09 julho 2017

Divagações contemporâneas

Esses dias uma certa frase me despertou a atenção: "de bons de briga o mundo está cheio, o que falta é gente cheia de amor". Nenhuma outra frase me fez tanto sentindo para definir os dias de hoje. 
As pessoas  estão cada vez mais intolerantes umas com as outras, sejam devido seus próprios problemas ou simplesmente pelo gesto e costume de acusar o outro. 
Talvez se o erro ou o pecado do outro for maior que o meu, então minha pena não precisa ser tão rigorosa. E assim segue um mar de pessoas acusando umas às outras, como menciona a frase, sendo bons de briga mas fracos no quesito amor. 
Ocorre que o sol é para todos e apenas os egoístas acham que seu lugar no mundo será preservado se o outro for derrotado. Grande tolice! Ninguém é melhor do que ninguém, existem apenas pessoas diferentes. 

Seremos mais reconhecidos e queridos por nossa simpatia do que nossa falsa sensação de perfeição. Não será sendo perfeitos que seremos mais amados por nossos pais, nossos cônjuges ou as pessoas que convivem a nossa volta. Isso é uma doce enganação que traz a amarga sensação de sofrimento com os próprios erros e intolerância com os dos outros. Acabamos nos esquecendo que antes de tudo somos seres humanos e sujeitos a falhas e nem mesmo Jesus Cristo agradou a todos. Mas podemos nos inspirar nos passos dele, ao invés de atirarmos pedras nos outros podemos estender as mãos. Ser melhores no amor do que em brigas.

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