16 julho 2009

Se eu pudesse me traduzir em poema.


Enfim, taí poesia que eu fiz, ou poema, sei lá. Bom, se é que isso aí pode ser considerado poesia. ( Guilber). Mas se consideram a “ obra” de João Cabral de Melo Neto como poesia então acho que to feita (ah vai, eu escrevo melhor que ele!). Ta, vou respeitar a arte. Mas se for falar de poesia que fale de Manuel Bandeira, porque ele realmente escreve bem. Mas se quiserem poesia amadoras ( por enquanto) de verdade, acessem esses blogs:

http://www.estedominionaoexiste.blogspot.com/ (Gabriel da Matta)
http://acrossintheuniverse.blogspot.com/ (Isabela)
Enfim, poesia não é minha praia, além do mais achei ridícula essas poesias que fiz. Mas, elas vieram em um dia de inspiração e como o Werlley falou pra eu posta-las, então está aí. Todo escritor tem seus momentos de decadência, portanto não critique o meu. Ah, zuera eu autorizo comentários como “ que bosta!” kkkk
Só pra explicar: são duas poesias, seqüência.
Ta, depois desse texticulo ( amo a língua portuguesa), aí vão elas. E não digam que eu não avisei ehm!
By: Poetisa Joice =p

Se eu pudesse me traduzir em poema.


Não é possível

transferir a existência para as linhas

Meros códigos, que, pra um desconhecido não fazem sentindo algum.

Porém, se aquele que lê

consegue adentrar em seu interior

de certa forma é o seu eu-lirico

de fora pra dentro.

O trabalho do poeta equipara ao de um escultor

ele esculpe a si mesmo em códigos,

porém ao revés dos parnasos.


Se para muitos o contraste do barroco

Boticelli

Da Vinci

Não faz sentido nenhum

É porque do receptor nada foi inspirado.


O trabalho do poeta é de dentro pra fora.



Se eu pudesse me traduzir em poema (2)


A fusão dos sentidos

se confunde na sinestesia

cada uma tem

uma forma,

um gosto,

ou mais que dois destes.

Porque nos Haikai, odes

há sempre metalingüística?

versos brancos pobres cheios

misturados, que como liquido

toma forma do parnaso.

E como já dizia o poeta,

se não o melhor deles:

"Lirismo comedido".

Não há como se traduzir em lirismo comedido,

quiçá no verso corrente.

Não...

O ser é único e,

apesar da boa intenção,

os simples vocábulos não possui essa capacidade.


Há coisas que só o homem sente.


J.





4 comentários:

Werlley Meira disse...

Belas poesias!o final das duas ficou legal. Continue escrevendo.

até,
beijo Poetisa Joice ^^
=*

Lígia disse...

Aiii gracinha, a Joicinha mostrando seus "dotes poéticos", mais quanto a sua crítica com relação ao João Cabral de Melo Neto eu até concordo, mais vc tb tem que criticar o Bernardo de Carvalho pela "grande" obra que ele intitulou de "nove noites".. que poderia ser traduzido por "noites mal durmidas" pq fala sério, que livro tosco, kkkkkk. Gostei principalmente do último poema tem um 'q' de Manuel Bandeira... lembrei do "funçonário público", kkkkkkkkk

Anônimo disse...

Muito bonitas as poesias!

Parabéns!

beijoss

Anônimo disse...

Gosto quando você diz que que meros códigos não fazem sentido para quem está de fora, muito bem elaborado, continue assim, em breve poderás escrever algo maior, abraço.

Roberto.