05 março 2010

Tão abrangente que não se pode nomear

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Que vontade enorme de postar aqui. Com as aulas voltando quase não me resta muito tempo, visto que eu entro no computador uns 15 minutos por dia apenas. E assim, não tem jeito postar no blog!
Toda vez que eu me “inspiro”, ou seja, sinto vontade de escrever, não estou com o computador ao alcance ( as vezes escrevo em meu caderno). Nas férias estava me tornando uma blogueira oficial rsrsr Mas enfim... estranho essa vontade de me definir* ( palavra errada pra ser usada, pois não se e possível definir ninguém, já que estamos em constante transformação de pensamento – não de essência), mas me refiro a vontade de me descrever.
Há coisas em mim tão características, pensamentos tão bem moldados ( aquilo que eu penso realmente). E estou sempre aprendendo. Ultimamente, senti o gosto do aprendizado com a “confusão boa”, porque antes era apenas situações “ruins” que me obrigavam a aprender. Então notei a mudança me fazendo crescer de uma forma espontânea e sem dor. Aprendi mais coisas aprendendo. Aprendi a aprender ( parece sem sentido? só se isso não fizer parte de você também). Aprendi também que aprendemos com as coisas boas, e não apenas com as rasteiras da vida. Isso que eu chamaria de “confusão boa”.
Eu diria que uma das coisas mais preciosas para um ser humano, além da humildade, é a capacidade de aprendizado; transformar as experiências (boas ou más) em aprendizados. Esse meu empenho em aprender é pra me tornar uma pessoa melhor, centrada, madura, sábia ( porque o sábio, tem consciência do quanto mais precisa aprender). O sábio também sabe que não pode aplicar todos os seus conhecimentos a tudo de forma fixa. Tem horas que precisamos jogar tudo que sabemos no lixo (aproveitando do que é útil para aquela situação) ou encostar alguns de nossos pressupostos que não serve para determinada situação e aprender coisas novas. É minha teoria da relatividade... tudo é relativo, não dá para analisar algo com um método que não encaixa, e não cabe naquela situação. È relativo. A grosso modo: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O aprendizado não é fixo, nem a ciência é fixa, que dirá devaneios e filosofias. Somos obrigados a mudar nossos “óculos” e lentes a todo o momento se quisermos acompanhar a mudança do mundo. O é o preconceito? nada mais do que um sentimento que segura a pessoa em um pensamento ( na maioria das vezes esse pensamento é egocêntrico, xenófobo, etc,etc.) Assim, a sociedade se transforma, mas as pessoas continuam fixa a um estagio dela, preconceituosas demais e sem humildade demais para reconhecer que precisam mudar. (Isso eu vejo no direito. Fato que precisa acompanhar a sociedade para constituir normas que fazem sentido, e sejam coerentes com a realidade). Uma das coisas que as pessoas acham mais fixas é o direito e aí que se enganam. As leis (no sentido positivado – escrito, para leigos) sofrem constante modificação para ser plausíveis de serem aplicadas. Uma prova disso, é estudar os diferentes tipos de leis e sistemas que já houve no mundo. Se o direito fosse uma coisa fixa, estaríamos com as mesmas leis até hoje.
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Mas voltando a mim internamente: eu vejo a mudança espontânea, passagem agora para a vida adulta. A confusão já não é tanta porque tenho coisas definidas, mas a confusão é o motor para o aprendizado/mudança/sabedoria. Portanto, em qualquer estagio da vida haverá confusão – melhor trocando a palavra para dilema.
É interessante ver algumas coisas que mudaram, e outras que continuaram as mesmas, na minha forma de pensar. O que eu digo aqui é a Joice intrinsecamente. Alguém já conseguiu se descrever internamente, a não por atitudes? E uma verdade irrefutável que tenho na minha vida: vou morrer sabendo pouco.
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O que eu mais gosto da escrita e a possibilidade de trasformar pensamentos em coisas concretas; as palavras. E poder guardar aquilo. Além do mais, tem-se a possibilidade de deixar o pensamento fluir, sem caminho determinado. Então notamos que tudo está interligado. Porém, as vezes é preciso separar tudo em ramos, para ser melhor analisado.
O que eu mais adimiro em uma pessoa é a capacidade de aprendizado. Trazer as coisas do inconsciente para o consciente. Porque eu faço isso? porque eu penso assim? porque tenho essa atitude?
O inicio de tudo é o questionamento. Contudo, ( a teoria da relatividade) há coisas que não há como questionar. Por exemplo: sentimentos como amor. ele é definível? Ninguém nunca conseguiu. Então, aspectos como este, me limito a apenas sentir. Não quer dizer que eu não me questione sobre ele, mas é algo que, se não traz dilema, não há motivos para querer definir/entender a não ser sentir.

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Será que eu consigo ser compreendida? Não é preciso que ninguém concorde, mas seria necessário apenas o entendimento. Para entender algo, primeiro temos que tirar nossos óculos ( as opiniões e formas de pensar). A visão sem óculos, eu diria a neutralidade ( de pressupostos), portanto considerando apenas a lógica do pensamento.

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