Lendo percebi como a escrita de autores de determinados lugares se parecem. Literatura norte americana segue um estilo, a europeia outro, russa, brasileira é assim por diante…
A literatura norte americana sempre teve uma forma mais simplória… Gostam bastante de histórias que se assemelham aos filmes hollywoodianos. Já os europeus… Ah, os europeus… Eles têm uma pitada de existencialismo na escrita… Sempre norteiam aspectos na mente/inconsciente do ser humano, mesmo de forma causal. Cito como exemplo Ian McEwan (Sábado), Milan kundera (A insustentável leveza do ser, A imortalidade), e por último, não tão famoso e. não limitando os exemplos, Martin Page (Talvez uma história de amor).
Esses autores tem o dom de narrar inúmeros fatos que ocorrem no mundo interno dos personagem sem narrar nenhuma ação. Ora, o simples fato do personagem acordar pela manhã e abrir os olhos já é motivo suficiente para desencadear uma série de assuntos tangíveis. Não é necessário sequer uma atitude que mude o rumo da história ou que defina o destino do personagem. Ele apenas acorda, abre os olhos e pronto! Eis que surge diversos questionamentos internos.
O interessante desse tipo de escrita e que podemos mergulhar pela mente humana, estranha e alheia. No fim, não tão estranha assim… Afinal cada um tem sua particularidade mental.
Partindo para os russos o que dizer deles ? Ah! A eterna crítica social que nunca decai… Livros escritos ha mais de 100 anos, tratam de temas ainda atuais.
Sobre os brasileiros o que eu diria? Acho que uma mistura norte americana e europeia… Não se limitam à narração de fatos e acontecimentos mas insere nos entremeios da narrativa divagações psicológicas. Tome como exemplo nossa querida Clarice Lispector.
É, cada escritor tem sua particularidade na escrita, e ele mesmo escolhe com naturalidade qual seguir… E intrínseco, e como um rio que corre por seu curso natural.
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