17 setembro 2015

You looks so beatiful today

Okay, eu sei que isso aqui tá jogado às traças... nem sei porque ainda mantenho ativo. Mas na via das duvidas, mantenha.
Sinto vontade de escrever, as vezes. Só que a vida atola a gente com tantas informações que é difícil colocar palavras pra fora.
Enfim, aí vai mais um texto piegas, daqueles do tipo “romances que não existem” do qual eu tenho até vergonha de postar.
Mas texto escrito é texto escrito e por mais lixo que seja, não vou desperdiçar. Vai que...

                                              You looks so beatiful today

“You looks so beatiful today”, foi a primeira frase que lhe veio a cabeça quando ele a avistou de longe. Não conseguia acreditar em seus olhos então tentou se desvencilhar da multidão, naquela manhã de domingo com sol ameno e clima agradável, para se aproximar.
Aquela musica marcou o terceiro ano da faculdade, quando eles viveram um breve, mas intenso, romance. Mas ele não conseguiu se dedicar a ela. Simplesmente tinha olhos para todas as garotas que passavam por perto.  Em pouco tempo ela se tocou que ele não seria só dela e por isso deixou que ele fosse embora... Ela era o tipo de garota na dela, não almejava popularidade, atenção ou glamour. Apenas tinha o intuito de ser ela mesma, fazer as coisas com que gostava, e ser feliz. Ele, por sua vez, já gostava de mais popularidade e viver cercado de pessoas. Sentiam uma grande atração física um pelo outro e teriam dado certo aquela época, se não fosse incompatibilidade de pensamentos.
Quando conseguiu romper uma turma de turista que vinha em sentido contrario, ele a viu  mais de perto agora. Tinha certeza. O cabelo loiro até um pouco abaixo dos ombros, com ondas sutis que não tinha antes. Uma touca vermelha, meio fora de lugar, lhe protegia a cabeça. O jeans justo e rasgado definia seu corpo. Havia ganhado cerca de 5 quilos desde a ultima vez que a vira, mas isso só fez com que ela parecesse mais atraente.
Exitou por um estante, se deveria ir até lá para falar um Oi. Há aproximadamente 10 metros de distancia ele a observava disfarçadamente. Ela estava em uma banca de produtos típicos da região e analisava alguns postais que estavam expostos em suporte em forma de cortina. Ela ainda tinha a mesma mania de morder a parte interna da bochecha quando estava pensativa.
Distraído em seus pensamentos se assustou quando duas crianças surgiram gritando e correndo envolta dele. A menor delas caiu e começou a berrar na tentativa de que sua mãe a salvasse, a outra continuou correndo em frente. Olhou em volta e não viu sinal de ninguém que pudesse ser o tutor daquela criança. A essa altura as pessoas em volta já começaram a olhar curiosas na direção deles. “ Oi amigão” – disse ele se encurvando para ficar mais próximo da criança. “Onde está sua mãe?”. A criança gritava cada vez mais alto e ele não sabia se era por causa do tombo ou porque não sabia onde estava a mãe ou se mesmo ele  estava o assustando. Pegou a criança no colo e percebeu que o joelho estava sangrando. “Vamos dar um jeito nisso amigão”. Olhou em volta e levou a criança que ainda berrava para a mesa mais próxima, cerca de três metros de distância. Ele não tinha nenhuma habilidade com crianças e tentou pega-la o menos desengonçado possível.
“Ei, o que você está fazendo?” – veio uma voz rude atrás dele. Se virou e viu uma mulher na faixa de uns 30 anos de idade, com outra criança em seu braço.
- Hãa... Só estava tentando ajudar...  – ele retribuiu com um sorriso torto.
- Pode deixar que cuido disso! – disse a mulher arracando-lhe a criança de seu colo.
Como quem tomasse consciência novamente de onde estava, ele fitou  a banca que a tinha visto.  Não estava mais lá... sentiu uma pontada de desapontamento. Havia perdido novamente.
- Ed? É você? – com um susto virou-se de costa, e lá estava ela. – Não estou acreditando! – completou ela com uma mão cobrindo a boca.
- Oi! Alice? Noossa! – ele tentou colocar o máximo que pode o tom de surpresa na voz, contudo soou um pouco exagerado demais.
- Quanto tempo eu não te vejo! – disse ela em tom animado.
- Quanto tempo... mesmo...  – respondeu ele sem graça. Não sabia o que fazer então coçou a nuca. Ela parecia mais bonita ainda.
- Então, você está morando por aqui? – perguntou ela.
- É acabei de me mudar! – falou empolgada.
Ele se perguntou o motivo da mudança. Haviam feito faculdade em outro estado. A chance de agora morarem na mesma cidade ou até mesmo no mesmo bairro, parecia improvável. Talvez teriam vindo pelo mesmo motivo, emprego novo – já que aquela área estava em desenvolvimento nos últimos anos e precisando de novos profissionais. Mas ele fez engenharia e ela jornalismo. Não havia muito campo de atuação para jornalismo ali. Só havia indústrias voltadas para a extração de minerais. Talvez ela tenha se casado e veio por causa do marido. Fazia sentido.
Abriu a boca para perguntar... mas fechou logo em seguida. Seria muito agressivo perguntar, assim, logo de cara? E se ela estivesse casada? Mas e se estivesse solteira?

A resposta definiria se ele a deixaria ir ou se ele trataria de te-la em sua vida daqui pra frente...

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