12 outubro 2015

Tem dias que sua cabeça não tá pra ler. Todo dia informações mais entram na minha mente do que sai. Mas as vezes você precisa colocar pra fora, algumas conclusões. Esses dias estava lembrando de um trecho de um livro que me marcou muito (mais o trecho do que o livro, no caso). É O mundo de Sofia, do Jostein Gaardem. Tem uma parte que ele fala que as crianças possuem a mente aberta mais do que os adultos porque vivem na superfície do pelo do coelho. Já o adulto, com o passar do tempo, vai se afundando até chegar a raiz do pelo.
E assim é a vida. Esses dias me senti como se estivesse na raiz. Sufocada por aquele tanto de pelo que, inevitavelmente, a vida despeja sobre nós. Então percebi que era hora de subir de novo pra ponta do pelo.

É engraçado como que nossa visão do mundo se modifica com o passar do tempo, com a idade e com as circunstancias que a gente vive. Quando você coloca uma situação esdruxula para uma criança, que vai contra a razão humana, ela acreditará. É que para a criança não existem limites. Principalmente os impostos pelos seres humanos. 

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