15 dezembro 2009

Além dos dedos

Algumas pessoas e algumas fatos te fazem perceber no que você se concentra. Nos últimos tempos não fiz nada a mais do que se concentrar nas dificuldades e não na solução. E quanto mais você se concentra nela, maior ela fica. Ela cresce ao ponto de ficar maior que você e te esmagar. Mas quando você esta la embaixo, soterrado, houve uma brechinha que me permitiu ver além. Então toda aquela dificuldade desmorona instantaneamente. Ainda temos que aprender muito na vida.

Infelizmente depois que as pessoas crescem, elas perdem a fé, a esperança de uma criança. Jostein Gaardem diria que elas vão “para o fundo do pelo do coelho” e lá ficam escondidas. É mais fácil, menos doloroso. Mas eu peço a Deus, e escrevo isso para deixar sempre na frente dos meus olhos; que quero sempre ter a fé e a esperança de uma criança. Se eu um dia eu esquecer disso, por favor, me lembrem.

Poder sonhar sem limite da mente e do concreto. Limite é aquele que impomos a nós mesmos. As crianças sonham, nós já sonhamos um dia, mas esquecemos do que é isso. Nos concentramos apenas nos dedos, como diz Patch Adans, e não vemos nada além deles.

E sonhar não é nenhuma vergonha. Alias, é até mesmo a chama da vida. No dia em que o homem não sonhar mais, pode-se considera-lo morto.

Nenhum comentário: