27 julho 2014

Confesso ter um jeito meio metódico, que procura explicações pra tudo nessa vida. Mas o fato é que as vezes eu só tento entender a sociedade. Posso traçar muitos parâmetros que talvez não correspondam à realidade. Mas não dá pra negar que a sociedade funciona dentro de certos padrões.
Tentar entende-los não é crime nenhum... é só uma tática para sobreviver nesse mundo maluco. Só não da pra deixar de considerar que a forma de expor esses padrões vai ser altamente influenciada pela forma que se vê o mundo.
O questionamento da vez é sobre as relações humanas... de como elas estão ficando superficiais. Já sei, logo pensou que lá vem mais uma daquelas ladainhas criticando de como as pessoas andam sem consideração e amor umas pelas outras.
Enfim,  não importa de como você vai receber e interpretar esse texto. Mas é só meu ponto de vista e não tenho a pretensão nenhuma de te convencer de que tudo isso é verdade.
Só acredito que as pessoas estão medrosas demais... Agem superficialmente pra não gerar nenhum vinculo... e pra isso não impactar na vida delas... é perigoso demais. Perigoso por que? Você quebrar a cara, destroçar o coração?
E daí? E daí se você fizer papel de trouxa uma vez ou outra, desperdiçar seu sentimento com alguém que não mereceu? Não tem nada demais. Pelo menos você viveu.  Memórias e sentimentos ninguém nos arrancam e temos que guarda-las como troféus. Isso é a prova de uma vida realmente vivida... não adianta de nada passar a vida em branco com os copos cheios e historias falsas... faltaria as gargalhadas sinceras, os orgasmos verdadeiros, a nostalgia ao ouvir uma musica.
Não falo de amor de conto de fadas e do “viveram felizes para sempre”. Me refiro a noites memoráveis, loucuras sem noção, aventuras perigosas.
Sentimento não é para o coração, é pra alma. É intensidade. É combustível. Mas as pessoas sempre tem medo de quando ele acabar... então se privam do começo e do meio em detrimento do fim... ou então vivem aquela coisa amena, singela, sem graça...
E tudo porque?  o passado traumatizou seu presente e vai te privar de um futuro... E um futuro que, sim, acaba, mas porque ele é construído de “hojes”.
Enfim, as pessoas vivem o hoje mais ou menos... cada um com seu motivo. E quem sou eu pra criticar como cada um  vive a própria vida ou lida consigo mesmo...

Mas tem uma musica que mexe comigo e fala mais ou menos assim... “with every broken bone, I swear I lived”. 

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