26 maio 2010

O que acontece de estranho no mundo ponto com ponto br

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O engraçado é você olhar a sua volta e notar toda a movimentação do mundo. Todos fazendo as suas obrigações e cegos demais por isso. Já ouviu aquela historia que havia uma fila de pessoas indianas e que cada uma delas, colocava a sacola com seus defeitos nas costas e uma sacola com suas qualidades na frente? Desse jeito cada pessoa via suas qualidades e apenas o defeito das outras. O fato é que, alguém levantar o dedo e apontar o outro é o mais comum de acontecer.

Mas, ninguém para e olha pro lado. A humanidade é um bando de cavalos com tampões nos olhos que possuem uma visão unilateral. A sua própria visão.

Eu tento tanto conversar com as pessoas para tentar mostrar esse fato a elas, mas não adianta, elas ainda continuam olhando de uma única forma. A sua própria. Sempre tem um mas”. Pouquíssimas pessoas eu já vi, conseguir se despir de todas opiniões próprias pra entender o outro.

O que mais me irrita é alguém analisar um fato de acordo com a perspectiva de o que ele acha. As pessoas são incapazes de “passar para o outro lado” pra entender o outro. Um exemplo é o usuario de drogas. Dizem “ ele usa droga” e excluem o coitado. Mas ninguém diz “ porque, ele usa drogas?” hahah é mais fácil acusar. Tudo bem, a pessoa pode ter tudo que sempre queria ( olha o “mas” aí, a justificativa para acusar), mas quando alguém analisa o outro, vê apenas o lado material, ou seja, exterior e esquece do aspecto psicológico que é feito pelas impressões que o próprio mundo esculpe. É o que eu chamaria de carga psicológica. E todo ser humano é resultado dela, pode acreditar. Ninguém consegue ficar isento totalmente dela, já que vivem no seio da sociedade e esta tem suas próprias leis ( que nem precisam ser escritas, mas que funcionam).

Isso me lembra outra historia... Colocaram 4 macacos em uma jaula e um cacho de bananas lá no alto. Toda vez que um macaco tentava alcança-las todos os macacos lavavam um jato de água fria, até que nenhum mais tentava pegar as bananas. Trocaram um macaco e colocaram outro... a primeira ação dele foi tentar pegar as bananas no auto. Imediatamente os outros macacos surravam o novato impedindo de pegar o cacho. Assim, foram trocando os animais, um a um, até que ficassem quatro macacos novos que nunca havia levado o jato de água. Quando trocaram o ultimo macaco e obviamente foi pegar o cacho de bananas todos bateram nele. Enfim, os macacos não sabiam porque estavam batendo no outro, mas faziam aquilo porque sempre foi assim.

È o que eu digo sobre a reprodução de atos, o ser humano é só capaz de reproduzir... não de criar ou questionar. E o pior de tudo, é qua acham ainda que possuem autonomia de pensamento rsrsrs

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Enquanto houver preconceito, qualquer tipo dele, a sociedade vai continuar apenas acusando.

Eu defendo a induvidualidade do cidadão. Cada um que tenha a sua autonomia, mas que ela seja de fato, isento de qualquer interesse próprio. Enquanto não houver isso, sempre uns vão se sobrepor aos outros. Dizem que não há espaço para todos... e não haverá mesmo enquanto que as pessoas não estiverem disposta a ceder pelo outro.

É cada um querendo mais, e tentando se proteger. Proteger de quem? Do marginal que você mesmo criou.

Mas também não é só a conservação própria que motiva tudo isso. É a necessidade de se sobrepor sobre o outro.

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Se a sociedade fosse a somatória e a divisão entre os indivíduos, a balança não ficaria tão desregulada com os pesos.

Não sou contra o fato de a sociedade ter regras. Sou contra as regras injustas da sociedade. Esta é a personificação única de todos os indivíduos ( como a força resultante da física), portanto é constituída de cada um de nós. O que destrói o argumento que não podemos lutar contra isso. Se algo é feito por nos mesmo, então depende de nós mudar. Assim, a direção e o sentido da sociedade pode ir de acordo com o que nós guiamos.

Muitos falarão que sou utópica, como vários autores bem antigos já falaram sobre isso. Melhor lutar por algo, mesmo que você não presencie resultados imediatos, do que se adequar ao sistema... agindo como verdadeiros macacos.

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Mas não adiantaria um ideal se não houvesse um mínimo de esperança, e um mínimo de atitude.

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Um comentário:

Daniel Strauch disse...

Yeap... Preconceitos e prejulgamentos moldam e também emperram a nossa sociedade atual.

Também sou a favor da individualidade do cidadão, mas creio que falta muita empatia na sociedade atual.

O egocentrismo, junto com o seu priminho, o egoísmo, é um problema sério que é alimentado por outro grande "ismo", aquele do consumo!

Desistir é sempre muito mais fácil que persistir. O jeito é sim martelar e brigar para mudar esse conformismo, nem que apanhemos como os macacos... Quem sabe quando chegar mais um macaco não serão dois tentando pegar a banana!?

:p

Beijão!