12 maio 2010

A vida com os livros.

.

Mais uma vez correndo para o cantinho do meu blog pra me sentir mais confortável. Talvez se eu escrever um pouco uma cabeça se esvazie um pouco. Aném, eu sou uma pessoa intrinsecamente em conflito. Algumas partes do meu eu se equilibram, outras preciso cuidar mais delas. Nãaaaaao, quero reclamar aqui e nem parecer que estou fazendo isso. O blog é só uma forma que eu desenvolvi de ordenar meus pensamentos. Muito menos quero que meu reflexo – isso mesmo, o blog não é nada mais que um reflexo da Joice – demonstre insatisfação. Não to insatisfeita. Estou me organizando. Ta, ta, tenho aprendido também que as coisas tudo no lugar certo não tem muita graça.mas, não to procurando o ordenamento perfeito, apenas quero me aliviar um pouco.

É nessas linhas que desconto tudo o que sinto. Toda a agressividade e o nervosismo vêm pra cá. E as alegrias também, mas as alegrias eu procuro desfrutar-la ao máximo, então não “desconto” ela toda aqui. Por isso quase não posto aqui os momentos alegres, porque eu aproveito eles ao maximo.

Tenho dó do meu blog ( como se ele fosse uma pessoa) rsrsrs. E o fato de eu fazer desse canto a minha terapia, ta me incomodando. =/ é porque aqui deveria ser o meu espaço para todas as horas. Como o meu quarto. Mas aqui ta se tornando mais pros momentos de “extravazar”. Então uma face minha, a questionadora, a conflituosa, fluída está ficando mais em evidencia do que as outras perspectivas da Joice. ( acho que já disse aqui sobre as diversas faces do ser humano.).

Portanto, não queria que somente essa perspectiva da Joice ficasse exposta. Eu posso ser – e sou – de mil outras maneiras...

.

.

.

Enfim, tenho sentido falta do Yoga. Sinto a necessidade de energizar. E ficar com a cabeça livre de pensamento pelo menos tempo suficiente para que eu possa notar, e conseguir sentir a natureza/ambiente a minha volta. Ultimamente ando tão cheia, que os outros sentidos parecem dormir. Sinto também falta de uma outra coisa: ler um bom livro, daquele que você mergulha dentro dele. O ladão de raios é legal, uma leitura bem fluida e leve. O chapadão do bugre ta empacado como uma mula. Sinto falta de um bom livro, com mais de um volume, do tipo que você se sente amigo de fato dos personagens. Do tipo que você passa um tempo vivendo na realidade deles (uma diferente da sua própria). Esse é um ótimo método para se isolar do mundo real. E durante esse tempo, você não pensa em mais nada, sequer se lembra de preocupações.

Nesse tipo de livro é como se os personagens existissem realmente. Conseguimos personifica-los com características físicas e psicológicas. Aí não há como negar que eles existam. Há um nome, um “endereço”, uma vida, uma trama, uma história. E o mais importante de tudo, é a proximidade que você sente deles, como se fossem amigos. Sua emoção é tocada pelos dilemas, o leitor não vive totalmente alheio emocionalmente da vida do outro. Isso que é o mágico da leitura.

.


Os livros em terceira pessoa, creio eu, que são os mais vastos que se pode ter. È como se o leitor visse tudo de cima. Além disso, o campo de visão da historia é bem menos restrito do que os livros em primeira pessoa, uma vez que a visão dos fatos não fica restrito apenas ao personagem principal.

.

Enfim, procuro um livro como este para as minhas próximas leituras. Apesar da minha lista de leitura ta enormeee, como sempre (!). Mas eu não sou rigorosa quanto a isso. Conforme os livros vão surgindo a minha frente, eu os leio, não sigo nem uma regra de ordem.

Livros podem não ser o seu melhor amigo pra te escutar ( por isso tenho o blog), mas são os melhores amigos para contar-lhe as historias deles.

.

.

Uma pena que as pessoas – o mundo em geral, e eu principalmente – tenha que recorrer às palavras para poder ser ouvidos. Nós falamos tanto com apenas gestos, e as todos andam ocupados demais para reparar naqueles que estão ao nosso lado. =/


Joice

3 comentários:

Daniel Strauch disse...

Entendo sua aflição... Mas tendo o blog aproveite e coloque para fora mesmo! Só o fato de escrever já ajuda muito. Eu tenho dicas de livros assim... Beijos

GabrielSig disse...

Escrever e ler, use o blog e os livros como terapia! rs não faz mal a ninguem! e todos precisam de terapia nessa vida loca!

O Neto do Herculano disse...

O livro é um amigo fiel.