01 julho 2010

Tudo em um balde só

Há muito tempo eu venho evitando postar no blog. Motivo? Estado psicológico. Enfim, eu tento o máximo me manter agradável perto das pessoas, não me sentir triste – até porque isso vai contra o que eu sou; Joice. Mas correr do blog, como se fosse errado “despejar” aqui meus sentimentos, não resolve o problema. Eu tenho aquela sensação de que incomodo as pessoas quando quero conversar. Acho que porque, normalmente ninguém (quase ninguém), presta atenção mesmo. É obvio, ninguém quer saber de problemas dos outros. Mas quando eu peço um amigo, não quero alguém pra ouvir problemas; quero alguém pra me fazer rir, mesmo que seja entre lagrimas. Rir das coisas mais idiotas é o que tem mais graça na vida.

Nos últimos dias, não estou gostado do que eu tenho sido. Minhas atitudes estão mudando, e passando a ser de acordo com as coisas que acontecem. Mas eu nunca esqueço – tento ao menos - de quem eu sou de verdade. E como eu já disse aqui (lembro-me de já ter escrito algo sobre) é como se uma camada de cicatrizes estivesse sobre minha pele, mas lá dentro, ainda existe a Joice. E eu me esforço a lembrar de quem eu realmente sou.

Me sentir fraca, quase a maior parte do tempo, não ajuda muito. Sempre cobrei de mim mesma um comportamento/pensamento forte.

Me falam que eu sou vitima demais. Ou toda vez que “reclamo” – e está ai o motivo de evitar postar no blog, é parecer que estou reclamando – me sinto culpada. Como se eu não tivesse direito de me sentir triste algum dia. Claro que, concordo, permanecer na tristeza é um erro. Mas estou buscando forças pra me erguer. Só fica um pouco mais difícil quando as pessoas continuam, incessantemente, te bombardeando. Justo aquelas que deveriam te ajudar.

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Talvez o meu defeito seja viver tudo intenso demais. Mas dá pra me aceitar do jeito que eu sou? Ou até quando vai me cobrar um comportamento que você quer? Sempre que é necessário eu mudo. Mas não posso mudar aquilo que acho que não devo mudar. E é por isso que não tenho gostado do que estou sendo. Por acabar sendo – antes de acordar - outra pessoa. Desculpa se frustro as pessoas – e principalmente aquelas que estão na base da minha vida, mas não posso continuar sendo assim. Não me peça pra ser aquilo que não sou, ou te dar aquilo que não posso te dar. Só pra te agradar? Mas o fato é que eu sou boba. Espírito de super herói. Então depois de um tempo você aprende que tem algumas coisas que não se pode mudar. O que não significa que você deve aceita-las também.

Correr dos problemas nunca resolveu nenhum deles. Por isso eu encaro de frente – tento ao menos - mesmo provocando muito “baque”. É que as pessoas não param para ouvir o que eu tenho a dizer. Já também não sinto a necessidade mais de buscar isso.

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Nos últimos dias anseio em apenas deitar na minha cama pra dormir e não preocupar com mais nada que não esteja fora dela.

Tem uma coisa, chamada futuro, que me amedronta. E eu preciso parar de pensar nele. Meu medo não é chegar lá e não ter conseguido encara-lo. O problema é o medo que eu tenho dele, que sei muito bem ser infundado. No fim das contas eu sinto que tudo vai dar certo. Mas ele tira meu sossego, e por isso me preocupo demais.

A vida é assim, a gente da umas erradas, se perde, sente como se estivesse se afogando. Mas não abro mão daquilo que eu tenho certeza.

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Acho que não peço muito. Me de, apenas, um sorriso?

E é isso... apenas seqüência de pensamentos/sentimentos expressos por palavras. Quanto ao fato de que, se faz sentido ou não, isso depende do meu leitor – se ele me analisa de acordo com seus próprios interesses.

No fundo eu não busco aprovação, mas apenas a ausência de recriminação.

Mas chegou àquela hora de eu me desmontar, e montar todas as pecinhas de novo. Trocar aquelas que estão enferrujadas, limpar outras, mudar algumas de lugar. É necessário fazer isso às vezes, se não quiser que seu próprio ser autônomo morra.

Um comentário:

Daniel Strauch disse...

Hey Joy, ficou bem legal o visual novo do blog! (Diferente do meu, que cada dia muda um pouco! :p)

Desculpe escrever tanto tempo depois, mas esse final de período tem exigido muito tempo para as coisas que negligenciei e pouco tempo para o que gosto de fazer!

Lembro que no dia desse post, você estava chateada... Espero que esteja tudo bem agora, não tenho te encontrado mais por aqui!

Quando precisar de alguém pra falar besteira e piadinhas e ao mesmo tempo te escutar, só falar! :p

Beijos!