25 setembro 2010

Aquilo que vc faz...

Certa vez minha mãe me disse algo que eu não esqueci... em uma de nossas conversas sobre o amor, ela disse que ia me explicar como era o sentimento. Pegou um copo encheu de café – primeiro eu fiquei sem entender o que ela iria fazer com aquele tanto de café – mas em seguida ela abriu um pouco a torneira e deixou que a água caísse dentro do copo. Aos poucos o conteúdo começou a derramar, e o que antes era só café agora já tinha grande parcela de água. A cor do liquido foi ficando mais clara e a medida que isso acontecia eu entendia mais o que ela queria me dizer. Entendi que sentimento se a gente deixa ele se misturar com outra coisa ele deixa de ser puro, e com o tempo vai se dissolvendo por outros sentimentos... até não restar nada do primeiro. No fim o liquido já tava completamente branco, e só havia água dentro do copo.

Enfim, é isso... se com o dia a dia, nós não cuidarmos de nós mesmos, e deixar que cada vez mais entre outras “substancias” em nossas vidas, os nossos sentimentos vão ficando confusos e passam a derramar... depois de um tempo, nada mais nos resta daquilo que era no inicio... e ao notar a mudança, que infelizmente muitas pessoas só notam tarde demais, passamos a nos questionar o que deu de errado. Mas não foi nada em especificamente que aconteceu... foi apenas a insensibilidade do ser humano de se questionar para saber o que deve ser feito para melhorar.

Acho que se não vivemos para melhorar nossas ações, não há outro motivo pra viver, a não ser o de entulhar mais o mundo de lixo e suja-lo ainda mais.



“Qualquer coisa que você faça pode parecer insignificante,

Mas é importante que você o faça”

.

Chega a um momento que você desiste de lutar com as pessoas

Pelas pessoas

Mas é importante que continue lutando, pelo menos,

por si mesmo.

E no fim, saber que você fez tudo o que poderia ter feito

Talvez até mais

Então não há motivo pra se arrepender ou pra se sentir fracassado

Porque você sabe

Que aquilo que dependia de você

Se dedicou em fazer.

.

“Então assim...

Tudo pode acabar”

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