19 julho 2015

Sentimento não catalogado

Sabe aquele momento que você consegue se desprender de todas amarras humanas e just feel? Pois é, não é uma coisa fácil de entender, explicar ou sentir. É um momento que todas as regras sociais, todos os seus medos, tudo o que te prende, não faz nenhum efeito sobre você. Então você consegue sentir de verdade um sentimento. Amor. Ou qualquer um outro sentimento.
Na verdade todos nossos sentimentos vem acompanhados de outros. Nunca, nunca sentimos apenas um sentimento por vez. É sempre uma sinestesia. Mas tem momentos que – raros, eu sei – consigo sentir um sentimento puro, só ele, sozinho – sem contaminações. Alegria, amor, ou felicidade ou Deus. Sim, Deus também e um sentimento, e podemos sentir Ele as vezes. Esse sentimento é o Espirito Santo. O resto do tempo que a gente confia nele é fé. Fé naquilo que você não vê, mas acredita que está ali.  
Mas quando você sente dessa forma que tento dizer – ainda não foi nomeada ou não descobri um nome equivalente -  você passa apenas alguns minutos sentindo de verdade. É como se houvesse uma bolha, e dentro dela reinasse apenas aquele sentimento. Mas logo depois ela estoura e voce volta a sentir toda a pressão misturada. Seus medos, seus sonhos, as regras sociais. Mas ainda assim, você continua por um tempo com um estado de espirito legal. Uma vibe boa. Até que voce seja soterrado novamente com todas as informações que recebe do mundo, vinda de todas as direções.
Ok, que me achem louca, ou que usei drogas. Mas é apenas uma sensação de desprendimento total e sentimento de apenas uma sensação por vez.
Também tem o sentimento ao contrário – tão bom quanto – que é quando você sente todos os sentimentos juntos de uma vez só (sim, pleonasmo para ressaltar). Esse eu já encontrei descrito em um livro. É a bebida purpura do “ O dia do Coringa”. Então, se alguém já o descreveu, é completamente obvio que exista seu oposto certo?

E eu que sempre busquei equilibro, encontrei beleza na ponta de cada um dos extremos. 

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