13 dezembro 2006

Um texto muito interessante q eu achei!!!!

O fanatismo da descrença, um dos males do mundo moderno

Quantas religiões existem no mundo comprovam que o ser humano é, com efeito, um animal metafísico. Não se vive fecunda ou plenamente sem uma visão cosmogônica, que dê respostas satisfatórias a todas as perguntas.

Independentemente de se crer em seres supra ou infra-humanos, como deuses, anjos ou demônios em teologias várias, os credos todos caracterizam-se, antes de mais nada, por uma união de sentimentos, emoções e visões de mundo. Segundo os positivistas Comte e Durkheim, quando as pessoas se reúnem em alguma espécie de templo estão, em verdade, reafirmando sua cultura, seu apreço pelos que compartilham das mesmas opiniões acerca de várias coisas, sua unidade ética, enfim. Os positivistas compreendem, nesta acepção, a palavra "templo" como algo a ter com exemplos, portanto, mesquitas, sinagogas, academias, igrejas, centros espíritas, colégios, quartéis, partidos políticos, movimentos multitudinários em geral.

Não se deve atacar frontalmente qualquer crença, que todas são dignas de respeito! Chega de intolerância para com o diferente. o apreço ao ser humano em toda a sua riqueza interior implica, principalmente, saber apreciá-lo em sua multifacetária capacidade de expressão.

Há, contudo, uma coisa fantástica, fanática e absurdamente irracional, só crível porque existente e que, coadjuvada pela Incrível Religião do Individualismo acaba por afastar as pessoas umas das outras em prol de nada. Chamo a esta deplorável deformação de "Fanatismo da Descrença", que só tem um dogma básico inapelável: "Nada é digno de crença, de fé, não existe transcendência." Embora São José do Rio Pardo seja uma saudável exceção, é inacreditavelmente enorme o número de pessoas que são encantadas pelo "fanatismo da descrença", particularmente nos meios intelectuais e acadêmicos. A grande maioria das pessoas tidas por inteligentes repetem as mesmas fórmulas litúrgicas dementes, os mesmos esgares de desprezo por qualquer tipo de fé, qualquer crença em qualquer coisa de transcendental.

Digo acima e sustento: não se deve atacar qualquer crença; já pagamos preço elevado demais por nosso descaso ou desprezo pela fé do próximo, seja ele originário das Américas, africano, asiático, hebreu, caldeu, romano, "diferente", em síntese. O que estou atacando tão severamente quanto me é possível aqui é justamente a ausência de fé e mais, todo e qualquer entrave à fé tem de ser desmascarado. É preciso ter fé e esperança. Assim como Jesus Cristo nos aponta uma saída para que possamos ter controle sobre o passado, os filósofos da Esperança apontam saídas para o futuro. Cristo aponta lucidamente na direção do PERDÃO como forma de controle sobre o passado. A ESPERANÇA, por seu lado, nos possibilita controlar o futuro; é porque temos certeza do advento de um tempo de paz, abundância e humana fraternidade que toleramos as bobas injustiças de hoje como marcas, que são, de um tempo moribundo.

A descrença, por seu lado, leva a quê? Individualismo, ódio, rancores, mágoas pessoais, etc. Medo por dentro e muito ódio por fora, eis a raiz da descrença. Também em vão se procurará por aí um templo da descrença ou coisa que o valha. O fanático da descrença não o é em relação a uma fé específica, mas em relação a todo o tipo de fé. Cada um deve descrer de um modo, levando os fanáticos da descrença à paralisia generalizada, à destruição generalizada, sem que nada tome lugar da antiga fé. Fica-se a meio-caminho. Se toda essa destrutividade estivesse voltada à construção de algo ainda mais sublime, uma síntese dialética da ciência e da religião, por exemplo, seria compreensível. Incompreensível e injustificável mesmo só a descrença.

Se no sincretismo da Incrível Religião do Individualismo encontramos o burguês médio acendendo uma vela para si mesmo e outra para Mammon, no fanatismo da descrença vemos o burguês (ou seus prepostos voluntários ou involuntários) apagando as velas acesas a todos os deuses. Por que é que nas Universidades - que sempre respondem abstratamente a problemas também abstratos - a "moda" é descrer? Porque a descrença é paralisante, é mais operacional ao Capital que seus sacerdotes maiores sejam capazes de fazer descrer e alienar; "divide e governa", diz Maquiavel em O Príncipe.

Quando a maioria deixa de crer e luta e trabalha para fazer deixar de crer, o mundo segue sendo o que é, um interminável vale de lágrimas, até onde a vista alcança (massacres de pessoas inocentes sob as mais diversas formas são apenas a ponta do iceberg). Quando há crença, quando a fé é recolocada, muitos passam a, em função da fé, trabalhar e lutar para a construção de um mundo melhor, começamos a ver surgir no horizonte, finalmente, a belíssima Esperança, com seu cortejo de Bondade e Beleza, Verdade e Justiça, trazendo luzes a um tempo sombrio que tem tudo para ser muito feliz. Espero viver para vê-lo e vivenciá-lo!


Lázaro Curvêlo Chaves - 24/06/2000


By: Raissa ^^

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito legal Raissa seu comentario!!
realmente o fanatismo e um mal a ser eliminado desse mundo!!!

Ps: adoro esse diario de vcs Raissa ta muito craitivo e interessante......PARABÉNS!!!

As: jonatas david