30 maio 2011

... sobre a ausencia desse mes...

Hoje eu observei uma coisa legal. Eu vejo o equilíbrio em tudo; preto e branco; redondo quadrado ( pontas e sem pontas), dia e noite, morte e vida, alegria e tristeza e... sábado e domingo!
O sábado costuma ser mais agitado com mais animo, já o domingo dá aquela preguiça, vontade de não fazer nada e tédio. Ta aí mais uma constatação do equilíbrio. Fato que sempre segue comigo. Não que eu seja equilibrada, alias, pelo contrário, eu sempre pendo pra um lado (impossível chegar completamente ao equilíbrio). O que busco é algo mais “acertivo”*, mas nada de fixar nessa ideia por completo, afinal os erros é uma parte da vida e são muito importantes pro aprendizado (sim, antes eu fixava muito em uma única ideia e não permitia muitos erros próprios, mas essa é uma das partes que tenho mudado muito – eu me permito errar – desde que aprenda com os erros.)
Enfim, estava ausente nos últimos dias do blog. Não, não posso usar como justificativa a falta de tempo. Eu simplesmente não tinha nada o que “reclamar” – uma vez que o que me motiva mais a escrever é quando estou com algum dilema. É uma tentativa de auto resolver-se. Mas eu gosto de escrever também quando está tudo bem... registrar meus momentos bons.
Agora é uma época da minha vida muito boa na qual eu consigo me ver crescendo, aprendendo. Antes, eu notava o crescimento somente depois de ter aprendido algumas lições da vida – e das pessoas – agora, a cada dia que passa eu noto meu aprendizado.
Eu, enquanto Joice acredito que, o que uma pessoa tem de mais valioso é a capacidade de aprender – todos nós temos, mas poucos a usam.
Portanto, o sumiço está explicado. E também eu agora consigo aplicar muito mais o aprendizado na minha vida, sem precisar escrever pra assimilar as informações.

Com o blog eu faço uma coisa que muitas pessoas tem dificuldades de fazer. Falar o que é, e assinar isso. Escrevo e não nego o que escrevi, mas nunca esqueça que o que escrevo pode valer só para o momento – porque é motivado por algum sentimento dessa época – como também pode acompanhar a Joice em toda a vida. É, também todos mudam, e somos moldados a todos momentos pelas situações vividas.

Todo ser humano é como uma Constituição** – o próprio nome já diz de “constituir” aquilo do que é feito - nós temos “clausulas” imodificáveis que nos acompanham por toda a vida. Mas também temos partes modificáveis, moldadas pelo tempo, experiência; e para modificar essas partes, pode ser fácil ou difícil, depende do nível que está arraigado em você.

Dentre as coisas que sempre me acompanham – além dos livros – agora é a musica. Nos últimos dias mergulho de cabeça nelas tentando buscar significado em cada uma. Lembrando que, quem escreve algo, escreve com um significado; e quem lê interpreta de acordo consigo mesmo.

Ultimamente não sinto mais tanta vontade de escrever pra me entender (ou entender o mundo e as pessoas). Acho que agora estou madura o suficiente para ver o mundo sem uma surpresa a cada momento. Agora sim, me sinto mais acostumada com o mundo. Sem surpreender e tentar assimilar alguma informação.
A cada dia eu fico menos metódica (algo q eu considerava um defeito em mim). Parei de tentar entender tudo, porque simplesmente algumas coisas não tem motivos, ou se tem, não precisam ser entendido.

É aquela época de viver a vida sem roteiro. Viver mais, não pensar tanto e principalmente não se preocupar...
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Apenas coloque em pratica.
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*Acertivo= essa palavra não existe, mas segundo o sentido do qual a conotei é algo mais certo dentro da medida das hipóteses.
** Constituição: aqui eu fiz um paralelo com o Direito comparando o ser humano com a Constituição de um pais – ou seja aquela que define a forma de ser de um Estado.

3 comentários:

André Buitoni disse...

Parar pra tentar entender o mundo é muito interessante, mas infelizmente hoje em dia a gente tem tanta coisa pra fazer e tanta notícia e estudo pra se atualizar que na maioria das vezes a gente tem que viver nesse mundo mesmo sem entendê-lo.

Aliás a gente poderia passar a vida toda tentando entender o mundo apenas pra descobrir no final que não se chega a conclusão nenhuma. São muitas variáveis. Pessoas diferentes com realidades diferentes, tempos diferentes, interesses conflitantes e por aí a fora.

É claro que isso não significa que não devemos tentar entender o mundo. Acho apenas que não devemos nos frustrar

André Buitoni disse...

Ops fui fazer outra coisa e esqueci de terminar o comentário anterior. Apenas cliquei em postar comentário. Bom, acho que dá pra entender o que eu queria dizer. =)

Joicinha disse...

ahh o mundo nao da pra entender mesmo, ate pq existe varios fatores como vc disse... e acho q no minimo deveriamos nos entender um pouco. e se frustrar com o mundo é coisa de gente que nao conhece a si mesmo ^^