22 julho 2012

On the Road - filme

                   Dessa vez deu vontade de escrever sobre um filme.  Gostaria de escrever sobre todos que assisto, mas como vejo muitos seria impossível. Eu escrevia sobre todos os livros que leio, mas como leio bastante também o tempo fica curto, então confesso deixar em passar sem fazer a resenha de alguns livros.
Mas o filme que me despertou o interesse de escrever uma critica foi “On the Road”. Eu amo assistir filmes baseado em livros após le-los. È uma forma de absorver as informações que deixei passar na leitura do livro. Cada pessoa interpreta uma percepção diferente do que lê, e é interessante ter acesso a outras perspectivas para abrir a mente.

Bom, então vamos ao filme... (lembrando que a critica é sobre o longa de Walter Sales e não da obra de Jack kerouac).

Primeiramente, quem leu o livro entendeu o filme... O filme sem o livro fica incompleto, sem entender muito. Por vezes me pergunto se a história é de Dean ou de Sal, uma vez que a maior parte da trama gira em torno das loucuras de Dean e da admiração de seus amigos por ele, pela vontade de ser louco como tal e não conseguir. Agora uma critica ao filme... o inicio faltou musica, ou seja, emoção, mas depois esse aspecto melhorou . Acho que o inicio de um filme é primordial para despertar o interesse de quem assiste.
Mas a minha maior frustração com o filme foi a atuação de Garrett Hedlund. Acho que ele não encarnou o verdadeiro espirito de Dean.  O ator desempenhou um Dean cheio de si, auto confiante demais. Na verdade o Dean era apenas um cara, errante na vida, vivendo “ o que tem pra hoje” e querendo tirar cada segundinho de diversão vivendo suas loucuras. Mas um Dean auto confiante, realmente não combina com o personagem de Jack Kerouc. E pra falar a verdade, de que serve um filme baseado em um livro se os atores não reproduzem a imagem do personagem o mais exata possível?
Bom, no mais o filme teve suas vantagens, manteve-se fiel a quase todos os acontecimentos. Minha única nota ruim vai para Garrett Hedlund. Por outro lado, eu me surpreendi com a atuação de  San Riley  que conseguiu parrar a ideia exata de Sal Paradise: Observador, pensador e louco pra viver e canalizar suas experiências em um livro pra passar para outras pessoas. Foi justamente isso que me levou a querer ler o livro: experiências malucas na década de 50.
Muitos acharam o filme chato e tedioso, confesso que eu esperava mais diversão e emoção no filme. Grande parte dos que estavam na sala de cinema saíram antes de terminar a sessão, e eu juto ter ouvido roncos de alguém dormindo.  Mas só captou a mensagem do filme quem já tinha uma carga de informação sobre o livro.
Simples assim, eles eram apenas apaixonados pela vida, buscando experimentar o máximo de sensações que acontecimentos poderiam lhes oferecer.

No mais, não posso deixar de dizer que aqui é apenas minha opinião. Se  alguém me lê  ( se é que lê)  tem o direito de descordar. Aceito outras perspectivas desde que tenha um embasamento conciso.   Portanto, se não leu o livro e descorda de minha opniao o que eu posso dizer é que sua visão como critico é muito limitada para julgar a minha. 

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