Mais um livro que ganhei de aniversario. Agora já estou lendo os dois últimos que restam, dos cinco que ganhei ao total. Bem, um deles não posso dizer que foi de aniversario porque a pessoa que me deu não sabia que eu estava comemorando esta data, só o fez porque sabia que eu gostava de ler. Mas vamos ao livro, que por sinal já terminei de lê-lo há quase um mês, mas só agora tomei coragem para fazer a resenha dele.
O livro o Grande Gatsby é um clássico da década de 20 da literatura norte americana. Escrito por Scott Fitzgerald a obra de primeira não obteve grande repercussão. Só se tornou um clássico após a morte do autor, que morreu acreditando em seu fracasso. De acordo com a pequena bibliografia do autor que li ao final do livro, Fitzgerald era um bêbado, mas escrevia sóbrio. Bem, se ele escrevia sóbrio ou não o resultado de seu trabalho é muito bom. A historia fala de amor, interesse, guerra, dinheiro, e alta sociedade.
A narrativa é feita por um vizinho do protagonista Gatsby, que assistiu pessoalmente todo o desenrolar da trama. A obra fala do amor de Gatsby e Daisy, proibido na época, pois era um rapaz pobre. Daisy o amava também, contudo não sabia que ele era de uma classe inferior. Os dois são obrigados a se separarem quando Gatsby vai para a guerra. Depois disso, ambos passam longos anos sem se falarem. Ao termino da guerra, Gatsby se enriquece de forma misteriosa para todos, a suspeita é que ele faça trabalhos não honestos, o que especificamente o autor não revela.
Daisy agora é uma mulher casada com um rico e bonito homem da alta sociedade, mas sofre em seu casamento pela infidelidade do marido. Contudo, em sua juventude não podia sequer pensar em deixar seu padrão de vida. Dentre os personagem também há Jordan, uma moça independente para a época e vencedora de torneios de cavalos. Ocorre um sutil romance entre a jovem e Nick, o narrador. A amante de Tom, conhecida como Myrtle,também é casada e infeliz em seu casamento. Reside em uma casa simples em um posto de gasolina na estrada para West Egg e East Egg, bairro rico no qual mora Gatby e Daisy.
O ponto culminante da obra está mais ao final, quando os personagem são postos em um ambiente só. Tom, o marido de Daisy, começa a reparar que há algo a mais entre Gatbsy e sua esposa, após o reencontro destes dois. Enciumado, Tom faz uma serie de acusações a Gatsby e não esconde o ódio que cultivou por este homem. Em um feriado quente, ao voltar para casa de um passeio Gatsby e Daisy voltam juntos em um carro, enquanto Tom, Nick e Jordan em outro veiculo. Mais a frente notam um amontoado de gente em um posto de gasolina, aquele que Myrtle mora. Ao pararem ficam sabendo que esta foi atropelada no meio da estrada por um carro, ao tentar para-lo. As evidencias indicam que foi Gatsby quem a atropelou. Neste instante o ódio de Tom por Gatsby cresce ao extremo por ele lhe tirar as duas mulheres que mais amou na vida.
Na verdade quem dirigia o carro era Daisy e ao deixa-la em casa Gatsby promete que irá protege-la.
Com grande ódio, Wilson, marido de Myrtle mata Gatsby como vingança. Tom e Daisy mudam para outra cidade, restando apenas Nick para o enterro de Gatsby. Assim termina a obra: com um Gatsby abandonado por todos, exceto por Nick, que prepara todos os ritos fúnebres. Este episodio evidencia a falsidade da sociedade, quando o protagonista é abandonado na morte, não aparecendo um convidado sequer que participavam das grandes festas de gala que eram preparadas todos os finais de semana, por Gatsby,em sua propriedade.
O romance não parece ter sido escrito há quase 90 anos atrás, apesar de mostrar a mentalidade da sociedade da época, ainda preconceituosa com pessoas de outra classe ou raça. A historia é contada de forma não linear, em um dado ponto da narrativa, volta-se ao passado preenchendo as lacunas da historia. A linguagem, apesar de um romance escrito na década de 20 é fácil, podendo ser comparada com a linguagem contemporânea. Em certas ocasiões o narrador parece onisciente, o que é difícil para uma narrativa em primeira pessoa, porém Fitzgerald o sabe fazer com grande precisão.
A temática de “O Grande Gatsby” me faz lembrar uma obra de Bernardo Guimarães “O garimpeiro” no qual o amor de dois jovens é proibido devido à diferença de classe destes. Contudo, em termos estruturais as obras possuem muitas diferenças. Outro livro que eu poderia comparar a forma da escrita é “A bicicleta azul” de Regine Deforges, ambientado na França após a Segunda Guerra mundial, mas este é um pouco monótono, quase chato.
Enfim, é um bom clássico a se ler. Sempre tive enorme resistência a clássicos por ter uma pré-ideia de serem chatos. Mas, vou eu indo cada vez mais descobrindo sobre os clássicos. Enfim, leio sobre qualquer assunto, muito difícil eu dizer que não gosto de um gênero ou outro.
Depois deste livro, li mais dois – O que é capitalismo e Andando com Jesus - só que são bem pequenos, daqueles que se lê em apenas uma sentada, então, nem vale muito a pena falar sobre este.
Enfim, sempre lendo...
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