14 dezembro 2009

Sentidos

O que eu falaria sobre sentidos? Sempre estudo os mais diversos filosofo. Um fala, ora que os sentidos são verdadeiros e fonte do conhecimento, ora outros falam que estes mesmos são enganosos.

O que eu falaria sobre isso? Se é que alguém está interessado – não faço filosofia para pessoas usa-la, faço para mim mesma. Faço a minha filosofia, e se querem usa-la para retirar algum conhecimento, que faça então. Meu propósito é contribuir com o mundo de alguma maneira. Contudo, escrevo para mim mesma.

Sobre os sentidos, não concordo que sejam enganosos. Os sentidos não, mas a compreensão humana sim. São os sentidos que nos fornecem a chama do pensamento. É ele que nos move. O sentido é a forma que temos de perceber o mundo. Por isso não pode ser considerado falho ao enganador. Falho é o homem, o “canal” entre o sentido e a percepção. Somos nós que atribuímos intensidade aos sentidos e cada um faz isso a sua maneira. E é cada um também que retira conclusões (aprendizados) dos sentidos. Ora, algo que é sofrimento para uns é diversão para outros. O que incomoda alguém, pode não fazer a mínima diferença para outro. Ta aí a explicação do porque algumas pessoas sofrem mais do que as outras. A diferença está no que fazemos – e do que retiramos – de nossos sentidos.

Os sentidos proporcionam experiências e a estas são atribuído intensidades. A experiência - que só é possível pelo sentido – gera uma percepção (aprendizado/conclusão). Duas pessoas podem ter acesso ao mesmo sentido, mas devido o canal, ou seja, a intensidade particular atribuída por cada um a sua maneira, se chega a conclusões diferentes.

Cabe então, a cada um, atribuir a sua intensidade e retirar as suas conclusões. O problema é que muitos se restringem á intensidade (muitas vezes a dor e o sofrimento) não considerando as conclusões – que sempre traz um aprendizado útil para ser aplicado a vida. É o que eu chamaria de evolução.

Contudo, muitos se perdem no meio do caminho e passam a viver apenas na intensidade. E esse estagio leva a confusão, a confusão a dor, e as pessoas por falta de superação a este estagio ( no qual todos passam) ficam preso a ele. É comum a pessoa perdida ter ódio de sentir, ódio de amar, ódio de sofrer, de comer, beber e lembrar. Porque o sentir traz novos sentimentos e isso sobrecarrega mais ainda a intensidade (caminho). E cai novamente no ciclo de confusão, deixando cada vez mais seu meio caótico. Infelizmente isso afeta a relação humana. Pessoas “má resolvidas”, que defino como aquelas que estão perdidas na intensidade e incapaz de gerar conclusões, tem seu comportamento influenciado. Isso ocorre pela falta de superação da ponte da intensidade. Ora, alguns sobrecarregam a intensidade, ora não dão importância devida a ela.

A falha dos problemas humanos está na intensidade e diria eu que talvez, as causas das relações humanas problemáticas. Outra falha, mas de menor dificuldade é a incapacidade de gerar conclusões das experiências. O homem precisa descobrir o cientista que tem dentro de si mesmo.

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O que entendi de tudo isso:

SENTIDO-------- > INTENSIDADE --------- > EXPERIENCIA ----- > CONCLUSÃO.


Sentido: percepção de mundo

Intensidade: caracteristica particular a cada um. É o caminho.

Experiência: consequencia dos sentidos ( empirico)

Conclusão: opiniões (doxa) ciencia.



A vida e uma mistura de empírico com ciência. o primeiro fornece a experiência e o segundo faz o estudo do primeiro.

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