08 fevereiro 2010

Anjinho, o começo

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Havia uma menina, deitada em sua cama em plena vigília do sono. Um barulho parecido com algo se rachando a fez aguçar mais os ouvidos... um pouco presa ainda ao sono, ela preparou seus ouvidos para descobrir a origem do barulho. Primeiro houve só silencio... depois, sentiu uma camada de ar se deslocar por cima de si. Abriu os olhos só um pouquinho e conseguiu ver pequenos pontinhos coloridos e brilhantes caindo sobre si, como gotas fluorescentes. Assustada, abriu os olhos completamente. Olhou a sua volta. Viu uma pequena figurinha acima de sua cama, com um saco marrom de pano, pequenino, na mão. A figurinha, iluminada e pequena, se assustou e quase caiu do ar no chão. Houve novamente um “Crack” e o pequeno já havia desaparecido em um piscar de olhos. Por um instante, ainda continuou caindo pequenas gostas coloridas sobre a menina. Ela estendeu a mão sobre as cobertas e tentou pega-las. No instante em que os pequenos pontos tocavam suas mãos, eles aderiam-se a sua pele. Enquanto tocava os pontinhos coloridos, uma sensação de formigamento quente, mas não o bastante para queimar sua pele, invadia seus sentidos.

Em outras noites, a mesma menina fingia que dormia. Escutava o mesmo barulho, como se algo rachasse ao meio, e sentia a mesma sensação, acompanhada de paz e esperança que inundava todo o seu corpo. Não abria os olhos porque não queria assustar novamente a figura pequena, que lhe visitava. Gostava quando ele vinha. Sempre deixava uma sensação boa e no outro dia se sentia muito leve.

A menina descobriu que a pequena figura viria, vinha e sempre veio todas as noites. O primeiro dia que notou sua presença, foi o marco inicial da amizade que iria surgir e perdurar por longas datas.

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