Como sempre, atrasada com as leituras, com as escritas hahaha queria um computador portátil e mais tempo para as leituras. Mas chego da faculdade já cansada, o máximo que leio é um trecho da bíblia que faço questão de ler sempre, e já durmo porque no outro dia já acordo as 7h da manhã. Não to reclamando, até gosto da vida assim... e vamo vivendo né ahahah
enfim... vamos á roubadora de livros.
A menina que roubava livros.
É bem diferente esse livro, de todos os outros que li. Às vezes ele se apresentava um pouco monótono, mas gostava da historia de Liesel. Infância, passagem para a pré adolescência em plena segunda guerra mundial, em um ambiente de holocausto e preconceito contra os judeus, repleto de ideologias nazista. O livro mostra a guerra “por dentro” na perspectiva da própria população (nesta mesma linha tem “ O diário de Ane Frank, contudo ela não dava muitas informações sobre a guerra). Na obra, ao narrar a vida de Liesel, narra-se também o avanço da guerra.
É interessante saber, mesmo sendo ficção, da infância de uma menina que viveu em plena guerra e em tempos passados, onde se brincavam ainda de futebol na rua, roubava frutas do jardim dos vizinhos, etc.
O fato mais corriqueiro é a narradora: a morte em “pessoa”. Na minha concepção esta escolha do narrador tem grande significado. É irônico, como se dissesse “ eu mesma carreguei muitos corpos por causa da guerra.” Assim a narradora conta a historia de Liesel, a historia da guerra e de outras vidas atingidas pelo contexto histórico. A Morte se manifesta de forma critica e irônica. Eu nunca tinha visto o narrador como sendo a morte. Assim, ela não participa efetivamente da historia, mas é onisciente, como se fosse olhos que visse todo o mundo de cima, mas que descreve com precisão o que acontece em baixo, como se fizesse parte. O autor também mostra a ideologia na mente das pessoas, a própria visão da população sobre os fatos. Alguns são nazistas, outros já completamente contra.
Liesel, uma menina vitima da guerra, como tantas outros milhões de pessoas. A fome, a dificuldade, a perda do irmão e a falta de noticias da mãe. O único passatempo é andar pelas ruas de Munique com o amigo Rudy, roubar livros da biblioteca do prefeito e enrolar cigarros com o pai adotivo. Depois aparece Max, um judeu que fica abrigado em seu porão. Surge o medo da descoberta...
Além de tudo o livro é muito tocante. Há passagens que li mais de uma vez, e frases que diziam verdades irrefutáveis. Vale a pena anotar algumas... Quanto ao resto, só conferindo pessoalmente.
Enfim, já terminei o livro há uns dois mesmo, porém só agora escrevi minha opiniao sobre ele.
Antes tarde do que nunca.
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