Sabe aquele momento que você consegue se desprender de todas
amarras humanas e just feel? Pois é,
não é uma coisa fácil de entender, explicar ou sentir. É um momento que todas
as regras sociais, todos os seus medos, tudo o que te prende, não faz nenhum
efeito sobre você. Então você consegue sentir de verdade um sentimento. Amor. Ou qualquer um outro sentimento.
Na verdade todos nossos sentimentos vem acompanhados de
outros. Nunca, nunca sentimos apenas um sentimento por vez. É sempre uma
sinestesia. Mas tem momentos que – raros, eu sei – consigo sentir um sentimento
puro, só ele, sozinho – sem
contaminações. Alegria, amor, ou felicidade ou Deus. Sim, Deus também e um
sentimento, e podemos sentir Ele as vezes. Esse sentimento é o Espirito Santo.
O resto do tempo que a gente confia nele é fé. Fé naquilo que você não vê, mas
acredita que está ali.
Mas quando você sente dessa forma que tento dizer – ainda
não foi nomeada ou não descobri um nome equivalente - você passa apenas alguns minutos sentindo de
verdade. É como se houvesse uma bolha, e dentro dela reinasse apenas aquele
sentimento. Mas logo depois ela estoura e voce volta a sentir toda a pressão
misturada. Seus medos, seus sonhos, as regras sociais. Mas ainda assim, você
continua por um tempo com um estado de espirito legal. Uma vibe boa. Até que voce seja soterrado novamente com todas as
informações que recebe do mundo, vinda de todas as direções.
Ok, que me achem louca, ou que usei drogas. Mas é apenas uma
sensação de desprendimento total e
sentimento de apenas uma sensação por vez.
Também tem o sentimento ao contrário – tão bom quanto – que é
quando você sente todos os sentimentos juntos
de uma vez só (sim, pleonasmo para ressaltar). Esse eu já encontrei
descrito em um livro. É a bebida purpura do “ O dia do Coringa”. Então, se alguém
já o descreveu, é completamente obvio que exista seu oposto certo?
E eu que sempre busquei equilibro, encontrei beleza na ponta
de cada um dos extremos.
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