Quase um ano sem escrever. Eu poderia dar mil desculpas
falar que o ano foi muito corrido, cheio de dedicação e que não tive tempo.
Acho mais simples não inventar desculpas. A verdade é que quando se chega a
certa idade você simplesmente resolve “sair do papel” e ir pra vida. A pratica
é muito melhor que a teoria. Não sei se posso dizer que o problema dos filósofos
é ficar divagando demais, só na teoria. Pode ser que eles fiquem muito presos
ao papel, ou buscando uma definição concreta para o que pensam. Mas me pergunto
de que tudo isso adianta, se na vida tudo muda, e a mundo acontece em uma
velocidade alucinada que as vezes nem as mentes mais aptas conseguem acompanhar
o ritmo de tanta informação. Mas acho
que escrever não tem uma função de definir ou delimitar. A função é se
expressar de alguma maneira mesmo que as palavras possam limitar sentimentos, uma vez que muitos deles nem tem nome. Como
descrever um sentimento, quando não se tem palavras pra isso?
Então antes eu era uma garota que escrevia pra entender, pra
organizar os pensamentos. Antes me preparava, e então, esse ano, sai do papel,
fui pra vida. Senti mais do que li ou escrevi. E experiência te ensina bem mais
do que somente estudar a teoria da vida.
Nos primeiros anos de vida os pais tentam passar para os filhos como é a
vida, isso é a teoria, mas se eles não deixar que você viva, nunca vai entender
de fato como a vida é. Além de que, cada pai passa aos seus filhos a própria perspectiva
da vida, já “contaminada” com as experiências vividas por eles. Por isso aquela
mania de querer te ditar o que é certo ou errado.
Uma das coisas que entendi esse ano é que nós mesmos dificultamos
as coisas. Tinha mania de encarar as coisas maiores do que elas são. Todo esse tempo buscava a simplicidade em
resolver os dilemas. Não posso dizer que aprendi, eu apenas entendi o caminho.
Mas percorrer esse caminho todos os dias é trabalhoso, porém muito mais fácil quando
se sabe como fazer isso.
Você não precisa ter certeza de que todas as coisas vão dar
certo, você só precisa estar preparado pra saber lidar com elas todas as vezes
que algo sair fora do que você espera.
Comecei escrever não sabia nem ao menos o que escreveria.
Meus dedos coçaram e eu apenas deixei que eles falassem pela minha mente.
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