Horas passando sozinha, as vezes até sem contato com a sociedade, me faz abrir os olhos internos. Começo fuçar dentro de mim mesma e descobrir um pouco mais o que sinto. Dessa vez tenho dificuldade de definir. É que estou em uma fase de transição. Deixando o que era, e iniciando algo novo. Mas acho que estou mais para o lado do desapego do que era, do que com o encontro com o novo – por isso essa sensação de perdida, ou de tédio. Tá meio sem cara, fisionomia, perfume, emoção. É o esvaziamento primeiro para dar lugar ao novo. Espere que acabe logo isso ( apesar de eu saber que é fase da vida), é que eu tô achando tudo tao estranho. No entanto, é como eu disse, sempre que o mar recua pode saber que vem por ai ondas grandes. Então é isso. Essa calmaria é sinal que está chegando coisas novas.
Só seu que é estranho demais, não ter nenhuma emoção pra descrever.
Meu eu interior começa com a abstinência de não sentir sensações. Livros, filmes e até as musicas não tem me dado grandes sensações mais como costumava acontecer.
A única sensação que tenho a descrever é a estranheza... eu quero vida, é isso. Não tem nenhuma onda, nenhuma instabilidade. E o que se pode aprender com as coisas sempre do mesmo jeito, rotina, ou sem grandes emoções?
Eu quero vida. É chegado a hora de esquentar o coração, deixar de lado o medo que faz hesitar e entrar de cabeça em uma aventura nova.
Mas qual?
È isso que estou esperando...
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