26 abril 2010

O louco é pensar, o louco é ser.

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Eu acho que sou louca. Mas o que é loucura? O contrario do normal. Mas o que é normal? Um padrão.

Eu pareço certinha demais, mas não sigo o padrão da sociedade ( áquele que ela prega ao individuo para poder conte-lo). Eu faço aquilo que acho certo, só que de acordo com os meus pressupostos. E isso gera um problema: os meus pressupostos não é um padrão geral compartilhado por todos e isso às vezes me faz ir contra a sociedade. Contudo em alguns aspectos os meus pressupostos se equiparam ao da sociedade. Há aqueles opostos e aqueles equivalentes.

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Um exemplo de filosofia minha.

Concordo que os fins justificam os meios. CONTUDO, DEPENDE DO FIM. É justo fazer qualquer coisa – como, por exemplo, tirar de um para dar a outro – para um fim coletivo ou de boa intenção. Você pode roubar dos que tem muito pra dar aos que tem pouco. Daí a sociedade vem com o lema: Roubar é certo? Não – de acordo com ela. E eu digo. Roubar é certo... dependendo do fim.

E agora, to sendo certinha? Não de acordo com a sociedade, mas sim de acordo com o meu pressuposto.

Roube e mate, mas o que tornará isso justo ou não é o fim pelo qual você executou a ação.

Ps: não confunda esse post com nada relacionado a minha idéia de Direito, apenas com o que eu acredito ser certo de acordo com meus pressupostos.

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Um esclarecimento necessário

Enfim, eu sigo aquilo que eu acredito ser certo – mas é claro que não deixarei isso influenciar em um julgamento, se eu me tornar uma juíza, já que estou fazendo um curso de Direito. Como juíza eu analisarei de acordo com a sociedade. Ou seja, onde o Direito se pauta: na sociedade( e não de acordo com que a Joice acha certo). Um juiz age em prol da sociedade e não deve confundir o seu eu com o profissional. Mas, na minha vida, as minhas atitudes serão realizadas de acordo com meus pressupostos.

Bom esse foi só um esclarecimento caso alguém confunda essa idéia da Joice com a idéia da Joice de Direito.

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Mas se cada um agir de acordo com o seu pressuposto a sociedade se tornaria um caos. Por isso a própria sociedade – agora falo como se essa fosse uma pessoa só – criou seu padrão. Tá não vou criticar tanto esse padrão. Mas quanto á minha vida, quando eu tiver de agir, vou agir de acordo com meu coração, de acordo com minhas filosofias. Não se deixar dominar é o que eu chamaria de autonomia. Mas ir contra a sociedade só pra dizer que não é dominado é burrice também. Não é possível escapar por completo da sociedade... nem é bom... porém deixar de fazer algo, ou fazer algo só em função dela que é minha critica.

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Que post mais inútil esse. Primeiro, quando sentei pra escrever não era pensando em nada disso que escrevi. Mas minha escrita é totalmente voluntária: eu sento e escrevo as palavras que vão vindo na minha cabeça, sem cortes, sem repressão. Se o que eu escrevo faz sentido ou não isso é outra historia... O maximo que faço é concertar os erros de português...

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Não sei porque escrevo, acho que é porque isso é terapia pra mim. A vida e tão complexa e tão relativa que tudo depende do ângulo que você vê. Por exemplo, quando uma corrente elétrica percorre uma espira, dependendo do sentido que você a observa as linhas de indução “mudam” de sentido. E porque muda? Não é a mesma corrente? A mesma espira? O diferente é a o ângulo que você vê.

Eu mesma conseguira derrubar minhas próprias filosofias apenas mudando o ângulo de vê-las. Então aquilo que é verdade passa a ser mentira.

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Por isso que aprendi: 1) Se questione sempre, mas aquilo que é necessário. O que não é, não destine tempo e energia para isso.

2) Saiba que, pelo menos se tratando de filosofia, você nunca chega a uma verdade eterna. Terá tempos que você vai precisar mudar sua visão. Mudar o óculos, como eu mesma diria.

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A vida nos impõe conflitos constantemente que nos faz repensar. E permanecer pensando sempre igual é um erro. Mude os óculos.

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Por isso que sempre, sempre e sempre, eu vou entrar em conflito comigo mesma – e com o mundo. E quer saber? Eu amo isso.

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No final das contas, todos nós somos loucos. A nosso modo.

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Quem não se aprofunda, não sabe a intensidade que é viver a vida.

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