19 dezembro 2016

O amor

Muitos foram os que já tentaram definir o amor. Em milênios de vida humana nenhum ser foi capaz de definir essa palavra. Talvez porque ela não seja uma palavra apenas, mas um sentimento, um feeling. Mais ainda por esse sentimento ser subjetivo. Subjetivo porque cada pessoa faz uma ideia sobre o amor. Alguns acham que amor é quando outra pessoa é boa pra ele, outros acreditam que amor é sentir o coração disparar quando vê a pessoa.
E o bendito do amor torna-se mais subjetivo ainda quando se conclui que ele é a soma de tudo isso... bondade, sensações, altruísmo, etc, etc.
O amor pode se manifestar de diversas formas. Cada cultura tem sua forma de manifestar o amor. Esse sentimento está incumbido em TODAS as crenças, mas a forma com que ele se manifesta pode ser de diversas formas.
Muitos poetas e escritores se aventuraram a escrever sobre o assunto... assim temos o amor romântico, amor platônico, amor de mãe, amor erótico, enfim... isso tudo porque o amor não pode ser traduzido em uma equação matemática. A matéria de exatas pode ser bem interessante justamente por ser exata. Ser aquilo e pronto acabou, sem margens para dúvidas... mas o contrário também tem sua beleza... que graça tem limitar tudo em uma equação? Sem margem para mudanças ou subjetivismo. Não precisamos ser (e nunca seremos) a mesma coisa do início ao fim.
E aí que entra a beleza do amor... a impossibilidade de definição visto que é uma matéria tão vasta que cabe diversas perspectivas.
Já que muitos ousaram descrever sobre o amor, hoje me ocorreu uma ideia sobre o que poderia ser - em partes, ou uma das inúmeras faces - do amor. Talvez o antônimo do amor seja o egoísmo... ou talvez o egoísmo seja só algo que ajude a definir o amor.
Amar é a capacidade de deixar o egoísmo de lado. Abrir mão de algo só seu e dividi-lo. Dividir a vida, o quarto, as contas, enfim... talvez o amor seja quando duas pessoas conseguem anular seu próprio egoísmo na mesma proporção. A partir de quanto um é mais egoísta que o outro a relação (equação?) começa a ficar desequilibrada.
Porém há aqueles que conseguem doar muito mais que o outro. Quer dizer que um ama mais? Nem sempre... é só que esse casal conseguiu encontrar a medida certa do equilíbrio para a relação ( e não importa quem dá mais e quem dá menos).
A única coisa que sabemos sobre o amor é que ele é diferente para cada um. Você vai amar diversas pessoas de formas e por motivos diferentes.

Nesse texto usei muito a linguagem do “se” e do talvez, porque quem tem certeza de algo nessa vida? Talvez, daqui um tempo eu releia tudo isso que eu mesma escrevi e pense “que baboseira!”. Por que isso, isso é a subjetividade de ser humano. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Vira e mexe me percebo buscando o teu olhar.
Mas só o encontro quando desisto de procurar.