eu sinto como se não conseguisse me expressar direito, mas eu escrevo é pra mim...
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